Atropina

E no mesmo livro de Medicina, que eu continuei lendo, uma parte desse livro era interessantíssima, fiquei informada dos sintomas de envenenamento pela ptomaína e pela atropina. Não eram muito diferentes entre si. (Os treze problemas, Nova Fronteira, pág. 86)

Estrutura quimica da atropina

Estrutura química da atropina

A atropina é um alcalóide, encontrado na planta Atropa belladonna e outras de sua família. A Atropa belladona (ou erva-moura mortal) fornece principalmente o alcalóide Atropina (dl-hiosciamina). O mesmo alcalóide é encontrado na Datura stramonium, conhecida como estramônio ou figueira-do-inferno, pilrito, ou ainda maçã-do-diabo.

Tem absorção veloz no trato gastrintestinal. Ela também chega a circulação quando for aplicada topicamente na mucosa do corpo. A absorção pela pele íntegra é pequena, embora seja eficiente na região retroauricular (atrás da orelha). O metabolismo hepático é responsável pela eliminação de aproximadamente 50% da dose, enquanto o restante é eliminado inalterado na urina. A atropina atravessa a barreira placentária. A atropina é absorvida rapidamente pelo trato gastrintestinal. Tem meia-vida de cerca de 2 horas.

O efeito principal da Atropina no coração é alterar a freqüência cardíaca. Embora a resposta predominante seja taquicardia, a freqüência cardíaca muitas vezes diminui transitoriamente com as doses clínicas médias (0,4 a 0,6 mg). A atropina inibe as secreções do nariz, boca, faringe e brônquios e, dessa forma, resseca as mucosas das vias respiratórias.

Antídoto da eserina, pilocarpina, morfina, carbamato, arecolina, organofosforados, clorofórmio, adubos químicos e inseticidas

Sobredosagem:
Lavagem gástrica
Administração de suspensão de carvão ativo
Para reverter os sintomas antimuscarínicos severos administrar fisiostogmina lentamente por via intravenosa não ultrapassando 1mg por minuto
Respiração artificial com oxigênio, se for necessária para a depressão respiratória
Hidratação adequada
Tratamento sintomático

Beladona

Atropa belladona L.

Atropa belladona L.

A beladona cresce na Europa à beira das florestas, nos escombros e lugares abandonados. Toda a planta é extremamente venenosa e são conhecidos casos de envenenamentos mortais em crianças que confundem as bagas da beladona com as do mirtilo.

A mitologia grega refere que Atropos era, das três Parcas, aquela que tinha por função cortar o fio da vida. A palavra atropos significa inelutável. Os Romanos utilizavam o suco das bagas para dilatar a pupila do olho realçando sua beleza, daí derivando o nome específico belladonna, bela dama, dado à planta.

Colhe-se as folhas ou a raiz. São secadas à temperatura de 30ºC. As partes ativas contêm 1% de alcalóides derivados do tropano (hiosciamina, atropina), ácido atrópico, beladonina e escopolamina.

As preparações galênicas obtidas pela indústria farmacêutica (extrato, tintura), tal como os alcalóides isolados, relaxam os músculos lisos (espasmolíticos), reduzem as dores das cólicas urinárias e da vesícula biliar, aliviam as crises de asma (antiasmático). São igualmente usados para reduzir os suores noturnos dos tuberculosos.

Post relacionado
Ptomaína publicado em 26 de junho de 2008.

Fontes de pesquisa:
Medicina Geriátrica
Wikipedia
 

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