Ouça Agatha

Grundig Memorette 1968

Grundig Memorette 1968

Esta é a primeira de uma série de matérias publicadas na Internet sobre a descoberta de fitas gravadas pela Rainha o Crime. Há pelo menos dois posts com outros detalhes diferentes do abaixo, programados para amanhã e sexta-feira.

Agatha Christie usou sua avó como modelo para Miss Marple, revelam novas gravações

Encostados por mais de 40 anos, fitas de áudio contendo a voz inconfundível de Agatha Christie foram descobertas, mostrando que ela baseou Miss Marple em sua própria avó.

Seu neto Mathew Prichard tropeçou em 27 fitas de meia hora numa caixa de papelão empoeirado ao limpar um depósito em Greenway, a propriedade em estilo georgiano com vista para o estuário do Dart que Christie chamava de “o lugar mais agradável do mundo”.

As fitas, que ninguém sabia existirem, são o material bruto em que se baseia parte de sua autobiografia.

Trabalhando sozinha em seu próprio ritmo desacelerado, a “envelhescente” Christie ditou as fitas para uma máquina Grunding Memorette nos anos 60.

Sua voz rica e impositiva oferece uma riqueza de pensamentos sobre a sua vida e como ela desenvolveu seus personagens mais amados.

Entre eles está sua descrição de Jane Marple – em como ela baseou parcialmente a refinada detetive em sua avó.

Embora ela insistisse que Miss Marple não era, de forma alguma, “um retrato de minha avó”, ela admitiu que as duas compartilhavam uma característica pessoal importante.

Falando com autoridade calma e deliberada, Christie disse de sua avó: “Embora uma pessoa completamente alegre, ela sempre esperava o pior de qualquer um e qualquer coisa. E com quase assustadora precisão (ela) com freqüência se provava certa.”

Sua avó podia dizer “Eu não ficaria surpresa se tal e tal coisa estivesse acontecendo”, Christie lembrou.

“E embora sem base para tais afirmações, aquilo era exatamente o que estava acontecendo.”

Christie não pretendia que Miss Marple fosse uma personagem permanente, as fitas revelam.

Mas a solteirona de mente afiada “se insinuou de forma tão silenciosa em minha vida que mal percebi sua chegada”.

Enrolando os R para efeito dramático, ela ditou: “eu não sabia na época que ele rivalizaria com Hercule Poirot”.

Joan Hickson e David Suchet no centenário em Torquay

Joan Hickson e David Suchet no centenário em Torquay

Em outra parte das fitas, revelada hoje (15 de setembro de 2008 ) para marcar seu 118º aniversário de nascimento, explica que ela achava que o meticuloso Hercule Poirot e a indomável Miss Marple não deveriam nunca se encontrar.

Mr Prichard disse que foi “estranho” ouvir a voz dela mais de 30 anos depois de sua morte.

Ao descrever seus sentimentos ao ouvi-la, ele disse: “Confortador não é a palavra certa, mas é muito evocativo”.

Ele acha que a voz de sua avó é capaz de se expressar além do que apenas a palavra escrita.

Mr Prichard encontrou as fitas meses atrás, depois de decidir a limpar um depósito da casa, que a família entrgou ao National Trust.

Sua mãe Rosalind Hicks não foi do tipo que catalogava as coisas de sua avó, ele disse, então quando ele achou as fitas sem etiqueta não tinha idéia do que continham.

Ele presumiu que o conteúdo das fitas era “irrecuperável” já que a Grundig antiquada estava quebrada, com suas baterias descarregadas corroídas.

Mas no início deste verão ele decidiu chamar um amigo que tem conhecimento de velhas gravadoras. Após erguer uma sobrancelha, o amigo conseguiu fazê-la funcionar outra vez.

Laura Thompson, autora da biografia “Agatha Christie: An English Mystery”, disse que a descoberta “extraordinária” tinha um grande valor porque Christie raramente concedia entrevistas.

“Ela falou, sim, no rádio para a BBC algumas vezes nos anos 60 mas ela o fez poucas vezes. É excitante ouvir a sua voz.”

Tradução amadora de matéria encontrada no site Telegraph. Ouça o trecho mencionado no artigo ditado por Agatha Christie abaixo.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

more about “Agatha Christie used her grandmother …“, posted with vodpod

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Por que todo mundo tem carinho por Miss Marple? publicado em 13 de setembro de 2008.

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6 pensamentos sobre “Ouça Agatha

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