Adriano ou Antonino?

– Astartéia, Istar ou Astoret, como você quiser chamá-la. Eu prefiro nome fenício de Astartéia. Creio que se sabe da existência de um bosque de Astartéia no país. Fica no Norte, junto à Muralha Romana. (Os treze problemas, Nova Fronteira, pág. 23)

Alto-relevo de Vênus ao norte da Muralha de Adriano

Alto-relevo de Vênus ao norte da Muralha de Adriano

Existem duas muralhas romanas ao norte da Inglaterra: a mais famosa e em melhor condição é a Muralha de Adriano; a muralha de Antonino encontra-se no que hoje em dia é o meio da Escócia, mas quando foi construída limitava a fronteira com a Inglaterra. Não encontrei referências a um bosque dedicado a Ishtar em nenhum dos dois, entretanto, pode ser que se trate de um bosque dedicado à deusa romana Vênus ou à grega Afrodite, que são outras manifestações da fenícia Astartéia.

Se for este o caso, o alto-relevo de Vênus em High Rochester, ao norte da Muralha de Adriano, pode identificar o local perto de onde esse bosque se encontre.

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Por poucos euros, em Portugal

A Casa Torta, Edições ASA

Edições ASA, Portugal

A exemplo da Livros do Brasil (que é de Portugal) citada no post “Vampiro Gigante, coleção européia“, de 16.10.2008, outra editora européia está colocando livros de Agatha Christie a preços mais em conta.

A editora ASA, também de Portugal lançou “Obras Agatha Christie”, com boa parte da obra da autora, onde cada volume custa (atualmente) 10 euros.

Veja no site:

http://www.asa.pt

e confira os títulos disponíveis, em belas capas.

Astartéia

– Astartéia, Istar ou Astoret, como você quiser chamá-la. Eu prefiro nome fenício de Astartéia. Creio que se sabe da existência de um bosque de Astartéia no país. Fica no Norte, junto à Muralha Romana. (Os treze problemas, Nova Fronteira, pág. 23)

Estátua de Astartéia

Estátua de Astartéia

Esta divindade bíblica é uma herança mitologica da história dos povos da suméria (biblica sinear) e dos acádios (Genesis 10:10), onde Asterate era chamada de Ishtar ou Inanna. Mais tarde para os gregos esta divindade foi chamada de Afrodite e Hera, enquanto que para os egipcios era recordada como Isis ou, como outros defendem, Hator. Esta apareceu pela primeira vez nesta mitologia depois da 18º dinastia, no relato da batalha entre Horus e Seth em que a sua identidade poderia ser equiparada com Anat.

Segundo a mitologia suméria e acádia Ishtar (Asterate) era irmã de Shamash, ao qual a bíblia se refere como Camoesh, Camos ou Quemós. Em mais que um versiculo na biblia estes dois nomes aparecem juntos. (I Reis 11:36) (II Reis 23:13);

O Nome Asterate também aparece associado a Baal em (Juízes 2:13) (Juízes 2:13) (I Reis 18:19). Baal para os sumérios seria o deus Nana, ou Sin para os Acádios, que também era pai de Ishtar/Inanna. Em Biblos Astarte era conhecida como Baalate (forma feminina para Baal).

Fonte: Wikipedia

Citando Agatha – Semana de 20 a 26.10.2008

Este post pertence à série “infinita e semanal” (publicado sempre às terças) de posts que abrangem um resumo (de alguns) dos blogs que citaram Agatha Christie durante a semana anterior, a fim de registrar, periodicamente, parte desta enormidade de sites que falam, por um motivo ou por outro, sobre a Dama do Crime. Neste post, citações de blogs em português de 20 a 26.10.2008.

23.10.2008
Blog: Cassio Santos
Post: Assassinato no Expresso do Oriente

Esta semana li Assassinato no Expresso do Oriente de Agatha Christie enquanto viajava de trem e algumas vezes no metrô. Ótimo entretenimento. Um assassinato e um monte de pistas. Procurei encontrar o assassino e não me foi tão fácil. Descobri que Agatha havia quebrado uma das regras do romance policial e tudo ficou bem mais claro. Foi simples encontrar a solução do problema. Ainda assim descobri que havia me enganado quando cheguei na última página. Não sou bom em resolver estas coisas e isso me deixa mais fascinado ainda por ler os livros de Agatha.

Broadmoor

– Ele é um elemento perigoso. Freddy o Camaleão, eis como o apelidavam. Levava uma vida dupla. Metade do tempo agia como um cidadão educado, respeitável e próspero. A outra, ele a dedicava a assaltos e atos de violência. Tenho lá minhas dúvidas de que Broadmoor não seja o lugar mais indicado para ele. Uma espécie de mania o levava a cometer crimes de tempos em tempos. (O Mistério de Sittaford, Ed. Record, pág. 174)

Broadmoor Hospital, Berkshire

Broadmoor Hospital, Berkshire

O hospital psiquiátrico de alta segurança localizado na cidade de Crowthorne, condado de Berkshire, foi fundado em 1863 com o nome Broadmoor Asylum for the Criminally Insane (Broadmoor Asilo para os Criminalmente Insanos). Com o avanço das pesquisas médicas e psiquiátricas, passou a chamar apenas Broadmoor Hospital. Seu padrão de segurança é categoria B (não é de segurança máxima mas deve-se dificultar a fuga de prisioneiros) e seus 260 internos são todos homens, embora aceitasse mulheres até setembro de 2007.

Todos os domingos, às 10h da manhã, a sirene de alarme é disparada num exercício de teste. Escolas locais têm procedmentos-padrão a serem executados caso o alarme soe, avisando que um dos internos fugiu. Este alarme é o mesmo utilizado na Segunda Guerra Mundial para alertar contra os raids alemães. A última fuga aconteceu em 1991: o estuprador de crianças James Saunders foi recapturado dois dias depois. Um esfaqueamento em 1993 acionou a sirene de alerta mas não houve fuga.

V. notícia sobre a sirene de Broadmoor no site da BBC.

Um dos prisioneiros célebres de Broadmoor foi Graham Frederick Young, sentenciado a 15 anos no hospital após envenenar a madrasta, pai, irmã e um colega de escola. Ele adquiriu ainda mais experiência em química durante sua perrmanência, estudando e fazendo experimentos com funcionários e colegas – em sua ficha não havia informações sobre seu crime anterior. Ao ser liberado após ter cumprido apenas nove anos de sua pena e considerado “totalmente reabilitado”,  na década de 70 envenenou dezenas de pessoas. Foi preso novamente graças a um investigador que percebeu as semelhanças entre as vítimas de Young e os sintomas de envenenamento por tálio descritos no lvro O Cavalo Amarelo, de Agatha Christie.

V. ficha de Graham Frederick Young no site TruTV.

Botulismo

– (…) Estava convencido de que a morte de Mrs. Jones fora causada pelo botulismo. A ceia, naquela noite, consistira em lagosta enlatada, salada, bolo confeitado, pão e queijo. (Os treze problemas, Nova Fronteira, pág. 13)

Bactéria Clostridium botulinum

Bactéria Clostridium botulinum

“Não dê mel aos bebês” é uma das regras que fazem parte da lista de coisas que você deve saber (como “não misture amônia com cloro” e “não use areia de praia para fazer concreto”) e que precisam de mais divulgação porque são muito importantes.

A palavra botulismo descreve um tipo de intoxicação. Uma classe de bactérias chamada Clostridium botulinum que cria uma proteína chamada toxina botulínica, e essa proteína é a causa do botulismo. A toxina botulínica invade as células nervosas estimulantes no lugar em que elas se encontram com as fibras musculares e bloqueia essa ligação para que nenhum sinal consiga passar. O resultado é a paralisia, e em casos graves ela imobiliza o paciente completamente e pode levá-lo à morte.
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Dartmoor

– (…) No presente momento não se encontra na Cornualha, mas no Devonshire, em Dartmoor para ser exato. É um condenado e se acha na prisão de Princetown. (Os Treze Problemas, Nova Fronteira, pág. 46)

Prisão Dartmoor, Devonshire

Prisão Dartmoor, Devonshire

A prisão HM Dartmoor foi fundada em 1809 e abriga criminosos masculinos adultos classe C (não são confiáveis o bastante para ficar em presídios abertos mas provavelmente não tentarão fugir). A maior parte dos cerca de 650 condenados que estão presos lá hoje em dia é de criminosos do colarinho branco. A prisão pertence ao ducado da Cornualha, o que siginifica que atualmente é propriedade do Príncipe Charles. Ela está localizada nas charnecas da cidade de Princetown, condado do Devon.

V. site oficial em http://www.dartmoor-prison.co.uk/

Dentro das altas muralhas de granito existe um museu, que é aberto ao público algumas vezes por ano. Um evento beneficente chamado Dartmoor Jailbreak ocorre anualmente, quando cidadãos (não prisioneiros) são convidados a fugir da prisão e chegar o mais longe possível em quatro das, vestidos com a roupa de encarcerado e sem pagar por transporte. O próximo evento acontecerá em 18 de abril de 2009; o destino mais distante alcançado até hoje foi a Nova Zelândia.

V. site Dartmoor Jailbreak em http://dartmoorjailbreak.co.uk/

BBB2

A comunidade Agatha Christie Brasil no Orkut está com inscrições abertas para a segunda edição do BBB.

(Peço desculpas aos moderadores pela demora, estou presa num trabalho com prazo apertado…)

Veja mais informações no tópico

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=44737&tid=5256879020716102079

ACB no Orkut

ACB no Orkut

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O BBB2 DA ACB.

Atendendo às solicitações de vários membros, e aproveitando o momento de calmaria no Orkut depois de todos os problemas recentes, estamos planejando dar início à nossa segunda edição do BBB ACB em novembro, provavelmente a partir do dia 3.

Estamos conscientes das dificuldades trazidas pelo período de festas de fim de ano, quando o acesso fica difícil para a maioria das pessoas; por isso, nossa idéia é fazer um recesso nas semanas do natal e do ano novo, de 20 de dezembro (sábado) a 02 de janeiro (sábado), retomando-se a brincadeira no dia 03 (domingo).

Ficam abertas então aqui as inscrições para os interessados – mas antes de se inscreverem, por favor leiam o próximo post até o fim com atenção, antes de se inscreverem.

AS INSCRIÇÕES VÃO ATÉ O DIA 27/10/2008.
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O mistério da Múmia Amarela

Sarcófago de Nes-Per-N-Nub

Sarcófago de Nes-Per-N-Nub

Agatha Christie acompanhava seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, em suas escavações. Esta experiência resultou no livro de viagem Desenterrando o Passado (Come, tell me how you live, 1946), que ela escreveu em suas horas vagas durante a Segunda Guerra Mundial. Max trabalhava no Conselho Britânico no Egito e Agatha trabalhava em Londres num hospital.

Foi depois de uma viagem ao Egito que a Dama do Crime escreveu o romance policial Morte no Nilo (Death on the Nile, 1937). Além do livro, esta experiência rendeu também uma mostra permanente chamada Agatha Christie’s Egypt: Life on the Nile in the 1930s.

The exhibition shows Egypt the way it would have looked to the eyes of Agatha Christie and other Western tourists of 1930s. Magnificent black and white photographs show archaeological excavations and the great Egyptian monuments – Sphinx of Giza and the temples of Karnak and Luxor. The photographers of the 1930s caught the last view of the island of Philae, which went under water after the Aswan Dam was opened. Next to these iconic images are pictures of the daily life of Egyptians: people making mats, molding bricks, and discussing everyday affairs. (SF Gate)

Denre os itens desta exposição, duas múmias atraem a atenção do visitante: a múmia de Nes-Per-N-Nub, um sacerdote que morreu de causas naturais provavelmente perto de mil anos antes de Cristo; e uma múmia sem nome batizada de Yellow Mummy por causa da cor do sarcófago em que foi encontrada.

What happened after the Yellow Mummy’s death is even more mysterious. Inside her linen wrappings lie the bones of multiple bodies, according to X-ray scans of the mummy. (Golden Gate [X]Press)

A exposição estará aberta para visitantes de San Francisco (California/EUA) entre os dias 3 de novembro e 12 de dezembro de 2008 no prédio de Humanidades da Universidade de San Francisco.

Pocket books, literatura policial e afins

Ivan Pinheiro Machado, da editora LP & M

Ivan Pinheiro Machado, da editora LP & M

Apenas como curiosidade (para conhecermos a visão do mercado por um dos responsáveis por editoras conhecidas, e também pela expressão “um gênero que nunca deu muito certo no Brasil” usada pelo entrevistador), um trecho de post publicado em 20.10.2008 pelo blog “Pavilhão Literário Cultural – Singrando Horizontes“, que reproduz entrevista de Ivan Pinheiro Machado, editor da LP & M, realizada por Claudio Willer para a Revista Agulha. O artigo fala sobre a situação do mercado editoral, os pocket books e outros temas, citando também o segmento de mistério e suspense:

CW – Observo também que há bastante narrativas do gênero policial, de histórias de detetive – um gênero que nunca deu muito certo no Brasil, ou, ao menos, não teve os resultados que se esperava. Como vão Simenon, Agatha Christie e seus confrades?

IPM – Vão muito bem. Aos poucos o consumidor vai se acostumando e conhecendo melhor os autores policiais. A coleção oferece muitas opções além de Agatha Christie e Simenon, como os craques do “noir” Raymond Chandler, Dashiel Hammett, David Goodis, Ross Macdonald, Chester Himes, Ruth Rendell, Patrícia Higsmith, clássicos como Poe, Stevenson, Lovecraft e todas as histórias de Sherlock Holmes escritas por Sir Arthur Conan Doyle.

Leia a matéria completa clicando aqui.

O que é romance policial – Sandra Reimão [3/3]

Capa do livro

Capa do livro

Continuação do post O que é romance policial – Sandra Reimão [2/3].

Agatha Christie foi, sem dúvida, um dos autores de romance enigma a abandonar mais radicalmente o campo do verossímil. Nessa questão, podemos ver, entre outros “Um Destino Ignorado”, narrativa em que os principais cientistas do mundo ocidental são seqüestrados por Contém spolier –> um homem que os mantém em um recinto, ocultado por um sistema de portas blindadas invisíveis a olho nu, numa colônia de leprosos. A coisa toda só consegue ser provada pelo depoimento de um desses cientistas, que colore (por pigmentação) a sua pele e faz e faz inchar seus lábios (com injeção de parafina) e assim se faz passar por criado marroquino e tem contato com autoridades visitantes. Isso tudo acompanhado de pérolas falsas numeradas, luvas que deixam marcas fosforescentes etc. <– Fim dos spoilers

Retornando às obras de Agatha Christie em que Poirot aparece como personagem central, é interessante perceber que Agatha Christie mantém a tradição da presença dos jogos intertextuais.

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Citando Agatha – Semana de 13 a 19.10.2008

Este post pertence à série “infinita e semanal” (publicado sempre às terças) de posts que abrangem um resumo (de alguns) dos blogs que citaram Agatha Christie durante a semana anterior, a fim de registrar, periodicamente, parte desta enormidade de sites que falam, por um motivo ou por outro, sobre a Dama do Crime. Neste post, citações de blogs em português de 13 a 19.10.2008.

15.10.2008
Blog: Durante Horas
Post: Agatha Christie

Agatha Christie é mesmo fascinante, é incrível como você lê 200 páginas sem perceber.
A cada história ela consegue prender o leitor de forma mágica. Comecei a gostar de romances policiais por causa dela, o primeiro livro que li foi Um corpo na biblioteca e a partir daí me tornei uma leitora assídua de seus livros, logo fui apresentada ao Hercule Poirot (Assassinato no Campo de golfe)que se tornou meu detetive favorito e ao Capitão Hasting que também é um personagem que eu adoro.Poirot será para mim meio que eterno!

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O que é romance policial – Sandra Reimão [2/3]

Capa do livro

Capa do livro

Continuação do post O que é romance policial – Sandra Reimão [1/3].

Vamos ver agora um pouco os textos que têm Poirot como protagonista e, especialmente, aqueles em que o Capitão Hastings também aparece, enquanto narrador. Hercule Poirot surge em “O Misterioso Caso Styles”, em 1920, e com ele surge também o Capitão Hastings, seu primeiro biógrafo.

Hastings, assim como Watson e o narrador anônimo das aventuras de Dupin, tornou-se narrador a pedidos. Como Dr. Watson, Capitão Hastings “tinha voltado da frente de batalha, em conseqüência de graves ferimentos”, e, ainda como Watson, depois da convalescença estava de licença e desocupado “já que não tinha parentes ou amigos” a quem visitar, e é nessas condições que Hastings reencontra Hercule Poirot, a quem já conhecera anteriormente na Bélgica. E se Watson encontra Holmes porque este procurava com quem partilhar seus aposentos, é só no segundo volume da dupla Poirot-Hastings que esses vão repartir as acomodações. Outra diferença Hastings-Watson é que se Watson era médico de profissão, Hastings alimentava o desejo de se tornar detetive.

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Galeria de Fãs: Ángela Vallvey

Angela Vallvey

Angela Vallvey

A escritora e poeta espanhola Ángela Vallvey (foto) foi vencedora do Premio Nadal de 2002 com o romance Los estados carencialles. Em 2008 foi finalista do Prêmio Planeta com Muerte entre poetas, romance em que rende homenagem à Dama do Crime, Agatha Christie.

Site oficial de Angela Vallvey.

En “Muerte entre poetas”, Vallvey ha vertido sus lecturas de Agatha Christie, autora de “novelas que son atemporales, porque tienen ganchos que siempre interesan a los lectores”.
Pero advierte la finalista del Planeta de que las suyas “no son novelas negras al uso”, porque le interesa salirse de “los márgenes del género” para aportar “cosas nuevas”. (La Opinion)

O Duque de Edimburgo e o Google Earth

Elizabeth II e Philip

Elizabeth II e Philip, Duque de Edimburgo

Com sua memória inquestionável, Lady Lucy lembrou que o Duque de Edimburgo é citado nos livros de Agatha: algumas personagens são apaixonadas por ele. Fica aqui então, como curiosidade, uma matéria “totalmente século XXI” que cita o marido da Rainha Elizabeth II, Philip, que além de Príncipe também ostenta o título de Duque de Edimburgo, e o mistério do “sumiço” do prédio de sua empresa das imagens do Google Earth. Leia em:

Marido da rainha Elizabeth descobre “sumiço” de prédio no Google Earth

O que é romance policial – Sandra Reimão [1/3]

Capa do livro

Capa do livro

AGATHA CHRISTIE
A DAMA DO CRIME
É muito difícil precisar o número de textos escritos por Agatha Christie (1891-1976). Isto devido às diferenças entre as edições inglesas e americanas e ao fato de um mesmo grupo de contos ser muitas vezes encaixado de forma diferente, em volumes diferentes. Agatha Christie escreveu, aproximadamente, 61 romances, 165 contos, 14 textos para teatro (escritos originalmente para teatro ou teatralizados por ela mesma); além disso, escreveu mais oito textos sob outros nomes (Mary Westmacott e Agatha Christie Mallowan).

Seus romances e contos deram material para muitos filmes, dos quais os mais conhecidos são “Assassinato no Orient Express” e “Os Dez Negrinhos”, è para muitas montagens teatrais. Na vasta obra de Agatha Christie, encontra-se um pouco de tudo, em termos de narrativa policial.

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Vampiro Gigante, coleção européia

Editora da série Vampiros

Editora da série Vampiro Gigante

Dica para os visitantes europeus de A Casa Torta: a partir de dica de nossa leitora Brida, de Portugal, você pode conhecer a Editora Livros do Brasil, em cujo site você encontrará informações sobre as obras de Agatha lançadas sob o título “Vampiro Gigante”, com preços bastante em conta (em euros). Cada volume contém dois dos romances policiais da autora, ou um livro completo e uma coletânea de contos. Veja no site:

http://www.livrosdobrasil.com

Vinte regras para escrever histórias de detetives

AS VINTE REGRAS DE S. S. VAN DINE PARA SE ESCREVER UM BOM ROMANCE POLICIAL:

1. O leitor deve ter oportunidade igual à do detetive de solucionar o mistério. Todas as pistas devem ser claramente enunciadas.

2. Nenhum truque ou tapeação proposital deve ser utilizado pelo autor, senão os que tenham sido legitimamente empregados pelo criminoso contra o próprio detetive.

3. Não deve haver interesse amoroso no entrecho. A questão a ser deslindada é a de levar o criminoso ao tribunal e não a de levar um casal ao altar.

4. Jamais o detetive ou algum investigador deve ser o culpado. Isso seria tapeação: naturalmente porque o raciocínio do leitor está voltado para o rol de suspeitos.

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Citando Agatha – Semana de 06 a 12.10.2008

Este post pertence à série “infinita e semanal” (publicado sempre às terças) de posts que abrangem um resumo (de alguns) dos blogs que citaram Agatha Christie durante a semana anterior, a fim de registrar, periodicamente, parte desta enormidade de sites que falam, por um motivo ou por outro, sobre a Dama do Crime. Neste post, citações de blogs em português de 06 a 12.10.2008.

06.10.2008
Blog: BlogeZ
Post: Rainha do Crime, Duquesa da Maldade

(…) Ninguém que leu alguns de seus romances passou incólume pelo seu mundo. Dizem que ela escrevia repousando em uma banheira, enquanto comia maçãs, fruta encontrada facilmente em seus romances. Ainda no ramo das guloseimas temos também a lembrança do famoso bolo de cominho, um dos pratos presentes no chá da tarde servido pelo Hotel Bertran (também publicado no Brasil com o título de A Mulher Diabólica), e pelo Pudim de Natal, uma sobremesa tipicamente inglesa. Além desses acepipes, temos o dia-a-dia e as preocupações que ela deixava transparecer em seus romances, como as taxas e impostos sobre heranças. (…)

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Serial-killers em caráter histórico

Livro de Ilana Casoy

Livro de Ilana Casoy

Fui sempre uma leitora voraz. Li de tudo, desde Asimov até Dostoyevski, Vinicius de Moraes, Drumond, Guimarães Rosa, John Steinbeck, Machado de Assis, James Patterson, Paulo Coelho, Patrícia Cornwell, Robert Ludlum, Sidney Sheldon, Scott Turow, Ken Follet, John Grisham, Jonathan Kellerman, Agatha Christie, Jorge Amado… A lista não tem fim. Acho que a influência é na vida, em como você encara o seu destino. A pessoa que você é, também é resultado do que você lê e acaba se refletindo no seu texto e nas suas escolhas.

Este é um trecho da entrevista de Ilana Casoy, autora que vem se dedicando “à pesquisa dos serial-killers em caráter histórico e mundial, bem como aos crimes violentos”, como diz o site que apresenta o artigo: clique aqui para ler a entrevista completa.

Galeria de Fãs: Rhett Miller

Rhett Miller

Rhett Miller

O cantor, guitarrista e compositor norte-americano Rhett Miller, líder da banda de música country Old 97’s, acredita que o fato de ser um leitor voraz o ajuda na hora de compor suas canções e considera-se escritor também já que ele senta-se do lado de fora de cafés para observar as pessoas, transformá-las em personagens e criar histórias para elas.

“When I went through tough times growing up, I originally turned to books, such as ‘Catcher in the Rye’ and I read authors like Kurt Vonnegut, Agatha Christie and Elmore Leonard,” Miller said. Eventually he looked to music to take him away from things that made him unhappy. (Des Moines Register)

Os jardins de Greenway House (3)

Enquanto o trabalho de mudança progredia, Hannaford, o jardineiro, que era um velho cão fiel, dedicado aos patrões a quem servira por tanto tempo, chamou-me de parte e disse: “Veja o que salvei para a senhora, o que tirei deles”. Eu não fazia a menor idéia do que ele queria dizer, mas acompanhei-o à torre do relógio, por cima das cavalariças. Aí, passando por uma espécie de porta secreta, mostrou-me uma enorme quantidade de cebolas espalhadas no chão, cobertas com palha, e também pilhas de maçãs. (Agatha Christie, Autobiografia, Círculo do Livro)

Vista do Rio Dart a partir dos jardins de Greenway

Vista do Rio Dart a partir dos jardins de Greenway

 

Outra vista do rio

Outra vista do rio

Estátua de pedra no jardim de Greenway

Estátua de pedra no jardim de Greenway

Este sanitário vitoria foi encontrado enterrado sob uma pilha de folhas durante uma escavação arqueológica nas terras de Greenway. Acredita-se que remonte a meados do século 19.

Este sanitário vitoria foi encontrado enterrado sob uma pilha de folhas durante uma escavação arqueológica nas terras de Greenway. Acredita-se que remonte a meados do século 19.

Posts relacionados
Os jardins de Grenway House (1) publicado em 26 de setembro de 2008.
Os jardins de Grenway House (2) publicado em 4 de outubro de 2008.

Expresso do Oriente: Viagens em Curso

Edição da Nova Fronteira

Capa da edição da Nova Fronteira

O famoso Expresso do Oriente, mote do igualmente famoso livro de Dame Agatha “Assassinato no Expresso do Oriente”, foi citado esta semana [09.10.2008] na imprensa – com direito a citação à própria Agatha – em nota reproduzida no site Último Segundo:

O famoso Venice-Simplon Orient Express chegou hoje a Praga com 160 passageiros a bordo, e sem que o chefe do vagão, Raymond, anunciasse qualquer crime, como no romance de Agatha Christie “Assassinato no Expresso do Oriente”. Os elegantes vagões, criados em fábricas de Inglaterra, Bélgica, França e Itália, são uma viva lembrança do livro da escritora britânica, que popularizou, no século passado, esse trem. O trajeto do Expresso do Oriente começou quarta-feira à tarde em Veneza, fez uma escala em Viena, e, após chegar, hoje, à estação de Smichov, em Praga, os passageiros terão até sábado para desfrutar da capital boêmia. Eles retomarão, então, o caminho através de Frankfurt e, depois, Paris, para finalmente chegar a Londres no domingo às 15h (em Brasília). O custo da passagem desde Veneza, no litoral do Adriático, até Londres chega a 2.600 euros.

“Alguns fazem o trajeto de Veneza até Viena, mas a maioria das pessoas prefere o percurso completo. De fato, (o trem) foi desenhado para fazer todo o percurso”, disse.

Outros posts a respeito do livro aqui em A Casa Torta podem ser encontrados clicando aqui.

Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite

Minúsculos Assassinatos e um Copo de Leite

Minúsculos Assassinatos...

Infelizmente não consegui ir à noite de autógrafos que aconteceu em 09.10.2008 na Livraria Prefácio, na Cidade Maravilhosa, mas deixo aqui a dica do lançamento do livro Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite, da blogueira, tradutora e escritora Fal Azevedo, de São Paulo.

Fal merece um post aqui em A Casa Torta não somente pelo título que remete às tramas de mistério, mas por ser, há tantos anos, uma blogueira de mão cheia. Conheça seu blog no endereço

http://dropsdafal.blogbrasil.com/

O bolso sempre agradece

Best Bolso

Best Bolso

Nos vagões e estações do Metrô do Rio de Janeiro estão espalhados, desde setembro de 2008, cartazes com propagandas de livros a preços populares. Foram lançados diversos títulos pelas Edições Best Bolso (Record), entre eles nossos velhos conhecidos, como “O Misterioso Caso de Styles” e “O Caso do Hotel Bertram”. O preço atual é convidativo: R$ 14,90.

Veja mais detalhes sobre estes e outros livros no site da editora:

http://www.record.com.br/edicoesbestbolso/

Para mais posts relacionados a preços em conta,
clique aqui.