Tão real que parece real

Alguns dias atrás, num dos epísódios de “O Aprendiz 5 – O Sócio”, o apresentador Roberto Justus pediu aos candidatos, durante um quizz, que completassem a frase e dissessem o autor de “Elementar, meu caro…”, e os participantes não titubearam: “… Watson / Sherlock Holmes”. Evidentemente perderam o ponto da prova, pois o autor da frase é o escritor Sir Arthur Conan Doyle…

De fato, há quem ache que personagens como Holmes e os agathachristianos Hercule Poirot e Miss Marple realmente existiram, tendo sido “imortalizados” na literatura por seus respectivos autores… Hoje achei na rede uma matéria (do UOL, nem tão nova assim) que mostra que, pelo menos entre os ingleses, esta crença é verdadeira.

A maioria dos britânicos pensa que o detetive de ficção Sherlock Holmes existiu de verdade, mas 23% deles acreditam que o ex-primeiro-ministro Winston Churchill foi um personagem fictício, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo. Dos três mil consultados, 47% estão convencidos de que Ricardo I da Inglaterra, conhecido como Ricardo Coração de Leão, nunca foi o rei da Inglaterra (reinou de 1189 a 1199), e que só existiu na literatura.

Winston Churchill, primeiro-ministro britânico de 1940 a 1945 e depois de 1951 a 1955, é um personagem fictício segundo 23% dos consultados, assim como Cleópatra (4%), Gandhi (3%) ou o escritor Charles Dickens (3%), segundo a pesquisa realizada para a rede UKTV Gold. Já 58% dos participantes crêem que o detetive Sherlock Holmes, personagem criado por Arthur Conan Doyle em 1887, existiu na realidade.

Sendo assim, e por precaução, se você um dia viajar para a Bélgica, fique atento aos transeuntes. Um deles pode ser Hercule Poirot. O mesmo não podemos dizer de Miss Marple: St Mary Mead, a cidade onde a personagem vivia (lembram do post sobre a Herzoslováquia ?), é apenas ficção.

Ou não. 🙂

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3 pensamentos sobre “Tão real que parece real

  1. Eu já tinha ouvido falar sobre isso entre os autores. Eu, por exemplo, tenho plena convicção de que Ted Masters, o protagonista do meu livro, está em Londres agora, organizando os últimos detalhes de suas férias no Rio de Janeiro… 😛

    Loucura isso! Mas pelo que sei, os britânicos até ajudam pra essa maluquice. Em Baker Street há o museu do Sherlock Holmes, onde ele morava na ficção. Acho que, apesar de interessante, contribui muito para a confusão das pessoas.

    Abraços!

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