Antimônio

- Não havia nenhum traço de arsênico – continuou. – Mas havia antimônio. E, sendo assim, partiremos imediatamente para Hertfordshire. Peço aos céus que não seja muito tarde. (Os quatro grandes, Ed. Record, pág. 162)

Rápido! Ministre uma dose de Dimercaprol! Este composto químico, também conhecido como British anti-Lewisite (BAL), é o antídoto ideal para os casos de suspeita de envenenamento por antimônio, arsênico, bismuto, ouro, mercúrio, tálio e chumbo, além de ser usado no tratamento da Doença de Wilson. É quase um bezoar.

O antimônio (Sb) pertence a uma categoria de elementos chamada metalóides ou semimetais. Ou seja: ele existe tanto na forma de metal quanto na de não-metal. O seu nome deriva do latim antimonium (anti – oposto a; monium – condições isoladas). O símbolo Sb vem do latim “stibium” (marca, mancha ou sinal).

O antimônio tem utilidade em ligas metálicas (1 a 20%) para aumentar a dureza do chumbo e facilitar o trabalho com a liga, em soldas e ainda em semicondutores, detectores infravermelhos, baterias, revestimento de cabos, medicamentos e diodos. Alguns de seus compostos são também usados como pigmento na cor amarela e na fabricação de tinta esmalte, cerâmica, vidro e maquiagem (sombra de olhos, kohl). Seu uso como retardante de chamas o torna quase onipresente nos objetos cotidianos.

Na Idade Média, era muito popular o uso de uma certa “pílula eterna” de antimônio metálico para combater a prisão de ventre. Uma bola de antimônio era engolida e irritava as paredes intestinais da pessoa, acabando com qualquer constipação. Em seguida era recolhida, lavada e guardada para problemas futuros – e passada para as gerações seguintes.

O composto de antimônio mais usado em envenenamentos é o tártaro emético – ou tartarato duplo de antimônio e potássio – que vem em forma de cristais incolores e transparentes, solúveis em álcool. Dificilmente alguém morre por tomar uma grande dose única de antimônio – o organismo a expele antes de o efeito ser fatal. São mais comuns as mortes por muitas doses pequenas. Este sal é inodoro, tem sabor ácido nauseante e é utilizado em receitas homeopáticas.

Os sintomas de envenenamento por antimônio são os mesmos do envenenamento por arsênico: dor de cabeça, tontura e depressão. Grandes doses provocam vômito violento e contínuo. Ainda bem que o antídoto para ambos é o mesmo!

Fontes de pesquisa
Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antim%C3%B4nio
Superinteressante: http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_95220.shtml?pagina=2

Referências
Doença de Wilson: série de TV House
Bezoar: livros da série Harry Potter

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2 thoughts on “Antimônio

  1. Nossa, adorei esse blog! Sou uma grande fã da Agatha Christie e ainda vou ler todos os livros dela!

    Vocês estão de parabéns, o blog é perfeito! Voltarei aqui sempre pra conferir as novidades…

    Grande beijo!

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