Adriano ou Antonino?

– Astartéia, Istar ou Astoret, como você quiser chamá-la. Eu prefiro nome fenício de Astartéia. Creio que se sabe da existência de um bosque de Astartéia no país. Fica no Norte, junto à Muralha Romana. (Os treze problemas, Nova Fronteira, pág. 23)

Alto-relevo de Vênus ao norte da Muralha de Adriano

Alto-relevo de Vênus ao norte da Muralha de Adriano

Existem duas muralhas romanas ao norte da Inglaterra: a mais famosa e em melhor condição é a Muralha de Adriano; a muralha de Antonino encontra-se no que hoje em dia é o meio da Escócia, mas quando foi construída limitava a fronteira com a Inglaterra. Não encontrei referências a um bosque dedicado a Ishtar em nenhum dos dois, entretanto, pode ser que se trate de um bosque dedicado à deusa romana Vênus ou à grega Afrodite, que são outras manifestações da fenícia Astartéia.

Se for este o caso, o alto-relevo de Vênus em High Rochester, ao norte da Muralha de Adriano, pode identificar o local perto de onde esse bosque se encontre.

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Por poucos euros, em Portugal

A Casa Torta, Edições ASA

Edições ASA, Portugal

A exemplo da Livros do Brasil (que é de Portugal) citada no post “Vampiro Gigante, coleção européia“, de 16.10.2008, outra editora européia está colocando livros de Agatha Christie a preços mais em conta.

A editora ASA, também de Portugal lançou “Obras Agatha Christie”, com boa parte da obra da autora, onde cada volume custa (atualmente) 10 euros.

Veja no site:

http://www.asa.pt

e confira os títulos disponíveis, em belas capas.

Astartéia

– Astartéia, Istar ou Astoret, como você quiser chamá-la. Eu prefiro nome fenício de Astartéia. Creio que se sabe da existência de um bosque de Astartéia no país. Fica no Norte, junto à Muralha Romana. (Os treze problemas, Nova Fronteira, pág. 23)

Estátua de Astartéia

Estátua de Astartéia

Esta divindade bíblica é uma herança mitologica da história dos povos da suméria (biblica sinear) e dos acádios (Genesis 10:10), onde Asterate era chamada de Ishtar ou Inanna. Mais tarde para os gregos esta divindade foi chamada de Afrodite e Hera, enquanto que para os egipcios era recordada como Isis ou, como outros defendem, Hator. Esta apareceu pela primeira vez nesta mitologia depois da 18º dinastia, no relato da batalha entre Horus e Seth em que a sua identidade poderia ser equiparada com Anat.

Segundo a mitologia suméria e acádia Ishtar (Asterate) era irmã de Shamash, ao qual a bíblia se refere como Camoesh, Camos ou Quemós. Em mais que um versiculo na biblia estes dois nomes aparecem juntos. (I Reis 11:36) (II Reis 23:13);

O Nome Asterate também aparece associado a Baal em (Juízes 2:13) (Juízes 2:13) (I Reis 18:19). Baal para os sumérios seria o deus Nana, ou Sin para os Acádios, que também era pai de Ishtar/Inanna. Em Biblos Astarte era conhecida como Baalate (forma feminina para Baal).

Fonte: Wikipedia

Citando Agatha – Semana de 20 a 26.10.2008

Este post pertence à série “infinita e semanal” (publicado sempre às terças) de posts que abrangem um resumo (de alguns) dos blogs que citaram Agatha Christie durante a semana anterior, a fim de registrar, periodicamente, parte desta enormidade de sites que falam, por um motivo ou por outro, sobre a Dama do Crime. Neste post, citações de blogs em português de 20 a 26.10.2008.

23.10.2008
Blog: Cassio Santos
Post: Assassinato no Expresso do Oriente

Esta semana li Assassinato no Expresso do Oriente de Agatha Christie enquanto viajava de trem e algumas vezes no metrô. Ótimo entretenimento. Um assassinato e um monte de pistas. Procurei encontrar o assassino e não me foi tão fácil. Descobri que Agatha havia quebrado uma das regras do romance policial e tudo ficou bem mais claro. Foi simples encontrar a solução do problema. Ainda assim descobri que havia me enganado quando cheguei na última página. Não sou bom em resolver estas coisas e isso me deixa mais fascinado ainda por ler os livros de Agatha.

Broadmoor

– Ele é um elemento perigoso. Freddy o Camaleão, eis como o apelidavam. Levava uma vida dupla. Metade do tempo agia como um cidadão educado, respeitável e próspero. A outra, ele a dedicava a assaltos e atos de violência. Tenho lá minhas dúvidas de que Broadmoor não seja o lugar mais indicado para ele. Uma espécie de mania o levava a cometer crimes de tempos em tempos. (O Mistério de Sittaford, Ed. Record, pág. 174)

Broadmoor Hospital, Berkshire

Broadmoor Hospital, Berkshire

O hospital psiquiátrico de alta segurança localizado na cidade de Crowthorne, condado de Berkshire, foi fundado em 1863 com o nome Broadmoor Asylum for the Criminally Insane (Broadmoor Asilo para os Criminalmente Insanos). Com o avanço das pesquisas médicas e psiquiátricas, passou a chamar apenas Broadmoor Hospital. Seu padrão de segurança é categoria B (não é de segurança máxima mas deve-se dificultar a fuga de prisioneiros) e seus 260 internos são todos homens, embora aceitasse mulheres até setembro de 2007.

Todos os domingos, às 10h da manhã, a sirene de alarme é disparada num exercício de teste. Escolas locais têm procedmentos-padrão a serem executados caso o alarme soe, avisando que um dos internos fugiu. Este alarme é o mesmo utilizado na Segunda Guerra Mundial para alertar contra os raids alemães. A última fuga aconteceu em 1991: o estuprador de crianças James Saunders foi recapturado dois dias depois. Um esfaqueamento em 1993 acionou a sirene de alerta mas não houve fuga.

V. notícia sobre a sirene de Broadmoor no site da BBC.

Um dos prisioneiros célebres de Broadmoor foi Graham Frederick Young, sentenciado a 15 anos no hospital após envenenar a madrasta, pai, irmã e um colega de escola. Ele adquiriu ainda mais experiência em química durante sua perrmanência, estudando e fazendo experimentos com funcionários e colegas – em sua ficha não havia informações sobre seu crime anterior. Ao ser liberado após ter cumprido apenas nove anos de sua pena e considerado “totalmente reabilitado”,  na década de 70 envenenou dezenas de pessoas. Foi preso novamente graças a um investigador que percebeu as semelhanças entre as vítimas de Young e os sintomas de envenenamento por tálio descritos no lvro O Cavalo Amarelo, de Agatha Christie.

V. ficha de Graham Frederick Young no site TruTV.

Botulismo

– (…) Estava convencido de que a morte de Mrs. Jones fora causada pelo botulismo. A ceia, naquela noite, consistira em lagosta enlatada, salada, bolo confeitado, pão e queijo. (Os treze problemas, Nova Fronteira, pág. 13)

Bactéria Clostridium botulinum

Bactéria Clostridium botulinum

“Não dê mel aos bebês” é uma das regras que fazem parte da lista de coisas que você deve saber (como “não misture amônia com cloro” e “não use areia de praia para fazer concreto”) e que precisam de mais divulgação porque são muito importantes.

A palavra botulismo descreve um tipo de intoxicação. Uma classe de bactérias chamada Clostridium botulinum que cria uma proteína chamada toxina botulínica, e essa proteína é a causa do botulismo. A toxina botulínica invade as células nervosas estimulantes no lugar em que elas se encontram com as fibras musculares e bloqueia essa ligação para que nenhum sinal consiga passar. O resultado é a paralisia, e em casos graves ela imobiliza o paciente completamente e pode levá-lo à morte.
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Dartmoor

– (…) No presente momento não se encontra na Cornualha, mas no Devonshire, em Dartmoor para ser exato. É um condenado e se acha na prisão de Princetown. (Os Treze Problemas, Nova Fronteira, pág. 46)

Prisão Dartmoor, Devonshire

Prisão Dartmoor, Devonshire

A prisão HM Dartmoor foi fundada em 1809 e abriga criminosos masculinos adultos classe C (não são confiáveis o bastante para ficar em presídios abertos mas provavelmente não tentarão fugir). A maior parte dos cerca de 650 condenados que estão presos lá hoje em dia é de criminosos do colarinho branco. A prisão pertence ao ducado da Cornualha, o que siginifica que atualmente é propriedade do Príncipe Charles. Ela está localizada nas charnecas da cidade de Princetown, condado do Devon.

V. site oficial em http://www.dartmoor-prison.co.uk/

Dentro das altas muralhas de granito existe um museu, que é aberto ao público algumas vezes por ano. Um evento beneficente chamado Dartmoor Jailbreak ocorre anualmente, quando cidadãos (não prisioneiros) são convidados a fugir da prisão e chegar o mais longe possível em quatro das, vestidos com a roupa de encarcerado e sem pagar por transporte. O próximo evento acontecerá em 18 de abril de 2009; o destino mais distante alcançado até hoje foi a Nova Zelândia.

V. site Dartmoor Jailbreak em http://dartmoorjailbreak.co.uk/