Grande Bretagne Hotel

Em seus filmes, James Bond sempre teve bom gosto – ou melhor, sempre teve verba suficiente para se hospedar em hotéis de luxo. Um de seus preferidos é o suntuoso Grande Bretagne Hotel, em Atenas, na Grécia, onde já apareceu nas telas bebendo seus drinks no bar do hotel. O Grande Bretagne Hotel foi fundado no ano de 1862 e sempre recebeu celebridades e autoridades durante visitas oficiais à Grécia. Entre as personalidades, Agatha Christie, Coco Chanel, a família Rokefeller, o clã dos Kenneds, entre outros. Sofreu reformas depois da guerra, atualmente pertence à cadeia Starwood, mas continua sendo um dos mais requisitados pelos que podem pagar por seu luxo e conforto.

Site oficial do hotel:
http://www.grandebretagne.gr/

Do site Rotas e Destinos:

Muitos hotéis tornam-se de tal forma famosos que, por si sós, valem como personagem e/ou como cenário, pelo que não são poucos aqueles que se encontram já imortalizados no pequeno e no grande ecrã ou nas páginas de inúmeros romances, com mais ou menos ficção. Veja-se só o caso ainda bastante recente do filme O Amor é um Lugar Estranho, de Sofia Coppola, onde o Park Hyatt Tokyo, no Japão, é muito mais do que um mero cenário, já que a realizadora não esconde a sua predilecção por este hotel, que ocupa os últimos 14 andares do arranha-céu Shinjuku Park Tower e oferece belos panoramas da cidade e do Monte Fuji.

No caso da já longa filmografia de James Bond, perde-se a conta a todos os hotéis, espalhados por esse mundo fora, que apareceram nas aventuras do intrépido agente 007. É o caso do Grande Bretagne, em Atenas, como prova o seguinte excerto: “Bond não ficava no Grande Bretagne desde o caso Coronel Sun, ou seja, há já bastantes anos, mas as memórias que guardava deste hotel vieram-lhe à cabeça assim que atravessou o lobby.” Fundado em 1862 como mansão destinada a acolher altos dignitários durante as suas visitas oficiais à Grécia – é bom não esquecer que o Parlamento grego fica em frente, do outro lado da Praça da Constituição –, este edifício só viria a ser transformado em hotel de charme, em 1872, pelo chef Eustace Lampsa, atraindo desde logo uma constelação de nomes sonantes como Agatha Christie, os Rockefellers, os Rotchilds, os Kennedys, os Krupps e tantas outras figuras ilustres que ajudaram a escrever a sua história e a selar o seu destino como ponto incontornável da Atenas de ontem e de hoje.

E como convém a qualquer hotel que aspira à imortalidade, o Grande Bretagne também teve a sua quota de decadência – em 1939, o escritor Henry Miller descrevia, deliciado, a presença de baratas no seu quarto –, que soube equilibrar com uma boa dose de intriga política. Durante a Guerra Civil esta fervilhava e era ali que os ingleses se reuniam com o partido de Papandreou. Infortúnio q.b., as tropas nazis estabeleceram ali o seu quartel-general durante a Segunda Guerra Mundial.

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