Creme de Devonshire

Fatigados pela viagem de trem e pelo estirão de quase 14 quilômetros desde a estação, estávamos tão cansado que fomos diretamente para a cama, depois do jantar de galinha assada, bolo de maçã e creme de Devonshire. (Poirot Investiga, Ed. Record, pág. 146)

Segundo o site Wikipedia, Devonshire cream é um creme amarelo grosso obtido ao ferver leite não pasteurizado de vaca que depois é deixado em panelas rasas durante várias horas. Coágulos de creme gorduroso então sobem à superfície.

Puristas dizem que apenas o creme do leite das vacas da região de Devon e Cornualha pode ser chamado de creme de Devonshire. O creme é composto de 55 a 60% de gordura. Assim lendo só consigo pensar em nata mas, segundo o site Joy of Baking, o sabor é doce, não azedo.

O creme de Devonshire também é acompanhamento do chá da tarde: no próprio chá ou como cobertura de scones. O blog Magia na Cozinha, em português de Portugal, ensina a diferenciar os vários tipos de cremes e derivados de leite e como substitui-los nas receitas.

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Galeria de fãs: Lady Lucy Angkatell

Hoje é aniversário de nossa querida Lady Lucy Angkatell.

Yes!

Fiquei pensando sobre de que forma conheci Lady Lucy e não cheguei a nenhuma conclusão… Certamente teve a ver com um dos blogs, meu ou dela. Certamente isso tem muitos anos, mas parece que foi ontem – e isso é muito bom, pois nos torna mais jovens…

Até hoje, a cada dia, me impressiono mais e mais com sua capacidade e maneira peculiar de expor suas idéias e impressões sobre o mundo, com sua variedade de temas e gostos, e sempre com muito bom humor. Quando surgiu a oportunidade de dividir O Mundo de Agatha Christie com ela, fiquei muito feliz pois sabia que, se eu não desse conta, Lady Lucy seria eficiente pelos dois.

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Crimefest & Audiobooks

A divisão de audiobooks da BBC lançará a obra de Agatha Christie a partir de maio deste ano, ao ritmo de dois títulos por mês. Os primeiros CDs serão Assassinato na Casa do Pastor e O Misterioso Sr. Quin.

Em junho, a cidade de Bristol, na Inglaterra, sedia a convenção bienal Crimefest: palestras e painéis de discussão sobre histórias de detetive, policiais, cime e mistério, workshop para autores iniciantes, jantar de gala e algumas premiações, inclusive para audiobooks.

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O Assassinato de Roger Ackroyd

Sinopse de Antonio Geremias: Este romance policial, que a genial escritora inglesa localiza, tipicamente, na Inglaterra rural do começo deste século, gira em torno da morte de um industrial e proprietário de terras, no pequeno lugarejo chamado King’s Abbot. Todos seus personagens podem ser o assassino; a seu turno, todos tornam-se suspeitos, todos são interrogados. E o fantástico detetive belga, Hercule Poirot, radicado na Inglaterra, usando apenas suas “pequenas células cinzentas”, deve resolver o mistério. Escrito na primeira pessoa – James Sheppard, o médico local, é o narrador – O Assassinato de Roger Ackroyd é fascinante pelo tema, pela estrutura e pela maneira como envolve o leitor do começo ao fim. Este foi de seus primeiros contos e, dele, Agatha Christie tinha particular orgulho. Dizia que era o mais “conhecido de meus livros”.

The Murder of Roger Ackroyd (1926)
(O Assassinato de Roger Ackroyd, em Portugal)

Citações e referências
Referências à vida pessoal, humor e métodos de Hercule Poirot:
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Com capa dura

Em posts recentes (Relíquias do Passado e Usados e abusados), comentei aqui sobre livros de segunda mão a preços bem em conta. Revisitando um desses locais, o Luzes da Cidade, filial Ipanema, tive uma grata surpresa: uma nova leva de livros da Dama do Crime – cerca de 20 títulos – que receberam, do antigo dono, encadernação em capa dura.

Os livros são de diversas editoras e internamente nem todos estão em bom estado de conservação, mas as capas – padronizadas, em azul marinho e com identificação na borda – tornam a compra atraente… além dos preços, claro: estão variando de R$ 8 a R$ 12. Quem for da região, aproveite antes que eu leve todos… Já comprei o primeiro, “Sócios no Crime”, um dos próximos que lerei na sequência cronológica das obras agathachristianas.

Three Green Bonnets

– Deixe-me ver… oh, sim, é o quarto de Mlle. Brun, a governanta francesa. Ela se esforça para educar minhas irmãs mais moças, Dulcie e Daisy, como naquela canção, sabe? Creio que teriam dado o nome de Dorothy May à próxima, mas minha mãe cansou-se de ter só meninas e morreu. (O Segredo de Chimneys, Círculo do Livro, pág. 128 )

Bundle Caterham refere-se à canção Three Green Bonnets, do compositor Guy d’Hardelot. A referência mais antiga que encontrei data de 1901, que é a data deste folheto ao lado. Uma nota curiosa: a canção era parte do repertório da soprano Nellie Melba, já citada anteriormente.

Lendo a letra da canção com cuidado, eu entendi porque não batizaram uma terceira filha com o nome Dorothy May – e confesso que chorei um pouquinho também. Infelizmente não encontrei o áudio para disponibilizar aqui no blog.

Crédito da imagem: Propriedade de Alex Hughes, que a adquiriu de uma senhora do Exército da Salvação em 2008. O folheto tem uma dedicatória datada de 1904.

Three Green Bonnets
Compositor: Guy d’ Hardelot [AKA Helen Guy]

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Galeria de Fãs: Gillian Flynn

Gillian Flynn (foto) é crítica de TV da revista Entertainment Weekly. Seu livro de estréia (e por enquanto único), Na Própria Carne (Sharp Objects, Ed. Rocco, 2008), um mix de romance policial e thriller psicológico, venceu os concursos CWA New Blood e Ian Fleming Steel Daggers.

“When my mom took me to the library to check out my first ‘grown-up’ book, it was by Agatha Christie. I read all her stuff; I became obsessed with her.” Another early favorite was a writer who is now a colleague at Entertainment Weekly magazine, where she is a TV critic: Stephen King. (Marin Independent Journal)