Sinopse de Antonio Geremias: Política internacional, amor e ciência A mestra inglesa não tinha medo de tema algum. Aqui, política internacional, discussões científicas e o amor mesclam-se de maneira inesperada. A Scotland Yard, famosa polícia inglesa, toma o centro das investigações, mas sobra espaço para um estranho milionário, uma jovem arrebatadora, um estranho homem. Com um texto ágil, aonde parte das informações sobre o enredo nos vem em forma de diário, “O Homem do Terno Marrom” nos mostra como Agatha Christie não dependia de seus famosos detetives (entre eles, Hercule Poirot e Miss Marple), para construir seus mais empolgantes casos. Com ações passadas em Londres e na África do Sul, lá estão as viagens que tanto atraem a autora, os mistérios de lugares longínquos, habitados por gente estranha e perigosa, por onde seus ingleses tão característicos andam e cometem crimes.
The Man in the Brown Suit (1924)
(O Homem do Fato Castanho, em Portugal)
Citações e referências
Sobre o Coronel Race:
A mulher atraente, a quem eu apreciara, foi à terra. Ao voltar, estava escoltada por um homem alto, de porte militar, cabelos pretos e rosto bronzeado, a quem eu notara no início do dia a andar de um lado para outro do convés. Classifiquei-o imediatamente como um dos meus rodesianos fortes e silenciosos. Tinha cerca de quarenta anos, era grisalho nas têmporas e sem dúvida o homem mais bonito a bordo. (pág. 50)
- Quem é esse tal de Race? – indaguei, exasperado.
Como eu disse antes, Pagett sempre sabe de tudo.
- Dizem que é do Serviço Secreto, Sir Eustace. E parece que é um homem importante. (pág. 70)
- Quem é exatamente o Coronel Race, Suzanne?
- É uma pergunta e tanto. Ele é um caçador famoso e, como ouviu-o revelar esta noite, era um primo distante de Sir Laurence Eardsley. Eu não o conhecia muito bem antes desta viagem. Sei que ele está sempre viajando para a África. Há um rumor de que trabalha para o Serviço Secreto. Mas não sei se é verdade. De uma coisa não há a menor dúvida: trata-se de um homem muito misterioso. (pág. 83)
- É melhor eu suspendê-la – disse ele subitamente, suspendendo os braços e me segurando, num movimento rápido.
Senti a força dele. Pôs-me no chão, do outro lado da fenda, e soltou-me. Era um homem de ferro, músculos que pareciam feitos de aço. (pág. 135)
Referências a outros autores:
É assim que as moças como ela costumam agir. Otelo encantou Desdêmona contando-lhe histórias. Mas será que Desdêmona não encantou Otelo pela maneira como escutava? (pág. 73) Otelo e Desdêmona são personagens da peça Otelo, do escritor inglês William Shakespeare.
Perguntei a Anne Bedingfeld se tinha certeza. Ela respondeu que era meramente uma dedução… ao melhor estilo de Sherlock Holmes. (pág. 128) Shelock Holmes é o detetive criado pelo escritor inglês Sir Arthur Conan Doyle.
Quando estive na Assembléia, antes de deixar Cape Town, ouvi um cavalheiro grisalho, de bigode de pontas caídas que parecia o Cágado Gozador de Alice no País das Maravilhas. Livro do escritor inglês Lewis Carroll. Nas traduções de Alice no País das Maravilhas esse personagem é chamado Falsa Tartaruga, e não Cágado Gozador. (pág. 166)
Não conseguia nem mesmo sentir medo dele… mesmo sabendo que era capaz de me assassinar a sangue-frio, se o julgasse necessário. O único paralelo em que posso pensar é Long John Silver de Stevenson. Long John Silver é personagem do livro A Ilha do Tesouro, do escritor escocês Robert Louis Stevenson.(pág. 185)
Referências curiosas:
Que cheiro seria aquele? De um rato morto? Não, era pior do que isso… e muito diferente. Mas tinha certeza de que o conhecia. Já tinha sentido aquele cheiro antes. Alguma coisa… Ah, era isso! Assa-fétida! (pág. 55)
- Quer dizer que é a filha de Charles Beddingfeld? E eu que pensei que não passava de uma simples provinciana! Está pensando em ir a Broken Hill para desenterrar mais alguns crânios? (pág. 61)
Quando uma história de passa nas Ilhas dos Mares do Sul, há imediatamente uma referência a bêche-de-mer. Não sei o que é bêche-de-mer, nunca soube e provavelmente jamais saberei. Dei alguns palpites e errei. (pág. 103)
Suzanne mandou-me um cabograma quando ele nasceu:
Parabéns e todo o meu amor para o mais novo habitante da Ilha dos Lunáticos. A cabeça dele é dolicocéfala ou braquicéfala?
Eu não ia admitir isso de Suzanne. Enviei-lhe a resposta numa só palavra, econômica e objetiva: Platicéfala! (pág. 203)
Dedicatória: Para E.A.B. – em memória de uma viagem,
algumas histórias de leão e um pedido
para que eu escrevesse algum dia o
Mistério da Mill House.
Major E. A. Belcher, antigo professor do primeiro marido de Agatha Christie, liderou uma viagem ao redor do mundo de que o casal participou. A trama deste livro envolve incidentes e situações pelas quais passaram durante a viagem, e o personagem de Sir Eutace foi inspirado pelo Major Belcher. Mill House é o nome de sua residência. A turnê durou quase um ano, em 1922, período durante o qual Agatha escreveu os contos que viriam a ser publicados em Poirot Investiga e Os Primeiros Casos de Poirot.
Lista de personagens: Coronel Johnny Race
Também: Batani, Anne Beddingfeld, Mrs. Suzanne Blair, L.B. Carton, Mr. e Mrs. Flemming, Anita Grunberg, Mrs. Caroline James, Jeanne, Harry Lucas, Detetive-Inspetor Meadows, Arthur Minks, Lord Nasby, Guy Pagett, Conde Sergius Paulovitch, Sir Eustace Pedler, Miss Pettigrew, Harry Rayburn
Observação: As citações e respectivas páginas foram extraídas da edição brasileira de O Homem do Terno Marrom
Ed. Record
Tradução: A. B. Pinheiro de Lemos
Ano: n/d
Páginas: 203
Esse livro foi o único que eu li até agora que eu realmente fiquei feliz pelo vilão ter conseguido escapar eu adoro Sir Eustace Pedler.
Ulisses, a implicância dele com Pagett é de morrer de rir!
Mais também Pagett só pensava em trabalhar hehehehe
Eu achei uma jogada de mestre da Agatha ter colocado pedaços do diário de Sir Eustace [atenção: contém spoilers], sempre que eu achava que era ele o vilão eu lia o diário e achava impossível ,claro que eu ainda não tinha lido O Assassinato de Roger Ackroyd.
amo, amo, é meu favorito até hj. já li três vezes…
este livro é fera