A perenidade do gênero

Panorama do romance policial em língua espanhola

Três artigos em espanhol confabulam a respeito da popularidade do romance policial (novela negra) na Espanha, Equador e México.

O escritor e jornalista espanhol José Angel Barrueco comenta a reedição de livros de bolso de autores clássicos no gênero e difíceis de encontrar a não ser em sebos, com as páginas amareladas. Alguma semelhança com a situação no Brasil? É fácil encontrar títulos dos autores Marc Behm, Lawrence Block, Chester Himes e Margaret Millar – a quem fui apresentada exatamente no artigo de Barrueco?

La editorial que ha reeditado estos títulos es RBA, con lo cual da un paso más en su labor de rescate de libros policíacos en bolsillo. RBA, por ejemplo, está publicando otra vez las obras de Agatha Christie, esa inteligente señora que tantas horas de suspense me hizo pasar cuando era niño. (La Opinión de Zamora)

Um exemplo a ser seguido!

Já a editoria de cultura do jornal equatoriano El Comercio publica artigo sobre o panorama do romance policial no país, bem mais modesto comparado com a produção internacional que se iniciou em 1841, com a publicação de Assassinatos na Rua Morgue de Edgar Allan Poe.

Más de 160 años más tarde, el género sigue en pie y goza de buena salud. Lo demuestran los millones de lectores que ahora mismo consumen las novelas no solo de los clásicos como Agatha Christie o Arthur Conan Doyle, también de autores contemporáneos de literatura policial: el narrador sueco Henning Mankel o la francesa Fred Vargas, por citar a dos de los escritores más exitosos del momento. (El Comercio)

Por outro lado, o escritor Yassir Zárate Méndez estabelece uma relação entre a ausência de um sistema judicial confiável em seu país e a produção tímida de romances policiais de autores mexicanos, ao contrário dos franceses, ingleses e norte-americanos. Ele diz que o conto ou a novela policial se apóia na premissa de que o criminoso será punido e a ordem assim restabelecida, o que não acontece num sistema corrupto.

De novo, alguma semelhança com a situação brasileira?

Quebrada esta expectativa, se rompe la ilusión del relato policiaco. De qué serviría detener a un asesino o a un pedófilo, si podría salir de la cárcel porque cuenta con amigos entre los jueces. O porque el agente del ministerio público es bastante flexible si se le sabe untar la mano. (e-consulta)

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