O Mistério dos Sete Relógios

O Mistério dos Sete Relógios, Ed. Record, paperback

Sinopse da quarta capa: O jovem Gerry Wade dorme e nem uma bateria de despertadores consegue tirá-lo do profundo sono em que se acha mergulhado. À cabeceira da cama, um forte tranquilizante. Seria ele a causa da tragédia ou apenas uma pista falsa, proposital?

Os relógios, afinal, acabam por se tornar a senha do mistério, a pista, o sinal simbólico para a solução de um dos melhores e mais fascinantes enigmas da literatura policial, criado por Agatha Christie que, tão bem quanto criá-los, sabe resolvê-los.

The Seven Dials Mystery (1929)
(O Mistério dos Sete Relógios, em Portugal)

Citações e referências
Referências à vida pessoal, humor e métodos do Superintendente Battle:

Ao sair da casa de Jimmy Thesiger, rumou para a Scotland Yard, onde pediu para falar com o superintendente Battle.
O superintendente Battle era uma figura de certa importância. Trabalhava quase que exclusivamente em casos de delicada natureza política. Fora para investigar um caso assim que tinha estado em Chimneys quatro anos antes e Bundle tencionava francamente tirar proveito desse fato. (pág. 93-94)

Bundle olhou para ele. Como sempre, admirou-se da sua falta de precauções para passar despercebido. Era um homem enorme, sólido, inconfundível, e, ainda por cima, completamente inglês. Mas de uma coisa Bundle tinha certeza absoluta. O Superintendente Battle não era nada bobo. (pág. 177)

– Vai dedicar-se ao golfe, Superintendente?
– Não seria má idéia, Lady Eileen. Dizem que nunca é tarde para se começar. E eu tenho uma característica que logo se manifesta em qualquer jogo.
– Qual é? – perguntou Bill.
– Nunca me dou por vencido. Se as coisas saem mal, eu recomeço tudo de novo. (pág. 226)

Referências a casos anteriores/personagens recorrentes:

– Não sei para que tanta susceptibilidade – retrucou Bundle. – Afinal, as pessoas têm que morrer em algum lugar.
– Mas não na minha casa – disse Lorde Caterham.
– Não vejo por quê. Uma porção de gente já morreu aqui. Uma enorme quantidade de tataravôs e tataravôs, muito enjoados, por sinal.
– É diferente – protestou Lord Caterham. – Acho perfeitamente normal que os Brents morram aqui… eles não se conta. O que eu detesto é que isso aconteça com estranhos. Ainda mais quando a polícia se envolve no meio. Já é a segunda vez. Lembra toda aquela confusão que tivemos aqui, quatro anos atrás? Pela qual, a propósito, eu culpo inteiramente a George Lomax. (pág. 44) Referência ao livro O segredo de Chimneys

– Quem é que vai à tal festa, Bill? O que é que ela tem de especial?
– Ah, os chatos de sempre. Mrs. Macatta, por exemplo.
– A que é deputada?
– É, você conhece. Aquela que vive se batendo pela Assistência Social, pelo Leite Puro, pela Salvação das Crianças. Imagine só o pobre do Jimmy conversando com ela. (pág. 104)

Referências a outros autores:

Lady Coote era uma mulher grandalhona, com um tipo de beleza meio trágica. Tinha olhos grandes, escuros, tristonhos, e voz grossa. Um pintor à procura de modelo para “Raquel chorando os filhos” ficaria encantado com Lady Coote. (pág. 10) Citação bíblica. Raquel era esposa de Jacó, que serviu a Labão, pai de Raquel, por sete anos para poder desposá-la. Ela era mãe de José do Egito, o que interpretava os sonhos do Faraó, das sete pragas do Egito, do Êxodo de Moisés. Ela faleceu após o parto de Benjamin.

– Sim, mas escute aqui… para que é que você precisa desse endereço? Você disse que não conhecia o Jimmy.
– E não conheço mesmo. Mas daqui a meia hora ficarei conhecendo.
– Você vai lá na casa dele?
– Acertou em cheio, Sherlock. (pág. 70) Referência a Sherlock Holmes, detetive ficcional criado por Sir Arthur Conan Doyle.

– É justamente o que eu queria te contar. Você sempre foi inteligente, Bundle, e preciso do seu conselho. Sabe aquela comédia musical, Vira pra lá? (pág. 102) Referência à peça teatral Damn Your Eyes.

Bundle começou a desanimar. Quando Bill se punha a descrever os problemas de suas namoradas, não havia meios de fazê-lo parar.
– Essa garota, que se chama Babe St. Maur…
– Onde é que ela arranjou esse nome? – ironizou Bundle.
Bill respondeu ao pé da letra.
– No Who’s Who. Abriu o livro e pôs o dedo na página sem olhar. Ficou bonito, não é? (pág. 102) V. referência a Who’s Who em post de 8 de abril de 2008.

– O nosso caro Jimmy – interrompeu Bill. – Mas, como eu estava dizendo, a Babe é muito esperta. Hoje em dia a gente tem que ser. Ela não se deixa lograr por esse pessoal de teatro. A gente tem que sobreviver, ficar por cima, como diz a Babe. E olha que talento é o que não lhe falta. Ela sabe representar… é uma maravilha como essa garota sabe representar. Não teve muita chance em Vira pra lá… ficou perdida no meio de um montão de garotas bonitas. Eu perguntei por que ela não tentava o teatro sério… como Mrs. Tanqueray, sabe? (pág. 102-103 The Second Mrs. Tanqueray, peça teatral do dramaturgo Arthur Wing Pinero (1855-1934).

– Por falar nisso – continuou Jimmy – ou muito me engano ou era o nosso velho amigo Battle da Scotland Yard que vi há pouco lá no saguão, fantasiado de lacaio, não?
– Brilhante, meu caro Watson. (pág. 166) Dr Watson, companheiro de Sherlock Holmes (Sir Arthur Conan Doyle)

– Escuta aqui, Bundle – perguntou Jimmy, apreensivo, – você não anda lendo muitos livros policiais, não?
Bundle lançou-lhe um olhar de digna repreensão.
– Bem – disse Jimmy,- ainda não sou como a Rainha de Copas. Não posso acreditar em seis coisas impossíveis antes da hora do café da manhã. (pág. 221) Do livro Alice no País das Maravilhas, do escritor inglês Lewis Carroll. No original: The White Queen replied, “I dare say my child, you haven’t had much practice, have you? Many years ago when I was your age, I always thought of impossible things a half hour every day. Why sometimes I thought of as many as six impossible things before breakfast.”

– Queríamos pegar um determinado sujeito, desesperadamente. Não era um gatuno comum. Agia no mundo de Mr. Wade, uma espécie de Raffles, mas muito mais perigoso do que qualquer Raffles já foi ou poderia ser. (pág. 291) Arthur J. Raffles, gatuno criado pelo escritor inglês Ernest William Hornung (E. W. Hornung, 1866-1921). Hornung casou-se com a irmã de Sir Arthur Conan Doyle e Raffles é considerado o precursor de Arséne Lupin.

Referências a personagens reais:

– É como aquele sujeito lá da Pérsia – disse Jimmy, – que vivia em busca de mundos para conquistar. (pág. 234) Será Alexandre o Grande?

– Como é Lady Coote?
Lord Caterham pensou um pouco antes de responder.
– Muito parecida com a idéia que faço de Mrs. Siddons. Tenho a impressão de que, se pudesse, entraria para o teatro amador. (pág. 47) Sarah Siddons, considerada a melhor atriz trágica inglesa do século 18 e famosa por sua interpretação de Lady Macbeth, da peça de Shakespeare.

Dedicatória: Não há.

Lista de personagens: Superintendente Battle
Também: Alfred, Conde Andras, Rupert Bateman, John Bauer, Os Brents: Lady Eileen ‘Bundle’ e Marcia, Dr. Cassell, Sir Oswald e Lady Maria Coote, Lord Caterham, Vera “Soquete” Daventry, Ronny Devereaux, Sir Stanley Digby, Herr Eberhard, Bill Eversleigh, George Lomax, Coronel Melrose, Mr. Mosgorovsky, Terence O’Rourke, Howard Phelps, Condessa Radzky, Gerald St. Maur, Mr. Stevens, Jimmy Thesiger, Tredwell, Gerald e Loraine Wade

Observação: As citações e respectivas páginas foram extraídas da edição brasileira de O Mistério dos Sete Relógios
Ed. Record
Tradução: Milton Persson
Ano: 1987
Páginas: 307

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