Veronal

Poirot não respondeu à pergunta. Em vez disso, retrucou:
– Mandou chamar o médico? O que foi que ele disse?
– Tomou uma dose excessiva de comprimidos para dormir. Oh! Que lástima! Uma moça tão boa. Essas drogas são um perigo… uma coisa horrível. Veronal, ele disse que era isso. (Treze à mesa, Nova Fronteira, 2005, pág. 82)

Estrutura quimica do veronal

Estrutura química do veronal

Veronal (ou Medinal, barbital, barbitone, barbiturato de dietila, dietilmalonilurea) é o nome comercial do primeiro sedativo e sonífero do grupo dos barbitúricos. Foi introduzido no mercado em princípios do século XX. Seus descobridores foram os Prêmios Nobel Emil Fischer e o médico Joseph von Mering. Segundo uma anedota o nome se deve ao fato de von Mering ter tomado uma dose do medicamento num trem e ter despertado somente na cidade de Verona (Itália). O veronal tem propriedades hipnóticas. Seu elevado tempo de semidesintegração no corpo de mais de 100 horas provoca uma ação prolongada que paralisa quase todas as funções corporais. (Wikipedia)

– Veronal é um negócio muito inseguro. Pode-se tomar uma quantidade danada sem risco nenhum e pode-se tomar uma coisinha de nada e era uma vez. Por isso é que é uma droga perigosa. (Treze à mesa, Nova Fronteira, 2005, pág. 90)

O veronal foi considerado uma melhoria em relação aos hipnóticos disponíveis. Seu sabor era levemente amargo, porém melhor do que o gosto forte e desagradável dos brometos comumente utilizados. Seus efeitos colaterais eram poucos. Sua dosagem terapêutica ficava bem abaixo da dosagem fatal. Entretanto, o consumo prolongada provocava tolerância à droga, o que levava a aumentar a dose para obter o efeito desejado. Assim, overdoses fatais não eram incomuns. (Wikipedia)

She died of an overdose of veronal. She’s been taking it lately for sleeplessness. Must have taken too much. — Agatha Christie, The Murder of Roger Ackroyd, Chapter 1.

Sua aplicação prolongada produz dependência. Uma overdose provoca facilmente a morte. Devido a estes efeitos secundários foi substituido a partir dos anos 60 do século XX por outros princípios ativos como as benzodiazepinas. Atualmente não é mais encontrado no mercado.

Foi a droga escolhida pela poeta portuguesa Florbela Espanca para seu suicídio, em 1930.

Leitura complementar
Veronal – 1911 Encyclopedia

Inspirações da vida real

Uma vez, também, tive uma idéia depois de assistir a um espetáculo de que Ruth Draper participava. Estava pensando em como era boa atriz e como eram excelentes suas interpretações das personagens, a forma maravilhosa como se transformava de esposa insuportável em moça camponesa ajoelhada numa catedral. Pensar nela levou-me a escrever o livro A morte de Lorde Edgware. (Autobiografia, Ed. Círculo do Livro, trad. Maria Helena Trigueiros)

Ruth Draper (1884-1956)

Ruth Draper (1884-1956)

Um número de termos aplicou-se a Ruth Draper e à arte que ela exerceu profissionalmente de 1920 a 1956, incluindo monologuista, recitalista e diseuse (monologuista, em francês). Ela preferia ser conhecida como atriz de caracterização. “Meu Deus, como ela é genial!” exclamou Katherine Hepburn para a biógrafa de Draper, Dorothy Warren. “Com a sua essência, seu enorme destaque pessoal. O que me fascinava era ver essa criatura enormemente distinta transformar-se em camponesa, instantaneamente!” Para alguém com o comportamento e o background “enormemente distinto” de Draper, sua carreira como atriz tão inesperada quanto triunfante.

Ruth Draper nasceu em Manhattan em 1884, filha de William H. Draper, um médico proeminente e professor de clínica médica no College of Physicians and Surgeons, e de Ruth Dana Draper, filha de Charles Dana. Dana fez parte do Brook Farm em Massachussets, e mais tarde trabalhou com Horace Greeley no The New York Tribune antes de tornar-se editor do The New York Sun. Ele também trabalhou como secretário assistente de guerra para Abraham Lincoln.

A sétima das oito crianças do Dr. Draper (as duas primeiras foram de um casamento anterior), Ruth cedo demonstrou talento para a mímica. A inspiração para o seu primeiro esquete plenamente executado foi um costureiro judeu que costumava prestar serviço à família Draper. Anos depois, ela o descreveu como “um homem patético e adorável. Posso vê-lo agora. ‘Isto pode ser arrumado’, ele diria. ‘Isto pode ser arrumado. Um pouco de enchimento nos ombros. Botões de pérola aqui. Colarinho de veludo.’ Discutindo seu processo criativo mais tarde, ela reconheceu que sua habilidade para descrever palavras imaginárias era a mesma que ela tinha quando era pequena. “Eu acho que o que eu faço é algo que, desde criança, nunca perdi”, ela disse a Studs Terkel em 1955. “Que é a capacidade das crianças de se atirar completamente no que elas pretextam ser… [e] se você se doa completamente àquilo que você está tentando retratar, convencerá as outras pessoas também.”

Continuar lendo

Elizabeth Canning

– Faz pensar no caso de Elizabeth Canning – disse Japp. – Lembra? Uma porção de testemunhas de ambas as partes jurou ter visto a cigana, Mary Squires, em dois lugares diferentes da Inglaterra. E testemunhas de toda a confiança, aliás. E a mulher tinha uma cara tão horrenda que não podia haver outra igual. O mistério nunca ficou esclarecido. (Treze à Mesa, Nova Fronteira, 2005, pág. 66-67)

Elizabeth Canning

Elizabeth Canning

Elizabeth Canning (1734-1773) foi uma mulher pobre, que nasceu e trabalhava em Londres como empregada para o carpinteiro Edward Lyon quando desapareceu em 1º de janeiro de 1753. Testemunhas afirmaram que ela era boa trabalhadora e tinha bom caráter (o que naquela época significava que praticava a castidade).

Quando Elizabeth reapareceu quase um mês depois, na casa de sua mãe, ela disse que havia sido raptada por dois homens que arrancaram parte de suas roupas, a roubaram e bateram em sua cabeça, deixando-a desacordada, mas não a molestaram. Ao recuperar os sentidos, ela estava numa casa estranha.

Continuar lendo

Autoras como Agatha

Ngaio Marsh

Ngaio Marsh

O artigo abaixo cita 10, mas eu contei 9 (até numerei)… Embora não as conheça, o texto cita como autoras que podem ser consideradas da mesma linha de mistério encabeçada pela Dama do Crime Agatha Christie:

(…) If you like Agatha Christie and need some other authors to explore whose work is written in the same era and style, here is a list of ten authors and my favorites of their work for you to sample.

1. Ngaio Marsh [foto] (also a CBE or Dame). Marsh’s detective is Roderick Alleyn of the CID and his Hastings is Detective Inspector Fox. The Alleyn mysteries are slightly newer than the Christies, but they were contemporaries. Marsh’s settings are somewhat more narrow; many of which relate to the theater. My favorites are: Clutch of Constables, Light Thickens, Killer Dolphin, When in Rome and Singing in the Shrouds.

[Veja as demais clicando aqui]

A Ratoeira: contrato renovado

Contador de apresentações

Contador de apresentações

Do site London Theatre Guide, publicado em 27/08/08:

O suspense A Ratoeira, de Agatha Christie, apresentado à longo tempo, anunciou um novo período de seis meses de reservas para as encenações de 3 de novembro de 2008 a 16 de maio de 2009 no Teatro Saint Martin.

Dirigida por David Turner, a trama de A Ratoeira é um dos segredos mais bem guardados do West End, e é solicitado ao público que mantenha a identidade do/a assassino/a trancada em seus corações.

Escrita originalmente como peça de rádio, a peça em atividade há mais tempo no mundo assinala mais de 20 mil apresentações.

Mais de dez milhões de pessoas assistiram ao clássicoo de Agatha Christie desde a sua estréia em 25 de novembro de 1952 com Richard Attenborough e Sheila Simms nos papéis principais. Desde então mais de 336 atores e atrizes atuaram na peça, que tem sido encenada em 44 países e foi traduzida para 24 idiomas diferentes.

Em 2000 o cenário foi trocado pela primeira vez durante a temporada no Teatro St Martin, mantendo o design original. Essa tarefa foi executada em um fim de semana e nenhuma apresentação foi perdida.

No pior acordo cinematográfico do mundo, os direitos para cinema de A Ratoeira foram vendidos em 1956 com o pré-requisito de que o filme não poderá ser lançado antes de se passarem seis meses após a última performance da peça.

Um ator, David Raven, interpretou o papel do Major Metcalf em 4575 performances de julho de 1958 a novembro de 1968.

Nancy Seabrook foi a substituta para o papel de Mrs. Boyle durante 15 anos, até 1994. Ela entrou em cena 72 vezes.

Agatha Christie tornou-se Dama do Império Britânico em 1971; ela faleceu em 12 de janeiro de 1976 aos 85 anos.

Leitura complementar
The Mousetrap – site oficial
The Mousetrap – entrada no Wikipedia

Baba au rhum

– Primeiro vamos jantar, Hastings. E só voltaremos a abordar o assunto à hora do café. Quando se trata de comida, o cérebro deve ser escravo do estômago.
Poirot manteve a palavra. Fomos a um pequeno restaurante em Soho, onde era amigo da casa, e comemos uma omelete saborosíssima, filé de peixe, frango e um Baba au Rhum que era uma das paixões de suas paixões. (Treze à Mesa, Nova Fronteira, 2005, pág. 127)

Baba au rhum

Baba au rhum

A origem

Baba vem de babka ou bobka, um bolo típico do leste europeu consumido no domingo de páscoa; a palavra significa “mulher idosa” ou “vovó” nos idiomas eslavos. A invenção do Baba au Rhum é atribuída a Stanislas Leszczynska, rei deposto da Polônia e sogro do rei francês Luís 15. Segundo o dicionário Larrousse Gastronomique isso é improvável, mas talvez ele possa receber o crédito parcial já que tenha partido dele a idéia de embeber um bolo chamado kouglhopf em bebida alcóolica. Gugelhupf ou kugelhupf é o nome alemão do babka.

Outra versão da lenda conta que o rei Stanislas trouxe um baba em uma de suas viagens que chegou ressecado. Seu pasteleiro Nicolas Stohrer resolveu o problema adicionando vinho de Málaga, açafrão, uvas e passas e creme batido. Stohrer fez parte da comitiva que acompanhou a princesa Maria ao palácio de Versalhes, em 1725, quando ela casou-se com o rei francês. Em 1730 ele abriu sua patisserie em Paris. A idéia de usar rum ocorreu a um de seus descendentes em 1835.

O Baba au rhum é feito numa forma cilíndrica; o bolo inspirou a criação de uma versão alternativa, o Savarin (v. post de 28 de maio de 2008 ).

Fonte: Le Guide des Connaisseurs

Continuar lendo

Citando Agatha – Semana de 18 a 24.08.2008

Este post pertence à série “infinita e semanal” (publicado sempre às terças) de posts que abrangem um resumo (de alguns) dos blogs que citaram Agatha Christie durante a semana anterior, a fim de registrar, periodicamente, parte desta enormidade de sites que falam, por um motivo ou por outro, sobre a Dama do Crime. Neste post, citações de blogs em português de 18 a 24.08.2008.

18.08.2008
Blog: 7ma-Arte
Post: Ebooks Agatha Christie – 32 livros

Agatha Christie é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime. Os seus livros venderam mais de um bilhão de cópias em inglês, além de outro bilhão, em línguas estrangeiras. Ela é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia, e mais que Shakespeare. Ela é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Ela é, até hoje, a romancista policial mais brilhante que o mundo já viu, conhecida como a Rainha do Crime e Duquesa da Morte, entre outros títulos. Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.

Continue lendo »

Treze à Mesa

Treze à Mesa, Nova Fronteira

Treze à Mesa, Nova Fronteira

Sinopse da quarta capa: Poirot estava presente quando Jane, envaidecida, falara de seu plano para “livrar-se” do marido, de quem estava separada, mas não oficialmente, como ela desejava. Agora o homem estava morto. Mesmo assim, o grande detetive belga não podia deixar de sentir que alguém estava tentando iludi-lo. Afinal, como se explica que Jane tivesse esfaqueado Lord Edgware na biblioteca exatamente na hora em que era vista jantando com amigos? E qual seria o motivo agora, já que o aristocrata finalmente lhe dera o divórcio?

Lord Edgware Dies (ou Thirteen at Dinner, 1933)
(A Morte de Lorde Edgware, em Portugal)

Citações e referências
Referências à vida pessoal, humor e métodos de Hercule Poirot:
Continuar lendo

Unsolved Mysteries

Em 1994, a série de TV norte-americana Unsolved Mysteries apresentou sua interpretação dos fatos baseados no desaparecimento da escritora inglesa Agatha Christie, ocorrido em 1926.

O show, que foi apresentado entre 1987 e 2002, combinava reencenações e entrevistas com a narração dos fatos pelo apresentador Robert Stack. Os casos reais reportados variavam de abduções por extraterrestres, aparição de OVNIs e crop circles a fugas de prisão e outras cause cèlebre, como fantasmas na antiga casa de Lizzie Borden e este, que nos interessa.

O episódio completo em que seu desaparecimento é evocado, junto com outros casos, dura duas horas e foi ao ar pela primeira vez em 11 de novembro de 1994. O caso Agatha Christie ocupa pouco mais de 17 minutos.

No site Youtube encontramos esse vídeo, dividido em duas partes – infelizmente, sem legendas.
Continuar lendo

Cartório de Somerset

– Aqui está o registro do cartório de Somerset, senhor (O Mistério de Sittaford, Ed. Record, 1987, pág. 191)

Somerset House, Londres

Somerset House, Londres

O prédio que abriga Somerset House, ao sul da (rua) Strand, com vista para o rio Tâmisa em Londres, foi erguido no terreno que o rei Henrique 8º deu ao seu cunhado Edward,  irmão da terceira da seis esposas do rei (após Catarina de Aragão e de Ana Bolena), em 1539. Edward Seymour, 1º Duque de Somerset, derrubou algumas edificações existentes no local, anteriormente pertencentes à igreja romana, e construiu ali a sua residência. Em 1552 Edward perdeu prestígio e foi preso. A propriedade passou às mãos de Elizabeth, filha de Henrique 8º e Ana Bolena, que viria a ser coroada rainha em 1558. Ela residiu em Somerset House durante o período em que sua meia-irmã Mary , filha de Catarina, reinou.

A propriedade passou pelas mãos de diversos donos, cada um remodelando-a, ampliando-a, remobiliando-a de acordo com seu gosto pessoal e objetivo; a última reforma foi finalizada em 1952 para restaurar uma ala destruída nos bombardeios da Segunda Guerra Mundial, quando aproveitaram para ampliar a Ala Oeste.

Continuar lendo

Romances policiais

Livros de mistério "prendem" o leitor

Livros de mistério 'prendem' o leitor

Dois artigos, em inglês, apresentam algum interesse para os fãs do gênero policial.

No primeiro, a estudante de jornalismo e cronista Katie Blankenau pergunta-se o por quê das pessoas não temerem livros sobre assassinato, em artigo publicado no jornal da Uiversaidade do Kansas nos EUA. Ela viciou-se no gênero depois de ser apresentada à obra de Agatha Christie.

Author Agatha Christie recently lured me into the genre, and after devouring her I moved on to others without pause. It took about 120 murders or so before I realized how I was entertaining myself. I was whiling away time with death.(The University Daily Kansan)

Segundo declaração da editora Random House, os audiolivros mais vendidos da casa são os livros de mistério. Katie acha estranho esse fascínio por um tema que a maioria das pessoas não gosta de comentar ou discutir: a morte.

Dentre as justificativas encontradas estão a variedade encontrada, que atende a qualquer nicho demográfico, etário, etc.; o senso de ordem e justiça ao final do livro; e, por fim, a satisfação do leitor ao solucionar um quebra-cabeças, uma oportunidade de demonstrar sua inteligência.

O segundo artigo vem do Canadá, onde o governo anuncia cortes no orçamento da cultura. Richard Handler, articulista da CBC News, demonstra através de exemplos que a cultura aprimora habilidades pessoais. A leitura de romances policiais tem mesmo benefícios psicológicos, segundo pesquisa do psicólogo Keih Oatley, da Universidade de Toronto.

O crítico literário da revista norte-americana James Wood menciona um experimento promovido no subúrbio da cidade do México que pedia aos policiais que lessem histórias de mistério, com o objetivo de aprofundar seus valores éticos, sua compaixão e empatia para com o próximo.

So he gave them a reading list on which he included works by Cervantes, Agatha Christie and Edgar Allan Poe.
Even his police chief felt reading fiction would enrich his officers. They would acquire experience by proxy. And their ethics and their compassion would be deepened. (CBC News

Para saber mais
Why aren’t people afraid of reading books about murder?
So what exactly are the arts good for?

[Off-Topic] Mystery Woman

Elenco de Mystery Woman

Elenco de Mystery Woman

Como tenho visto pouca TV ultimamente, acabei sem saber que o canal Hallmark está a exibir os episódios de Mystery Woman – que no Brasil virou Uma Mulher Misteriosa.

A personagem principal, Samantha Kinsey [Kellie Martin, a Lucy Knight de ER], herda uma livraria de seu tio especializada em livros de suspense, policiais e de mistério. Ela mesma é fã desse tipo de literatura e usa o conhecimento obtido com a leitura dos clássicos para solucionar crimes reais – daí o Mystery do título [e Mystery Woman também é o nome da livraria de Sam].

Dito assim parece a trama de Sócios no Crime, não parece? Por enquanto eu não sei dizer se procede porque só assisti a um episódio, o primeiro depois do piloto – que por uma *incrível coincidência* parecia dedicado à Duquesa da Morte, Agatha Christie.

Continuar lendo

Bolo de café

“Querida Sra. Willett:
Soube que ontem em sua casa foi servido ao chá um bolo de café muito delicioso. Poderia ter a gentileza de me dar a receita? Sei que não se incomodará que lhe peça isto… afinal uma inválida tem tão poucas coisas com que se interessar além de suas refeições. A Srta. Trefusis se ofereceu gentilmente para levar este bilhete, já que o Ronnie está ocupado esta manhã. Essas notícias sobre o preso que fugiu não são bastante inquietantes?
Com os cumprimentos sinceros de
Caroline Percehouse” (O Mistério de Sittaford, Ed. Record, 1987, pág. 122)

Bolo de café

Bolo de café

A maioria das receitas atuais de bolo de café leva chocolate em sua confecção; eu optei por uma sem chocolate, apesar desse livro se passar ainda na época de fartura e não no racionamento pós-guerra de “Convite para um homicídio”, por exemplo, quando manteiga e chocolate eram contrabandeados.

Também optei por levar a expressão “coffee cake” ao pé da letra conforme a tradução do livro. Existe uma outra interpretação possível: coffee cake é qualquer bolo adequado para consumir acompanhado de café ou no café da manhã; neste caso pode ser de qualquer sabor, não obrigatoriamente de café. Esses bolos geralmente têm uma cobertura de farofa doce.

Bolo de café
Continuar lendo

Top 50 dos Escritores Mais Amados da Grã Bretanha

Agatha Christie é citada na lista de Escritores Mais Amados da Grã Bretanha do jornal Telegraph. J.K Rowling, criadora da saga Harry Potter, ficou no terceiro lugar na votação encabeçada por Enid Blyton [foto].

Top 50 dos Escritores Mais Amados da Grã Bretanha – Telegraph

1. Enid Blyton
2. Roald Dahl
3. J.K. Rowling
4. Jane Austen
5. William Shakespeare
6. Charles Dickens
7. JRR Tolkien
8. Agatha Christie
9. Stephen King
10. Beatrix Potter
[Veja a lista completa clicando aqui]

Citando Agatha – Semana de 11 a 17.08.2008

Este post pertence à série “infinita e semanal” (publicado sempre às terças) de posts que abrangem um resumo (de alguns) dos blogs que citaram Agatha Christie durante a semana anterior, a fim de registrar, periodicamente, parte desta enormidade de sites que falam, por um motivo ou por outro, sobre a Dama do Crime. Neste post, citações de blogs em português de 11 a 17.08.2008.

17.08.2008
Blog: ZonaOriental-Ergela
Post: Séries de que Gosto

As séries em DVD do Poirot fazem, neste tempo de férias, as minhas delícias. A cuidadosa recriação dos ambientes do período entre guerras, com irresistíveis incursões por terrenos exóticos do Próximo Oriente, Egipto, Mesopotâmia, Turquia, Rodes; as excelentes adaptações dos enredos de Agatha Christie; (…)

Continue Lendo »

O Mistério de Sittaford

O Mistério de Sittaford, edição de banca

O Mistério de Sittaford, edição de banca

Sinopse da quarta capa: O inverno enseja divertidos jogos de salão. Mas aquele inverno surpreenderia seis moradores de uma pequena localidade campestre que se entretinham com uma brincadeira curiosa: a levitaçãode uma mesa. É anunciado um assassinato. O nome do capitão Trevelyan é pronunciado, e as batidas da mesa revelam as letras fatais da palavra MORTO.

O pânico se instala e cresce quando, uma hora depois, o capitão é encontrado morto em seu escritório, com o crânio fraturado. De que forma macabra Trevelyan, próspero proprietário da Casa de Sittaford e dos seis bangalôs da redondeza, teria sido vítima?

Em O Mistério de Sittaford, a velha dama do crime e do suspense lança um novo desafio ao leitor, que terá diante de si uma história que transcende os fatos espirituais e salienta os segredos da própria vida.

The Sittaford Mystery (ou Murder at Hazelmoor, 1931)
(O Mistério de Sittaford, em Portugal)

Citações e referências
Continuar lendo

Notícias de teatro

Amadeus Community Theatre

Amadeus Community Theatre

A Testemunha da Acusação permanece em cartaz em Nashville, TN/EUA, até 24 de agosto.

Her suspenseful courtroom drama Witness for the Prosecution gets a new retelling on the boards in a revival directed by Chuck Burgess. The story, is of course, best remembered as a scintillating 1957 movie starring Charles Laughton, Tyrone Power and Marlene Dietrich. (Tennessean)

A companhia teatral amadora UB Players encenará A Ratoeira no próximo mês em Ulaanbaatar, na Mongólia.

The latest UB Players incarnation, The Mouse Trap, is a murder mystery written by Agatha Christie. The play is the longest running stage show in the world, and has been continuously performed since 1952. It was originally conceived as a radio play called Three Blind Mice, which itself was based on the real-life case of a young boy, Dennis O’Neill, found dead while under foster care. (The UB Post-Leading News)

Continuar lendo

[Opinião] Assassinato na casa do pastor (TV)

Com Joan Hickson, 1986

Com Joan Hickson, 1986

Tive oportunidade de assistir a duas versões feitas para a TV do mesmo livro de Agatha Christie com um intervalo de poucas semanas.

Vi primeiro o Assassinato na casa do pastor mais recente, de 2004, com a atriz Geraldine McEwan no papel de Miss Marple e roteiro de Stephen Churchett.

Algumas semanas depois vi o Assassinato na casa do pastor de 1986, com Joan Hickson no papel de Miss Marple e roteiro de T. R. Bowen.

Ambos têm quase a mesma duração (1h42 o mais antigo, 1h34 o mais novo) e em ambos os roteiristas optaram por enfatizar determinados personagens e dispensar outros, embora mantivessem essencialmente a mesma base principal.

E aqui terminam as similaridades.

Continuar lendo

Galeria de Fãs: Comunidade ACB

ACB no Orkut

ACB no Orkut

Para quem gostou do Desafio Trívia A Casa Torta e está cadastrado no Orkut aqui vai uma dica: comunidade Agatha Christie Brasil, com mais de 31mil participantes.

Não por acaso, dos três moderadores, duas foram as duas primeiras colocadas no Desafio Trívia! O terceiro participou apenas da primeira fase… A Chris, a Mônica e o Tito mantêm o fórum ordenado com ordem e gentileza.

Há sempre atividade nos fóruns: se não tem notícias, tem os diversos tópicos de jogos de trívia ou quiz, as enquetes, discussões sobre preferências e outros temas ligados a Agatha Christie.

Os participantes proporcionam um ambiente acolhedor, respondendo dúvidas e compartilhando informações e idéias com generosidade. O link para a comunidade ganhou espaço permanente na nossa barra à direita.

[Off-Topic] O Mistério de A Favorita

Esta é para a legião de noveleiros de plantão. De acordo com uma matéria de Jonathan Pereira publicada na Folha Online, descobrir quem era a verdadeira assassina do empresário Marcelo Fontini (personagem de Flávio Tollezani) era apenas uma questão de atenção: se os detetives de plantão estivessem atentos à abertura da novela, o mistério poderia ter sido desvendado desde o primeiro capítulo !

Continue Lendo »

Listas

Duas listas de romances policiais foram publicadas, em inglês, com objetivos diversos.

O blog Peregrina Cultural publicou post-comentário a um artigo publicado em jornal inglês, listando 80 romances policiais ambientados ao redor do mundo. De Agatha Christie a escolha recaiu sobre Mistério no Caribe.

Esta postagem é baseada no artigo Crime fiction: Around the world in 80 sleuths [Romance policial: a volta ao mundo com 80 detetives] de Jonathan Gibbs. Que saiu na terça-feira passada, dia 22/7/2008, no The Independent, na Grã-Bretanha.

— Links:
Peregrina Cultural – lista com os títulos traduzidos, disponíveis ou não no Brasil;
The Independent – artigo original, lista comentada com sugestões de leitura.

A escritora (vencedora de um Edgar Award), professora e advogada Lisa Scottoline criou um curso na faculdade de direito da Universidade de Pennsylvania/EUA, em que usa literatura de ficção como base para suas aulas de Justice and Fiction. Ela indicou dez dos títulos dizendo que, se os ler, temos um resumo do curso.

. O mercador de Veneza, de William Shakespeare

. O assassinato de Roger Ackroyd, de Agatha Christie

. Anatomy of a murder, de Robert Traver

. O talentoso Ripley, Ripley Subterrâneo, O jogo de Ripley e O garoto que seguiu Ripley, de Patricia Highsmith

. O sol é para todos, de Harper Lee

. O poderoso chefão, de Mario Puzo

. A firma, de John Grisham

. A civil action, de Jonathan Harr

. Uma certa justiça, de P. D. James

. Rumpole and the Penge Bungalow Murders, de John Mortimer

Pra quem mais se interessar: a lista comentada pela professora.

[Off-Topic] Terence Rigby (1937-2008)

Notícia da Efe, em Londres, publicada na Folha Online em 11.08.2008:

O ator britânico Terence Rigby morreu aos 71 anos em decorrência de um câncer de pulmão, informou nesta segunda-feira seu porta-voz, Peter Charlesworth.

Segundo ele, Rigby “era um ator de personagens impactantes, capaz de interpretar com facilidade papéis de bonzinhos e de vilões”.

O intérprete, que morreu neste domingo à noite em sua casa de Londres, participou de filmes como “007 – O Amanhã Nunca Morre” (1997), da saga de James Bond, “Elizabeth” [1998] e “O Implacável” (1971), entre outros.

Na televisão, fez o papel do Doutor Watson na adaptação que a emissora pública britânica BBC fez, em 1982, de “O Cão dos Baskervilles”, na qual Tom Baker encarnou o famoso detetive Sherlock Holmes.

Além disso, o ator se destacou no teatro, onde dividiu palco com John Thaw, Derek Jacobi, John Gielgud e Ralph Richardson.

Nascido em 2 de janeiro de 1937 em Birmingham (centro da Inglaterra), ele era formado pela Real Academia de Artes Dramáticas.

O último papel de Rigby foi em “Flick” (2007) e em dois episódios da série “Doctors”, da BBC.

Citando Agatha – Semana de 04 a 10.08.2008

Este post pertence à série “infinita e semanal” (publicado sempre às terças) de posts que abrangem um resumo (de alguns) dos blogs que citaram Agatha Christie durante a semana anterior, a fim de registrar, periodicamente, parte desta enormidade de sites que falam, por um motivo ou por outro, sobre a Dama do Crime. Neste post, citações de blogs em português de 04 a 10.08.2008.

06.08.2008
Blog: A Mulher Moderna na Sala e na Cozinha
Post: Orient Express e um bad hair day

Não me venham com conversas: férias, férias têm as personagens da Agatha Christie. Sim, pronto, as personagens aparecem mortas com alarmante regularidade e sempre de formas especialmente tortuosas. Mas os sítios eram fabulosos: um Orient Express um Blue Train, os transatlânticos do entre guerras, viajar até à Mesopotâmia ou Egipto, comodamente livres de terroristas extremistas, a Riviera francesa, as casas de campo britânicas… E depois, o estilo, cada um com a sua empregada para fazer e desfazer malas e lidar com detalhes chatos… Uma pessoa não ter mais nada que fazer que escorropichar martinis na beira da piscina e responder às perguntas astutas do Poirot ou da Miss Marple…

Continue Lendo »

Assassinato na Casa do Pastor

Edição de banca da Ed Record, paperback

Edição de banca da Ed Record

Sinopse da quarta capa: “Qualquer pessoa que matasse o Coronel Protheroe estaria prestando um grande serviço ao mundo.”

Estas palavras, pronunciadas incidentalmente pelo pastor Clement, viriam mais tarde demonstrar-se fatídicas: o Coronel Protheroe é assassinado algumas horas depois do comentário… e na casa do próprio pastor.
Entra então em cena um dos personagens mais cativantes da literatura mundial: a simpática e ativa miss Jane Marple, a “rainha de todas as velhinhas geniais deste mundo”.
Como em todo bom romance policial, o fio capaz de levar ao assassino é tênue. Ele pode conduzir o leitor a meras suposições que se mostram improváveis quando o desfecho surpreendente é revelado pela grande mestra do gênero, a genial Agatha Christie.

The Murder at the Vicarage (1929)
(Crime no vicariato, em Portugal)

Citações e referências
Referências à vida pessoal, humor e métodos de Miss Marple:
Continuar lendo

Notícias de teatro

A companhia Actors Circle, de Scranton, PA/EUA, iniciou audições para o elenco da peça Go Back For Murder (Os Cinco Porquinhos).

The play is about a daughter’s effort to have her mother’s conviction for murder reversed after the women’s execution some 20 years ago. Using flashbacks, each character offers a differing viewpoint on the murder until one scene reveals the unreliability of recall. (Citizens Voice)

A peça A Ratoeira será encenada por duas companhias na região de Atleboro, MA/EUA.
Em janeiro de 2009 em Pawtucket, pela The Community Players, de atores amadores.
Em outubro de 2008 em Mansfield, pela MMAS, também de atores locais.

A ratoeira também será encenada em Málaga, na Espanha.

Además, a lo largo de todo el verano, el Ayuntamiento ha previsto un amplio programa cultural que traerá a Diego El Cigala, el próximo 23 de agosto, o la celebración del tercer certamen de teatro clásico al aire libre, que en esta edición tiene como protagonista a la compañía Eslava que representará obras como La Ratonera, de Agatha Christie, La extraña pareja o Los marqueses de Matute. (Malaga Hoy)

A companhia Lyric Arts de Anoka, Minnesotta/EUA, encenará três peças curtas de Agatha Christie em duas horas de apresentação. Cada peça terá elencos e diretores diferentes.

The one-act plays include “The Rats,” “An Afternoon at the Seaside” and “The Patient.” “All three plays are centered around mysterious crimes, keeping the audience on the edge of their seats,” said production manager Joanna Diem. (ABC Newspapers)