O diamante Koh-i-noor

– E ele não disse nada de interessante quando estava embriagado?
Jimmy, franzindo o cenho, procurou lembrar-se.
– Ele disse que sabia onde se achava o Koh-i-noor – admitiu, em tom de dúvida.
– Ora essa – disse Anthony -, todos nós sabemos disso. Eles o guardam na torre, não é? Atrás de espesso vidro e barras de ferro, com uma porção de cavalheiros fantasiados vigiando para que não se furte nada. (O Segredo de Chimneys, Círculo do Livro, pág. 18 )

Anthony Cade refere-se ao diamante que ocupa um lugar de honra na coroa britânica (foto), que fica seguramente trancada na Torre de Londres, saindo apenas em ocasiões muito especiais – como o coroamento de um novo monarca inglês, por exemplo! Uma das últimas aparições públicas do diamante foi em 2002, nos funerais da Rainha-Mãe.

A história do Koh-í-noor (nome que significa Montanha de Luz) é repleta de sangue e mistério: embora o registro mais antigo da pedra date de 1304, alguns acreditam que foi encontrada há de 5 mil anos, a se levar em conta alguns textos religiosos hindus.

Cópia da antiga lapidação do Koh-�-noorEm 1304, o diamante foi mencionado nos relatos de Babur, fundador do Império Mogul. Segundo esses registros, o diamante pesava 793 quilates. Após ser lapidado e polido por um joalheiro chamado Borgio, seu tamanho final ficou em 186 quilates (na foto ao lado está uma cópia da lapidação de Borgio, como o Koh-í-noor se pareceria então).

O imperador mogul à época ficou tão enraivecido que confiscou todos os bens de Borgio e condenou-o à morte.

O diamante nunca foi vendido e no entanto passou por vários donos. Há uma crença popular que diz que o Koh-í-noor traz azar e até mesmo a morte aos homens que o possuem, mas é inofensivo às mulheres.

Quando a Grã-Bretanha derrotou os sikhs e anexou a Índia ao Império, em 1850, e a Rainha Vitória foi declarada Imperatriz da Índia, ela recebeu o Koh-í-noor das mãos de Lorde Dalhousie.

O marido de Vitória, o príncipe consorte Albert, gastou mais de 8 mil libras na época (uma fortuna considerável) para mandar fazer uma nova lapidação, pois achava que “faltava fogo” à pedra. O príncipe pessoalmente pesquisou tácnicas e modelos e supervisionou os trabalhos. No corte final (foto), o Koh-í-noor pesava 106 quilates e o Príncipe Albert continuava insatisfeito.

Ele mandou fazer uma tiara com mais 2 mil diamantes para emprestar-lhe um pouco mais de brilho. Em 1911 o Koh-í-noor foi a peça central da nova coroa feita para a coroação da Rainha Alexandra. Quando Elizabeth, mãe da atual Rainha Elizabeth 2ª, foi coroada rainha-consorte com seu marido, coroado Rei George 6º, o diamante foi transferido para a coroa atual.

Fontes:
Wikipedia – http://en.wikipedia.org/wiki/Koh-i-Noor
BBC – http://www.bbc.co.uk/dna/h2g2/A730801
Royal.Gov.UK – http://www.royal.gov.uk/output/Page3202.asp
Famous Diamonds – http://famousdiamonds.tripod.com/koh-i-noordiamond.html

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4 pensamentos sobre “O diamante Koh-i-noor

  1. “O marido de Vitória, o príncipe consorte Albert, gastou mais de 8 mil libras na época (uma fortuna considerável) para mandar fazer uma nova lapidação, pois achava que “faltava fogo” à pedra.”

    Faltava fogo ? 🙂
    Gostei.

  2. Graciela, seja bem-vinda.
    🙂

    Jovem Tommy, não é à toa que a Era Vitoriana estabeleceu novos padrões, até na linguagem!

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