Aventura em Bagdá

Capa do livro Aventura em BagdáSinopse da quarta capa: Um homem morreu no quarto de hotel de Vitória Jones, uma mulher sozinha e falida em Bagdá. Outro foi encontrado por perto e Vitória tinha um pressentimento de que haveria ainda mais. Não era nada do que ela tinha planejado. Na realidade tinha vindo ao Oriente Médio numa espécie de passeio. Vitória era impulsiva e uma mentirosa contumaz. Ela sabia demais.

They Came To Baghdad (1951)
(Encontro em Bagdade, em Portugal)

Citações e referências
Referências diversas

– Um inglês viajando em seu carro, da Pérsia para o Iraque, morto a tiros, supostamente por bandidos. (pág. 11) Pérsia = atual Irã.

– Tenho certeza de que é competente, minha querida senhorita; está irradiando competência, se posso dizer assim. Mas conosco é uma questão de £SD (falta de libras). (pág. 107)

– O que elas pretendem é, temo, o melhoramento do mundo! A ilusão de que, pela força, se pode impor o milênio à raça humana é uma das ilusões perigosas que existem. Aqueles que estão querendo apenas encher os próprios bolsos pouco podem fazer: a mera cobiça vence seus próprios fins. Mas a crença num superextrato de seres humanos, no super-homem para dominar o resto do mundo decadente, esta, Victoria, é a pior de todas as crenças. Pois quando você diz: “Não sou como os outros homens”, você perdeu as duas mais valiosas qualidades que sempre temos procurado atingir: humildade e fraternidade. (pág. 130)

Fora o mesmo sentimento que tinha experimentado alguns anos antes por Humphrey Bogart e, mais tarde, pelo duque de Edinburgo. Tinha sido atração ilusória. (pág. 232-233) Humphrey Bogart, ator de filmes como “Casablanca” e “O falcão maltês”. O Duque de Edinburgo, na época em que o livro foi escrito, era, e continua sendo até os dias atuais, o Príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth 2ª.

– Todos nós temos de morrer um dia – disse o sr. Dakin. – E, se houver outra vida depois desta, coisa que acredito integralmente, ele terá a satisfação de saber que a sua crença e coragem fizeram mais para salvar este velho mundo triste de outro ataque de sangrias e miséria do que se poderia imaginar. (pág. 267)

Referências a outros autores

Ela e Edward, sentia ela, estavam de algum modo na posição daquele casal infeliz, embora talvez Romeu e Julieta tivessem expressado seus sentimentos em linguagem um pouco mais culta. (pág. 27) Romeu e Julieta, obra de William Shakespeare.

– Mandei traduzir o Sonho de uma noite de verão para quarenta línguas diferentes – disse o dr. Rathbone. (pág. 107) Sonho de uma noite de verão, também de Shakespeare.

– Bem, de qualquer forma, cheguei até aqui – disse Victoria, animando-se um bocado – e me ajeitarei de qualquer forma. Alguma coisa tem de acontecer.
Com esse pronunciamento à moda de Micawber, ela subiu, foi para a cama […]. (pág. 115) Micawber, personagem da obra David Copperfield, de Charles Dickens.

– Você parece uma moça sensata, e não creio que tenha pensado muito sobre política mundial, o que vem a dar na mesma, porque, como Hamlet sabiamente comentou: “Não há nada nem bom nem mau, mas pensar o faz ficar assim”. (pág. 128) Hamlet, de Shakesperare

Quando você era um rei na Babilônia
E eu era uma escrava cristã? (pág. 172) Trechos do poema “To W. A.”, de William Ernest Henley.

– Milton estava certo – disse Edward. – Melhor reinar no Inferno do que servir no Céu. Sempre admirei o Satã de Milton.
– Eu nunca cheguei até Milton – disse Victoria como que pedindo desculpas. – Mas fui assistir a Comus nas Fontes de Sadler e foi adorável quando Margot Fonteyn dançou como uma espécie de anjo de açúcar. (pág. 173) John Milton, poeta autor de Paraíso Perdido.

– Oh não… seja preciso muito mais que isso. Duvido que algum inglês algum dia tenha conseguido passar por árabe… por algum tempo prolongado, quero dizer.
– Lawrence?
– Não acho que Lawrence qualquer dia tenha passado por árabe. (pág. 208) Thomas Edward Lawrence, cujo livro autobiográfico “Os sete pilares da sabedoria” inspirou o filme “Lawrence da Arábia”.

– Não se tem grande escolha de ficção leve aqui. Conto de duas cidades, Orgulho e preconceito e O moinho no Floss. Eu estava lendo O conto de duas cidades. (pág. 216) Conto de duas cidades, de Charles Dickens. Orgulho e preconceito, de Jane Austen. O moinho no Floss, de George Elliott.

– Em que parte você está? – olhou por sobre seu ombro e leu: “E as tricoteiras contaram um.”
– Eu acho que ela é assustadora – disse Victoria.
– Madame Defarge? Sim, uma boa personagem. Embora eu sempre tenha duvidado de que se possa manter um registro de nomes tricotando. Mas, naturalmente, eu não sou tricoteiro. (pág. 216) Madame Defarge, personagem do livro “O conto de duas cidades”, de Dickens.

– Phillips Oppenheim, William LeQueux e diversos imitadores distintos desde então? Será tudo isso real? Você é real? Será você a heroína perseguida ou a malvada aventureira? (pág. 222) Edward Phillips Oppenheim e William LeQueux são escritores de livros de espionagem.

Dedicatória: Para meus amigos de Bagdá.

Personagens: Andre, Richard (Coruja) Baker, Mr. Bolford, Dr. Alan Breck, Mrs. Cardew Trench, Henry (Fakir) Carmichael, Sir Rupert Crofton Lee, Capitão Crosbie, Mr. Dakin, Edward Goring, Mrs. Hamilton Clipp, George Hamilton Clipp, Victoria Jones, Dr. John (Pussyfoot Jones) Pauncefoot Jones, Dr. Rathbone, Anna Scheele, Catherine Serakis, Lionel Shrivenham, Marcus Tio, Sheik Hussein el Ziyara

Observação: As citações e respectivas páginas foram extraídas da edição brasileira de Aventura em Bagdá
Editora: Nova Fronteira
Tradução: Ary Blaustein
Ano: 2005
Número de páginas: 268

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8 pensamentos sobre “Aventura em Bagdá

  1. Bianca, seja bem-vinda!
    É verdade, esse livro tem bastante ação… Outro que segue o mesmo estilo é O homem do terno marrom, você já leu?

    Um abraço!

  2. Gostei muito de Aventura em Bagdá, a Victória parece ser meio doidinha, se mete em confusões com uma facilidade incrível, e o Edward é o típico acima-de-qualquer-suspeita que ninguem desconfia dele, e isso é raro nos livros de AC, eu sempre desconfio da pessoa q no final é o culpado; e o Pauncefoot Jones é bastante desligado, dá pra dar umas boas risadas com ele…
    Muito, muito bom o livro, gostei muuuito dele.

  3. Amo muitos os livros da Agatha ,uma das melhores escritoras do mundo junto a Julio Verne,porém li o livro e não gostei muito,eu prefiro ainda Um gato entre os pombos e Os elefantes não esquecem que na minha opinião é um dos melhores livros da Agatha,não comprendi muito bem os personagens apesar de ser uma excelente obra!

    • Os Elefantes Não Esquecem é muito reminiscente mesmo, assim como todos os últimos livros dela. Não sei se chega a ser difícil de compreender os personagens, são poucos até. Aventura em Bagdá é o oposto, não é? Um livro bem juvenil, com histórias de aventura, romance, um vilão secreto (o Coronel), entre outras coisas.

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