O sumiço misterioso

Conforme já citamos em pelo menos um post recente, em dezembro de 1926 a Dama do Crime simplesmente desapareceu. Até hoje esse sumiço mantém ares de mistério, como seria de se esperar, apesar de explicações diversas. Abaixo, trechos do site Beco do Crime falando a respeito:

Em dezembro, seu carro foi encontrado abandonado, com as portas abertas, próximo a um lago. Ninguém sabia do seu paradeiro. Todos os jornais noticiaram o fato, e incenssantes buscas foram realizadas, todas em vão. As teorias iam de assassinato a suícidio. O marido, que pretendia abandonar Agatha por uma amante, tornou-se o principal suspeito.

O mistério só foi resolvido 12 dias depois: um empregado de um hotel reconheceu numa hóspede o rosto mostrado nos jornais e chamou a polícia. Verificou-se que se tratava realmente da escritora, que havia se registrado no hotel sob o nome de Theresa Neele – o apelido da amante de seu marido.

O episódio nunca foi verdadeiramente esclarecido por Agatha. A versão oficial diz que ela sofreu um colapso nervoso, que ocasionou uma amnésia temporária, mas diversas versões pipocam até hoje.

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6 pensamentos sobre “O sumiço misterioso

  1. Muito legal a foto!!

    Jeffrey Feinman comenta em seu livro “O Mundo Misterioso de Agatha Christie” sobre o sumiço dela. Segundo ele muitos ingleses pensando que o desaparecimento de Dame Agatha fora apenas uma estratégia para divulgar o livro “O Assassinato de Roger Ackroyd” protestaram para que parecem com as buscas.

    “Mas, a medida que a busca se prolongava, surgiu um boato desagradável de que a inteligente criadora de enigmas havia tramado o próprio desaparecimento como golpe publicitário. Essa notícia foi logo seguida de ondas de protesto dos contribuintes de impostos para que a dispendiosa busca fosse cancelada.”

    Achei horrível que pensassem assim de uma pessoa que acabava de sofrer com a morte da mãe a ainda enfrentava uma separação matrimonial.

  2. Vdd Lady. Acho que este episódio influenciou muito no trabalho da Agatha. Ainda não tive a chance de ler nenhum livro dela sobre o pseudônimo de Mary Westmacott, mas já li a respeito de que ela retrata algo muito parecido em um desses livros. Com ela a transformação é mais clara, essa aversão à publicidade penso eu ser conseqüência de toda esta história.

    É só uma pena que ela não tenha escrito nada a respeito em sua autobiografia e tenha deixado a todos às escuras com este mistério.

    Mas enfim, ela venceu todos esses obstáculos e muitos outros como os grandes críticos de suas obras (principalmente a respeito de Roger Ackroyd) escrevendo vários livros para nossa diversão e conhecimento! =D

  3. Eu estava lendo as resenhas do episódio The Unicorn and The Wasp, da série Doctor Who, em que o desaparecimento dela é usado como gancho para uma das tramas do Doutor.

    No episódio ela é retratada como uma pessoa sem autoconfiança, tímida mesmo.

    Pois um dessas resenhas criticou o episódio justamente porque achou que ela não era assim, que devia ser arrogante! A pessoa (não me lembro o nome agora, acho que li mais de 20 reviews no mesmo dia) não deve ter lido nada sobre a autora.

    Imagine, mais de 30 anos depois da morte dela e ainda tem gente que julga sem a menor responsabilidade!
    😦

  4. Pingback: Quando Hollywood foi a Harrogate « A Casa Torta

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