Que tal um chá da tarde com Agatha Christie?

Matéria de Paty Moraes Nobre em 30.01.2023 no site da Isto É traz artigo sobre o luxuoso hotel Brown’s, em Londres, com o sugestivo título “Das grifes ao chá da tarde de Agatha Christie: O que esperar do luxuoso Brown’s, em Londres”. Um trecho:

Fundado há 185 anos, o Brown’s é considerado o primeiro hotel de luxo de Londres. Com uma localização privilegiada, no coração de Mayfair, onde estão as lojas das grifes mais caras do mundo, ele atrai quem deseja ir às compras.

E, ainda, a proximidade com os clubes privativos e badalados não decepciona os amantes das boas noitadas londrinas. Mas, para além dos arredores, o suntuoso cinco estrelas da Rocco Forte Hotels reserva o melhor para o seu interior.

O local é frequentemente visitado por políticos, personalidades e guarda inúmeras histórias. Uma das mais interessantes é que foi no Brown’s, em 1876, que Alexander Graham Bell se hospedou para contar ao governo britânico sobre sua fabulosa invenção, o telefone. Posteriormente, ele fez a primeira ligação telefônica do hotel para James Ford, com o auxílio de uma linha telegráfica privada instalada entre o hotel e a casa de Ford em Ravenscourt Park.

Após recente reforma do piso térreo, a clássica British Drawing Room, que serve o tradicional chá da tarde há mais de um século, está com novo design.

Esse prestigiado salão de chá inglês reserva a experiência de se sentar à mesa preferida de Agatha Christie.

Mesa preferida de Agatha Christie para o chá da tarde

Ao lado, no restaurante Charlie’s, inúmeras opções gastronômicas internacionias enriquecem os visitantes. No menu, caviar, salmão defumado fatiado na frente do cliente e pratos deliciosamente preparados na hora, além das sobremesas impecáveis.

Leia o artigo completo clicando aqui.

Mais sobre o hotel em
www.lartisien.com/hotel/browns-hotel

Outras fotos, presentes na matéria:

Bungo Stray Dogs: Influências de Atsushi Nakajima, Osamu Dazai, Agatha Christie, entre outros

Embora não se aprofunde na referência a Agatha, uma martéria do site IGN fala sobre as influências no Bungo Stray Dogs:

Atsushi Nakajima, Osamu Dazai, Agatha Christie… Pegou a referência? Esses são os nomes dos personagens principais do mangá e anime Bungo Stray Dogs, mas também são nomes de grandes escritores da literatura japonesa e ocidental. As inspirações literárias, todavia, não ficam apenas nos nomes, mas ajudam a construir todo o enredo e dão base ao contexto dos personagens e seus poderes.

Apesar de não ser pré-requisito para entender o anime e o mangá, é muito mais interessante saber de onde vem a construção da narrativa e as motivações de cada personagem. É por isso que o IGN Brasil elaborou um mini guia para você ficar por dentro de todas as principais referências!

A história foi escrita por Kafka Asagiri e ilustrada por Sango Harukawa, e tem como ponto de partida o orfão Atsushi Nakajima e o momento narrado por ele. Expulso do orfanato que considerava seu lar, o garoto conhece algumas pessoas estranhas e curiosas. Uma delas é Osamu Dazai, que muda o rumo da história do protagonista. Osamu apresenta a Nakajima a Agência de Detetives Armados, que promete solucionar casos misteriosos que nem a polícia é capaz.

(…) Apesar dos autores de literatura oriental serem renomados na Ásia, eles ainda são pouco reconhecidos no Ocidente pela dominação estadunidense e europeia na literatura. Além deles, Bungo Stray Dogs também conta com referências como Agatha Christie e Dan Brown.

Leia a matéria completa clicando aqui.

A Garota na Fita: Mais uma série policial com inspiração em Agatha?

Matéria de Rafael Braz no site A Gazeta em 27.01.2023 cita Agatha ao falar de “A Garota na Fita”, série policial da Netflix:

O livro foi um sucesso, ficou quase dois anos na lista de mais vendidos da Amazon na Europa, e ganhou uma continuação quatro anos depois, “O dia em que perdemos o amor”. Castillo se tornou um autor de mistério reconhecido por suas boas reviravoltas e uma escrita acessível – não demorou para surgirem as comparações com Agatha Christie, sua grande inspiração.

(…) Em seis episódios, a série da Netflix acompanha a investigação do desaparecimento de Amaya, uma menina de cinco anos tirada dos pais durante as celebrações da festa dos Reis Magos, nas ruas de Málaga, em 2010. A série, que não é inspirada em nenhuma história real (é sempre bom ressaltar), tem início na celebração, quando conhecemos Ana (Loreto Mauléon) e Álvaro (Raúl Prieto), os pais de Amaya, momentos antes do desaparecimento. (…)

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Histórias de Miss Marple: Uma homenagem a Agatha Christie

O Skeelo traz texto sobre o livro “Histórias de Miss Marple: Uma homenagem a Agatha Christie”, disponível para compras nas principais plataformas a partir de 15.02.2023:

Pela primeira vez em 45 anos, Miss Marple volta às páginas para investigar novos crimes. Agora nas narrativas de doze autoras contemporâneas, a clássica personagem é levada a uma volta ao mundo para desvendar mistérios que só podem ser resolvidos por ela. Nesta coletânea, a detetive investigará um jantar de Natal interrompido por convidados inesperados, descobrirá que o palco da Broadway, em Nova York, está pronto para uma improvisação perigosa e verá um escritor de férias na Itália ser pego em uma situação absurda.

Nas vozes de autoras best-sellers como Lucy Foley, Leigh Bardugo e Alyssa Cole, Miss Marple se apresenta a um novo público sem deixar para trás a essência que a marcou como uma das detetives mais icônicas da literatura, em uma grande homenagem à Rainha do Crime.

Links diretos:
https://skeelo.com/
Na Amazon

Marple: Livro descreve a grande detetive de Agatha Christie

Abaixo, um trecho do artigo…

Novo livro explica a popularidade de Miss Marple, de Agatha Christie

publicado no Estadão, a partir de matéria do The Washington Post, em 10.11.2022:

(…) Esta senhora inspirou várias encarnações teatrais, desde a calorosa Margaret Rutherford até a perfeitamente discreta Joan Hickson. E agora ela chamou a atenção de um grupo de autoras de best-sellers, cada uma tentando sua versão de Miss Marple em uma antologia chamada simplesmente Marple, lançada em 13 de setembro [de 2022]. O ilustre grupo conta com Kate Mosse, Val McDermid, Elly Griffith, Lucy Foley e Ruth Ware. Cada autora captura Christie – e Marple – com perfeição e também exibe um pouco de seu toque particular. A autora feminista Naomi Alderman, por exemplo, descreve um personagem masculino pomposo como alguém que tem uma voz que “explodiu do fundo da barba”. Mais tarde, ele é encontrado de bruços em cima do prato de carne assada, morto por overdose.

Então, o que Marple tem que Poirot não tem? Primeiro, ela é alguém com quem podemos nos identificar. Seria bom tomar um chá com ela. Talvez seja uma das poucas personagens palpáveis e elaboradas de Christie: a consumada solteirona inglesa, vivendo numa típica vila inglesa, com suas fofocas e intrigas. Marple, na verdade, representa toda uma geração de mulheres cujas esperanças de casamento foram frustradas pela perda de mais de um milhão de jovens nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. Como jovem de boa família naquela época, ela foi criada para arranjar um bom casamento e não estava preparada para muito mais que isso. Ela claramente tem um cérebro excelente. Em outras épocas, poderia ter ido para a universidade e conseguido uma profissão lucrativa. Em vez disso, ela tem de se contentar com seu jardim e boas obras na paróquia. Não é à toa que dedica seu cérebro e aguçados poderes de observação à resolução de crimes.

A grande vantagem de uma solteirona idosa é que ela é invisível. Ninguém pensa que ela é importante quando ela está lá sentadinha no saguão de um grande hotel com seu tricô. E aí ela ouve, observa e percebe pequenos detalhes que a polícia ignora: unhas roídas na garota errada, um comportamento que parece estranho à personagem. E ela faz comparações com personagens de seu vilarejo: o brilho de triunfo nos olhos de um vigarista a lembra do rosto do coroinha que ganhou na bolinha de gude. Aquele sorriso que ninguém notou. Só ela. (…)

Link para o livro na Amazon: clique aqui.

Na crista da onda: Citações de Agatha Christie na imprensa

Parece que “virou moda” (para utilizar uma expressão fora de moda) citar Agatha ou utilizar seu nome como referência. Vejamos aqui algumas das matérias que saíram na imprensa nas últimas semanas:

[O Liberal] 22.01.2023
Prefeitura de Americana vai distribuir 56 mil livros (*)

[Monitor Mercantil] 16.01.2023
Agatha Christie é a nova CEO da Americanas S/A?

[Galileu] 12.01.2023
Agatha Christie: 6 livros para conhecer a autora de romances policiais

[Bula] 30.12.2022
Como um livro de Agatha Christie, novo filme de mistério da Netflix vai te prender até o último segundo

[Claudia] 29.12.2022
‘Veja Como Eles Correm’ atualiza o gênero criado por Agatha Christie

[Música e Cinema] 28.12.2022
Glass Onion é baseado em livro da Agatha Christie? Revelado

[MegaCurioso] 17.12.2022
5 coisas que você provavelmente não sabia sobre Agatha Christie

[Estadão] 10.11.2022
Novo livro explica a popularidade de Miss Marple, de Agatha Christie

(*) “Há obras de autores como Agatha Christie, Aldous Huxley, Ray Bradbury, Monteiro Lobato, Valter Hugo Mãe e Stella Maris Rezende.”

Um Mistério Knives Out: Resenha de Tommy Beresford para Glass Onion

Foi publicada em 27.12.2022 a resenha de Tommy Beresford para “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”, lançado pela Netflix em 23.12.2022. Um trecho:

Falar de “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” é tarefa prazerosa para quem é fã de histórias de mistério e suspense, especialmente Agatha Christie. Embora o filme não seja a versão cinematográfica de nenhuma obra da Dama do Mistério, é inevitável lembrar que a autora é fonte de inspiração tanto para este quanto para seu antecessor, “Entre Facas e Segredos”: este, por sinal, passou primeiro pelos cinemas e foi sucesso absoluto de bilheteria, fazendo mais de 300 milhões de dólares a partir de um orçamento bem mais modesto, 40 milhões de doletas. Já este novo filme estreou diretamente no streaming em 23 de dezembro de 2022.

Novamente temos Daniel Craig brilhando no papel do deveras extravagante detetive particular Benoit Blanc, mas “Glass Onion” não repete nem o clima nem o casting do anterior: uma troupe de excelentes atores, entre consagrados e menos conhecidos, compõem o admirável staff de artistas que, até a data desta resenha, fez com que o filme levasse diversos troféus de Melhor Elenco nas primeiras premiações americanas (são quase mais de oitenta) da temporada 2022/2023 (lembrando que esta categoria não existe no Oscar, nem mesmo o garante na categoria de Melhor Filme, embora possa sim ser lembrado na lista de indicações que sairá em breve).

A ideia, ainda que não seja inédita (e nem precisa), é criativa e bem executada: reunir numa casa de luxo no meio de uma ilha (“da fantasia”, ou quase isso) um grupo de amigos que seriam os possíveis “detetives”, na verdade testemunhas, de um assassinato. Benoit Blanc é o único penetra da história e, claro, está nas mãos dele solucionar o mistério. (…)

Leia a resenha completa no blog Cinema é Magia em:
[Resenhas] Glass Onion: Um Mistério Knives Out

The Christie Affair: Daisy Ridley será a protagonista

Daisy Ridley

Matéria no Terra de 02.12.2022 fala sobre “The Christie Affair”, série sobre Agatha (mais especificamente sobre seu desaparecimento):

A atriz Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”) vai estrelar e produzir uma série chamada “The Christie Affair” sobre a vida da escritora Agatha Christie (“Assassinato no Expresso do Oriente”).

Baseada no livro de Nina de Gramont, a trama se baseia num caso real envolvendo a escritora, que certa vez desapareceu por 11 dias e ninguém soube o que aconteceu nesse tempo.

Desenvolvida pela produtora Miramax TV, a atração foi criada por Juliette Towhidi (“Simplesmente Acontece”) e vai se passar em 1926, ano em que o marido de Agatha Christie, o coronel Archibald Christie, teve um caso extraconjugal com Nan O’Dea. Foi depois que esse caso foi divulgado pela imprensa que Christie desapareceu por 11 dias.

Leia mais clicando aqui.

A Ratoeira: Na Broadway em 2023

De acordo com matéria do Globo Online com o título “‘A ratoeira’: peça de Agatha Christie chega à Broadway depois de 70 anos”, a famosa obra de Agatha em cartaz em Londres desde 1952 e encenada quase 30 mil vezes estará em Nova York. O texto é de Alex Marshall, do The New York Times:

Ao longo dos últimos 70 anos, os frequentadores de teatro em Londres se divertiram tentando encontrar o assassino em “A ratoeira”, clássica peça de mistério de Agatha Christie. Agora,finalmente, o público da Broadway tem a chance de solucionar o crime.

Na última semana, amantes atentos do teatro descobriram o site oficial da peça, anunciando que o espetáculo que detém o recorde de temporada mais longeva no “Guinness” vai estrear na Broadway em 2023. Na internet não é possível saber mais detalhes, mas lá está a promessa de uma “recriação carinhosa” da montagem do West End, com direito à máquina de vento, usada para criar uma rempestade.

Na última sexta-feira, Adam Spiegel, produtor da montagem londrina, confirmou a estreia americana, enquanto celebrava, em uma matinê, o aniversário de 70 anos da peça. Ele disse que não podia dar detalhes, mas que era certa a realização do projeto em 2023.

Não se sabe bem por que “A ratoeira”, que começou como uma peça no rádio, nunca chegou à Broadway. Por décadas — quando ela ainda estava na meia-idade, longe de ser uma septuagenária — alguns críticos diziam que ela era anacrônica, destacando que janelas que rangiam era o mais próximo que ela apresentava de um efeito especial. Em 1960 ela chegou ao circuito off-Broadway, mas nunca aos teatros mais tradicionais.

Ao todo, a peça foi encenada mais de 28 mil vezes em Londres, para um público somado de mais de dez milhões de pessoas. A Rainha Elizabeth foi ver o espetáculo em sua festa de 50 anos, em 2002. Na dos 60, um crítico do jornal inglês “The Times” descreveu “A ratoeira” como “uma excursão para um lugar histórico” e “Um jogo de Detetive ao vivo”.

Leia o texto completo clicando aqui.

Mais posts sobre “A Ratoeira”:
https://acasatorta.wordpress.com/?s=%22a+ratoeira%22&submit=Pesquisa

Leia também:
The Mousetrap: Agatha Christie’s West End hit heads to Broadway after 70 years

Frases (e fases) de Agatha

O site Awebic listou 88 frases atribuídas a Agatha Christie (não conferimos todas):

88 frases de Agatha Christie para quem ama pensar e ser impactado

Meu caro Monsieur Poirot, como posso dizer? É como a lua quando o sol sai. Você não sabe mais que está lá. Quando conheci Linnet, Jackie não existia.

Rian Johnson: A influência de Agatha na sequência de Knives Out

Uma matéria no site Legião dos Heróis traz uma entrevista com o diretor Rian Johnson, de “Glass Onion”, com o sugestivo título “Glass Onion: Rian Johnson comenta influência de Agatha Christie na sequência de Knives Out”. Um trecho:

Ao invés de continuar a história, o diretor pretendia fazer algo novo. Muito disso se deve à influência da autora Agatha Christie, conhecida mundialmente por seus mistérios e narrativas detetivescas. Explicando a inspiração no trabalho da escritora, ele disse:

“Mas o modo como pensávamos em continuar fazendo esses filmes sempre foi não continuar a história do primeiro, mas tratá-los como Agatha Christie tratava seus livros e fazer um mistério completamente novo todas as vezes, com um novo local, uma nova galeria de personagens suspeitos. E também, algo que Agatha Christie fazia que, como um fã, qualquer um que conhece o trabalho dela, ela realmente balançava as coisas de um livro para o outro. Não é só uma mudança no mistério. Ela misturava gêneros. Ela jogava reviravoltas narrativas loucas que nunca haviam sido usadas em whodunnits antes.”

(…) “E também, por mais que exista uma tradição de mistérios de assassinato na aconchegante Inglaterra, ou no nosso caso, casas de campo da Nova Inglaterra, há uma veia muito rica de tradição de assassinatos em viagens,” o diretor disse. “ ‘Morte na Praia’, ‘Morte no Nilo’, ‘O Fim de Sheila’, que é um dos meus filmes favoritos.”

Leia o artigo completo clicando aqui.

Mais posts do A Casa Torta sobre “Glass Onion” e “Knives Out” (“Entre Facas e Segredos”):
https://acasatorta.wordpress.com/?s=Knives&submit=Pesquisa

Knives Out 2: Sequência de Entre Facas e Segredos estreia em dezembro de 2022

Na matéria na Carta Capital, de autoria de Vanessa Thorpe, com o título “Surgem clássicas aventuras policiais a partir de tramas de Agatha Christie” (encontrada aqui), encontra-se esta bela foto de “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”. O filme, livremente inspirado em Agatha como seu antecessor, “Entre Facas e Segredos”, estreia na plataforma Netflix em dezembro de 2022.

Marple: Twelve New Mysteries

Trechos da matéria “Novo livro explica a popularidade de Miss Marple, de Agatha Christie” (de Rhys Bowen, originalmente no The Washington Post), publicada no Estadão em 10.11.2022, a respeito de “Marple: Twelve New Mysteries”, lançado em setembro de 2022:

“(…) aí chegamos a Miss Marple, outra personagem constante de Christie. Esta senhora inspirou várias encarnações teatrais, desde a calorosa Margaret Rutherford até a perfeitamente discreta Joan Hickson. E agora ela chamou a atenção de um grupo de autoras de best-sellers, cada uma tentando sua versão de Miss Marple em uma antologia chamada simplesmente Marple, lançada em 13 de setembro. O ilustre grupo conta com Kate Mosse, Val McDermid, Elly Griffith, Lucy Foley e Ruth Ware. Cada autora captura Christie – e Marple – com perfeição e também exibe um pouco de seu toque particular. A autora feminista Naomi Alderman, por exemplo, descreve um personagem masculino pomposo como alguém que tem uma voz que “explodiu do fundo da barba”. Mais tarde, ele é encontrado de bruços em cima do prato de carne assada, morto por overdose.

Então, o que Marple tem que Poirot não tem? Primeiro, ela é alguém com quem podemos nos identificar. Seria bom tomar um chá com ela. Talvez seja uma das poucas personagens palpáveis e elaboradas de Christie: a consumada solteirona inglesa, vivendo numa típica vila inglesa, com suas fofocas e intrigas. Marple, na verdade, representa toda uma geração de mulheres cujas esperanças de casamento foram frustradas pela perda de mais de um milhão de jovens nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. Como jovem de boa família naquela época, ela foi criada para arranjar um bom casamento e não estava preparada para muito mais que isso. Ela claramente tem um cérebro excelente. Em outras épocas, poderia ter ido para a universidade e conseguido uma profissão lucrativa. Em vez disso, ela tem de se contentar com seu jardim e boas obras na paróquia. Não é à toa que dedica seu cérebro e aguçados poderes de observação à resolução de crimes.

A grande vantagem de uma solteirona idosa é que ela é invisível. Ninguém pensa que ela é importante quando ela está lá sentadinha no saguão de um grande hotel com seu tricô. E aí ela ouve, observa e percebe pequenos detalhes que a polícia ignora: unhas roídas na garota errada, um comportamento que parece estranho à personagem. E ela faz comparações com personagens de seu vilarejo: o brilho de triunfo nos olhos de um vigarista a lembra do rosto do coroinha que ganhou na bolinha de gude. Aquele sorriso que ninguém notou. Só ela.”

(…) No novo livro Marple, ninguém tentou mostrar a detetive como uma jovem brilhante, nem fazendo algo ousado na Primeira Guerra Mundial. Em cada conto, ela está como a conhecemos: gentil, frágil, idosa e sábia. Ela faz tricô. E pisca muito – o que não me lembro de ver a verdadeira Miss Marple fazendo. Alguns dos contos acontecem na vila natal de Miss Marple, St. Mary Mead, ou vilarejos ingleses semelhantes, enquanto outros locais são mais exóticos. Alyssa Cole a leva para Nova York, Jean Kwok para Hong Kong e Elly Griffiths monta sua deliciosa peça no sul da Itália. Todas as histórias são divertidas, intrigantes, mas devo dizer que descobri o culpado na maioria delas, o que não conseguia fazer nos romances de Christie.

Leia a matéria completa clicando aqui.

Links para compra do livro na Amazon:
https://www.amazon.com.br/Untitled-Marple-Collection-Agatha-Christie/dp/0063136058/
https://www.amazon.com.br/Untitled-Marple-Collection-English-Christie-ebook/dp/B09DNJ4ZZD/

Galileu: Ilustrações de Bernardo França sobre a vida de Agatha

As figuras abaixo estão na matéria “Agatha Christie: conheça a vida da “rainha do crime” em 5 ilustrações” (onde, na verdade, estão 6 ilustrações…) do site da revista Galileu: leia o texto clicando aqui. O ilustrador é Bernardo França.

A Haunting In Venice: Adaptação de Kenneth Branagh para A Noite das Bruxas

De acordo com o portal Terra, a 20th Century Studios vai mesmo produzir a terceira adaptação de Agatha Christie estrelada e dirigida por Kenneth Branagh, após ‘Assassinato no Expresso Oriente’ e ‘Morte no Nilo’:

O estúdio anunciou nesta segunda (10/10) o grandioso elenco de ‘A Haunting In Venice’, que reunirá os atores Jamie Dornan (‘Cinquenta Tons de Liberdade’), Tina Fey (’30 Rock’), Kelly Reilly (‘Yellowstone’), Michelle Yeoh (‘Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo’), Kyle Allen (‘O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas’), Camille Cottin (‘Killing Eve’), Jude Hill (‘Belfast’), Ali Khan (‘Red Rose’), Emma Laird (‘Mayor of Kingstown’) e Riccardo Scamarico (‘O Último Paraíso’) num mistério passado na cidade de Veneza, na Itália.

O filme será uma adaptação do romance ‘A Noite das Bruxas’, lançado em 1969, e que se passa após a 2ª Guerra Mundial.

Leia mais clicando aqui.

No CanalTech:

O filme é adaptado do romance A Noite das Bruxas, de 1969, e é a terceira adaptação de uma obra de Christie para as telas dirigida por Branagh, que se mostrou empolgado em guiar um longa mais assustador e que mostrasse melhor o desenvolvimento do inspetor Poirot:

“Este é um desenvolvimento fantástico do personagem Hercule Poirot, assim como da franquia Agatha Christie. Baseado em um conto complexo e pouco conhecido de mistério ambientado no Halloween em uma cidade pitorescamente arrebatadora, é uma oportunidade incrível para nós, como cineastas, e estamos aproveitando a chance de entregar algo verdadeiramente arrepiante para nosso fiel público de filmes”

Leia mais clicando aqui.

RJ: Feira de livros usados em outubro e novembro de 2022

Até 15 de novembro de 2022, uma versão reduzida da tradicional Feira de Livros Usados do Rio de Janeiro estará expondo no Largo do Machado. São poucas barracas, mas procurando bem você consegue achar, em meio às promoções de 3 livros por R$ 10, alguns exemplares de Agatha… ou Mary, como na foto abaixo, tirada em 15.10.2022.

Angela Lansbury (1925-2022): Para sempre Miss Marple

O Cinema é Magia ja fez uma bela homenagem à grande e inesquecível…

Angela Lansbury (1925-2022)

Mas é inevitável lembrar dos tantos posts em que ela foi citada aqui no A Casa Torta.

Foi estrela da série “Murder, She Wrote”…

4.50 from Paddington / What Mrs. McGillicuddy Saw/ Murder She Said / A Testemunha Ocular do Crime [27.10.2010]
Inspirações em Agatha: Murder, She Wrote [07.12.2009]

Foi Miss Marple nos anos 1980…

A Maldição do Espelho [20.03.2008]
The Mirror Crack’d from Side to Side / A Maldição do Espelho [13.10.2010]
Tony Curtis: Grande perda para o cinema mundial [30.09.2010]

Angela Lansbury como Miss Marple

Esteve na versão cinematográfica de 1978 de “Morte no Nilo” (nos cinemas brasileiros, “Morte Sobre o Nilo”…

Agatha Christie 120 Anos | Death on the Nile / Morte no Nilo [22.09.2010]
Morte no Nilo: Atores das duas versões, 1978 x 2022 [18.07.2020]
Morte no Nilo 2022, por Tommy Beresford [12.02.2022]

Angela Lansbury em Death On The Nile

Update 20.10.2022 – Leia também:
Ron Masak (1936-2022)

Morte Morte Morte: Whodunnit, Geração Z e inspiração em Agatha

O site Estação Nerd fala sobre o filme “Morte Morte Morte”, lançado nos cinemas brasileiros em 06.10.2022. O filme não é baseado na obra de Agatha, mas a matéria é uma das que falam sobre o filme citando a Dama do Mistério:

O gênero suspense ao longos dos anos estabeleceu tipos de filmes com a característica de whodunnit, que é a criação de uma investigação sobre um assassinato ocorrido. Seu trabalho é criar a atmosfera usando o ambiente, personagens e pistas. Assim, surpreendendo o público e revelando o assassino/assassina improvável. Muito comum na literatura, especialmente nas obras de Agatha Christie, talvez a maior responsável pela popularização do subgênero. Agora, o estúdio A24 embarca novamente nesse esquema de subverter um gênero, apresentando Morte Morte Morte.

Em Morte Morte Morte, Bee e sua amiga, ambas de família muito bem sucedidas e ricas da Europa, decidem viajar juntas para uma festança em uma mansão remota. Junto com elas, outros convidados da mesma faixa etária de vinte anos, e também muito ricos. Depois de beber, usar drogas e dançar, o grupo decide jogar “Morte Morte Morte”, uma brincadeira aonde alguém é assassinado e todos precisam adivinhar quem foi o assassino.

Basicamente o filme é um comentário social sobre a geração Z, um resumo sobre esse twitterxploitation já encarnado nos jovens bombardeados pelo uso intensivo da Internet, seja Tik Tok, Twitter, Instagram, etc.

Leia o artigo completo clicando aqui.

Aqui, trecho da matéria do Acess.com, que também cita Agatha:

Produzido pela A24, o segundo longa-metragem de Halina Reijn é uma espécie de “Entre Facas e Segredos” da geração Z.

Em 2019, Rian Johnson fez sucesso com sua homenagem a Agatha Christie e deu um tom satírico ao suspense que resultou na divertida crítica social estrelada por Daniel Craig e Ana de Armas. Em menor escala, “Morte Morte Morte” tenta fazer o mesmo, mas tendo jovens de 20 e poucos anos, quase todos ricos e mimados, como alvo.

Leia mais clicando aqui.

No site Jovem Nerd:

Vale pontuar, porém, que Morte, Morte, Morte. não se trata realmente de um slasher, por mais que se aproprie da estética. O longa deixa a desejar nas mortes e na tensão, e prefere seguir mais por um caminho de suspense à la Agatha Christie. Há momentos sangrentos e chocantes, mas são poucos, espaçados e geralmente pouco impactantes.

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No TribunaPR:

Divertidíssimo e assustador, “Morte, Morte, Morte” é um verdadeiro jogo de detetive, que faz o público mudar de opinião a cada minuto da trama. As roteiristas Chloe Okuno e Kristen Ropueninan conseguem fisgar a atenção do espectador espetacularmente. É como se você estive vendo na tela, uma história de Marcos Rey ou de Agatha Christie, para o público millenials. Millenials em termo, porque a trama é aquele tipo filme de terror com adolescentes, como “Pânico”.

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No Papo de Cinema:

(…) o roteiro assinado por Sarah DeLappe utiliza o bom e velho whodunit – recurso narrativo em que a morte (ou a agressão) de determinado(s) personage(ns) desencadeia uma investigação sobre responsabilidades que, por sua vez, aponta a vários suspeitos. É algo que tornou célebre com o sucesso dos livros da escritora Agatha Christie, por exemplo. Quando um dos amigos aparece degolado no lado de fora do casarão, imediatamente a pergunta que paira no ar é: quem pode ter sido capaz de um ato dessa natureza?

Leia mais clicando aqui.

Trailer oficial:

The Guardian: O modismo dos bigodes… e Agatha

Matéria do The Guardian de 05.10.2022 fala sobre bigodes… e Agatha!

(…) “Moustaches draw the eye to the centre of the face,” says Chris Foster, creative director of the Refinery hair salon in Mayfair, where I have come to have my stubble shaped into a Rhett Butler. “For men with chubby faces, they’re more flattering than a beard.” Beards were the clear winner of the 2010s, making the leap from uncoolness to near-ubiquity. But it’s impossible to bring hipster beards back, because everyone still has them. This leaves the field open for moustaches, their more rococo cousin. (The rise of the mullet is another way this plays out, and tragically the two are not mutually exclusive.)

Wearing mine in the streets feels like walking around with an edgy new friend: one I’m not sure my other friends will like, one liable to make a dirty joke in polite conversation. Early reactions to my new look range from “I can’t take you seriously” to “You look like an Agatha Christie villain”. They could be reflecting my own awkwardness. “I can’t remember what you looked like before, honestly,” yawns my friend Suzie. As compliments go, thin beer; but at a book launch, Grayson Perry tells me the moustache looks good, and he has won a Turner prize. (…)

Leia o artigo completo (“‘You look like an Agatha Christie villain!’ The moustache is back – but should it go away again?”) clicando aqui.

A Rainha do Crime, por Walnice Nogueira Galvão

O jornal GGN publicou em 26.09.2022, uma matéria de Walnice Nogueira Galvão, Professora Emérita da FFLCH-USP, com o título “A Rainha do Crime”:

A 15 deste mês de setembro transcorreu o aniversário de Agatha Christie, que viveu 86 anos e escreveu copiosamente. São criações dela os detetives Hercule Poirot, o pernóstico belga meticuloso até à exasperação, e Miss Marple, cuja visão do mundo é limitada pelos antolhos da aldeia em que vive.

Esse é o filão que a faria rica e popular. Produziu mais de 100 volumes, totalizando dois bilhões de exemplares vendidos ao redor do globo. Em seu país, só Shakespeare vende mais que ela, e no resto do mundo ela é campeã das traduções de língua inglesa.

Foi alvo de felizes adaptações para o cinema, às vezes luxuosas, a exemplo de Assassinato no Expresso Oriente dirigido por Sidney Lumet há tempos. tendo no elenco apenas Ingrid Bergman, Albert Finney, Lauren Bacall, Vanessa Redgrave, Sean Connery e muitos mais. Meio século mais tarde Kenneth Branagh comandaria outra versão, com bons atores como Johnny Depp, Judi Dench, Penélope Cruz, Michelle Pfeiffer, enquanto reservava para si próprio o prazer de encarnar o insuportável Hercule Poirot.

A sobrevida da obra é peculiar e às vezes até extravagante. Lá está sua peça de teatro A ratoeira há mais de 50 anos nos palcos de Londres. A França divulga agora uma série de filmes chamada Les petits meurtres d´Agatha Christie, em que pesam o retrô e o humor. A BBC, com base na autobiografia que ela fez o favor de escrever e outras biografias, inicia uma sequência de filmes mais ambiciosos, mas que curiosamente têm Agatha como protagonista e detetive! Garanto que por essa ela não esperava. (…)

Leia o artigo completo clicando aqui.

Lar da Agatha: Live no Aniversário da Rainha

O evento será on-line e acontecerá dia 15.09.2022. Participação de Madame Agatha Killer, Victor Bonini, Tito Prates, Michelle Félix, Bruna Guerreiro e Ana Laux. Endereço do canal:

https://www.youtube.com/c/LardaAgatha

Leia também:
Setembro é o mês da Agatha Christie no Literatura Policial

Glass Onion: Novo trailer oficial de Entre Facas e Segredos 2

Inspirada em Agatha, a continuação de “Knives Out” ainda não tem data de estreia no Brasil: a previsão atual é para o final de 2022.

Para ler mais a respeito, há um artigo no Next Best Picture:

https://nextbestpicture.com/glass-onion-a-knives-out-mystery/

Abaixo, os trailers de setembro e junho de 2022.