O Segredo de Chimneys

Capa do livro O Segredo de ChimneysSinopse de Antônio Geremias: Num mundo onde a espionagem, a queda de casas monárquicas tradicionais, e o fim de charmosas dinastias aconteciam de verdade, o romance mostra as intrigas, conflitos e amores de uma era que acabou. Jóias perdidas, assassinatos e um amor compõem o enredo.Um dos textos mais estranhos de Agatha Christie, onde ela, mais uma vez mostrando o quanto conhecia seus leitores e sabia o que eles queriam, desenha um movimento político num daqueles pequenos países balcânicos que sumiram antes e com a Primeira Grande Guerra. A trama soma amores vulcânicos, traições, honra, lealdade e dignidade, uma certa dose de cinismo e muita, muita inteligência aplicada na solução de uma prosaica descoberta do tesouro. Assassinato coroa o enredo. Ela traça o perfil da vida do herói, Anthony Cade, outsider por decisão do destino e portador de um fardo maior do que se possa imaginar. Este enredo, que incendiava as mentes dos leitores, onde um herdeiro digno perdia o trono pela influência de perigosos assessores, e seus fiéis súditos lutavam pela sua volta, era recorrente naquele tempo; mesmo hoje, emociona e encontra ressonância.

The Secret of Chimneys (1925)
(O Segredo de Chimneys, em Portugal)

Citações e referências
Referências à vida pessoal, humor e métodos do Superintendente Battle:

– O Superintendente Battle, da Scotland Yard. Um homem da máxima discrição. Trabalhou conosco naquele lamentável caso dos fundos do partido. (pág. 92)

Havia dois homens na sala. Um era o Coronel Melrose, o chefe de polícia. O outro era um homem de meia-idade, de ombros largos, e com uma fisionomia tão curiosamente destituída de expressão que se tornava digna de nota.
– O Superintendente Battle chegou há meia hora – explicou George. (pág. 94)

– “Nunca demonstre emotividade.” Foi uma regra que me ensinaram certa vez e que tenho achado muito útil. (pág. 176)

– Compreenda, Mr. Cade, a maior parte do meu trabalho tem sido realizado em meio a essa gente. A chamada classe alta, quero dizer. Em geral, a maioria das pessoas está sempre pensando no que os vizinhos irão dizer. Ora, os vagabundos e os aristocratas pouco se incomodam, fazem a primeira coisa que lhes passa pela cabeça e não se importam com o que os outros possam pensar. (pág. 176-177)

– Arranjei as coisas de forma a que o barão e Isaacstein não possam recuar. Um quer um rei e outro quer petróleo. Ambos terão aquilo que desejam, e eu tenho… Oh, senhor!… Já esteve apaixonado alguma vez, Battle?
– Sou muito apegado a Mrs. Battle. (pág. 252)

Referências a personagens recorrentes:

Clement Edward Alistair Brent, nono Marquês de Caterham, era um cavalheiro de pequena estatura, maltrajado e inteiramente diverso da concepção popular de um marquês. Possuía pálidos olhos azuis, um melancólico nariz, e maneiras vagas, porém corteses. (pág. 24)

Homem robusto, com tendência ao enbonpoint, George Lomax possuía rosto avermelhado, olhos protuberantes, e um imenso senso de sua própria importância. (pág. 25)

Um jovem muito simpático, Bill Eversleigh. Cerca de vinte e cinco anos de idade, alto e um tanto canhestro em seus movimentos, fisionomia feia porém agradável, esplêndidos dentes e honestos olhos castanhos. (pág. 31)

Abriu-se a porta e uma moça entrou na sala. Era alta, esguia e morena, possuía um atraente rosto pueril e maneiras deididas. Tratava-se de Lady Eyleen Brent, vulgarmente conhecida por Bundle, a filha mais velha de Lord Caterham. (pág. 87)

Referências a outros autores:

– Ele é italiano – disse Anthony. – E eu diria que sua profissão regular é a de garçom. Fazia chantagem apenas nas horas vagas. Seu nome possivelmente seria Giuseppe.
– Céus! – exclamou Virginia. – Trata-se de Sherlock Holmes? (pág. 76) Sherlock Holmes, detetive ficcional criado pelo escritor inglês Sir Arthur Conan Doyle.

– Por que se mostrou surpresa quando mencionei o nome de Jimmy McGrath ontem na Pont Street? Já tinha ouvido falar nele?
– Sim, Sherlock Holmes. (pág. 125)

– O senhor conhece, sem dúvida, as obras de Shakespeare e suas observações a respeito da insignificância da nomenclatura das rosas. (pág. 131) Frase proferida pela personagem Julieta na obra Romeu e Julieta, do escritor inglês William Shakespeare.

– Pensa mesmo que este Arsène Lupin seja um dos moradores da casa? – indagou Bill, de olhos cintilantes. (pág. 173) Arséne Lupin é um personagem criado pelo escritor francês Maurice Leblanc que se tornou famoso na série de histórias de detetive do Ladrão de Casaca. Lupin era um cavalheiro ladrão.

– Watson trabalhando para Sherlock?
– As histórias policiais são conversa fiada – disse Battle com indiferença. – Mas agradam às pessoas – acrescentou, depois de certa reflexão. – E às vezes são úteis. (pág. 177) O Doutor Watson acompanhava Sherlock Holmes.

– Vocês, jovens modernos, parecem ter umas idéias tão desagradáveis a respeito do amor – disse Lorde Caterham em tom de queixa.
– Isso nos vem da leitura do Xeique – disse Bundle. – Amor no deserto. Violência, etc… (pág. 183) The Sheik, livro de E. M. Hull publicado em 1919, adaptado para o cinema em 1921 com Rodolfo Valentino no papel do Xeique.

Dedicatória: Para meu sobrinho,
como lembrança de uma inscrição
no Castelo de Compton
e de um dia no zoológico.

Lista de personagens: Superintendente Battle
Também: Boris Anchoukoff, Inspetor-Chefe Badgworthy, Os Brents: Daisy, Dulcie e Lady Eileen (Bundle), Anthony Cade, Dr. Cartwright, Lord Caterham, Dutch Pedro, Bill Eversleigh, Hiram Fish, Herman Isaacstein, Constable Johnson, Monsieur Lemoine, Barão Lolopretjzyl, Honourable George Lomax, Guiseppe Manelli, Jimmy Mcgrath, Coronel Melrose, Angele Mory, Príncipe Michael Obolovitch, Virginia Revel, Conde Stylptitch, Tredwell, Rei Victor, Professor Wynwood

Observação: As citações e respectivas páginas foram extraídas da edição brasileira de O Segredo de Chimneys
Ed. Círculo do Livro
Tradução: Anna Maria Martins
Ano: n/d
Páginas: 262

Quiz The secret of Chimneys

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2 pensamentos sobre “O Segredo de Chimneys

  1. “A trama soma amores vulcânicos, traições, honra, lealdade e dignidade, uma certa dose de cinismo e muita, muita inteligência aplicada na solução de uma prosaica descoberta do tesouro.”

    Tendo relido mais de 20 anos depois, não ficou como um de meus favoritos (na época, era). Mas esta é uma boa descrição.

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