Agatha Christie: A life in pictures

Um trecho do filme Agatha Christie: A life in pictures (não lançado no Brasil) está disponível no Youtube. Trata-se de um docudrama realizado em 2004 pela BBC. As atrizes Olivia Williams (Dra. Moira em X-Men 3; Anna em O sexto sentido), Bonnie Wright (Ginny Weasley em Harry Potter) e Anna Massey (Srta. Prism em Armadilhas do coração) interpretam Agatha em três fases da vida da escritora.

Veja a ficha do filme no site iMDB.

Link http://www.youtube.com/watch?v=NMLyduErQWE

Viajando pelo Nilo como Poirot

O Templo de Karnak

O Templo de Karnak

Um artigo de Marcel Berlins para o Times, em seu relato de viagem pelo Nilo a bordo do navio SS Sudan, traz algumas informações interessantes a respeito da escritora Agatha Christie, seu romance policial Morte no Nilo e os dois filmes adaptados do livro, que no Brasil receberam o título Morte sobre o Nilo.

LET’S get one important fact out of the way. Of all my two dozen fellow voyagers on the SS Sudan, plying the Nile between Aswan and Luxor, not a single one was murdered.

This was in sharp contrast to the experience of five passengers who undertook a trip on the very same boat more than 70 years ago, and were all shot dead. That’s a death rate of one in four.

There was only one essential difference between the two voyages: the 1936 one was fictional. It is, though, well known to millions of readers of Agatha Christie’s Death on the Nile.

Many more who have not read the book have seen at least one of the two films of it, with Peter Ustinov and David Suchet playing the ill-moustached Belgian detective Hercule Poirot. The steamship played itself, rather more convincingly.

The idea for the novel came to Christie when, during an Egyptian winter holiday, she went on the same journey that she made Poirot take a year later. That voyage is no longer available; the building of the Aswan Dam in the 1960s made it impossible.
[…]
If the Agatha Christie connection had long been forgotten in the awe and excitement of meeting Ancient Egypt, it was briefly revived at Luxor’s Old Winter Palace hotel, where I stayed the evening after leaving the cruise. Built in 1886, the year after the SS Sudan, the opulent colonial-style hotel, with its lush gardens, has been host to countless crowned heads and leaders of nations as well as the Queen of Crime. (Times Online)

Agatha Christie datilografa suas próprias histórias

Agatha e sua Remington Five

Agatha e sua Remington Five

No site da BBC, em inglês, encontram-se cinco trechos de uma entrevista que a escritora concedeu em 1955. Em um dos trechos ela diz:

What is your method, they (my friends) want to know. The disappointing truth is I haven’t much method. I type my own drafts on an ancient faithful machine I’ve owned for years. (BBC)

Do livro de viagem Desenterrando o passado (como Agatha Christie Mallowan), em que ela descreve sua primeira temporada em Chagar Bazar, no Iraque, no acampamento arqueológico do marido Max Mallowan.

Peço um gaveteiro, e Max gentilmente me permite mandar fazer um guarda-roupa com ganchos para pendurar os vestidos. Depois os carpinteiros voltam a fazer mais mesas — mesas para espalharmos os nossos cacos, uma prancheta para Mac, uma mesa de jantar, uma mesa para minha máquina de escrever…

Post relacionado
Na ponta dos dedos publicado em 4 de maio de 2008.

A Ratoeira continua batendo recordes

Elenco de A Ratoeira na certificação do Guinness

Elenco de A Ratoeira na certificação do Guinness

No dia 25 de novembro último, a montagem de A Ratoeira em Londres completou 56 anos de apresentações e recebeu um certificado do Guinness World Records confirmando que esta é a peça há mais tempo no palco.

O produtor da peça,  Sir Stephen Waley-Cohen, disse que espera que a peça continue em cartaz para sempre. O neto de Agatha Christie, Matthew Pritchard, disse que levará seus próprios netos ao teatro no próximo mês e que isso significará que cinco gerações da família assistiram à peça.

Dos números curiosos deste recorde constam as 116 milhas de camisas passadas a ferro e 415 toneladas de sorvete vendidos no teatro.

Fonte
Official London Theatre Guide

Site oficial www.the-mousetrap.co.uk

No museu de Madame Tussaud

Agatha Christie de cera

Agatha Christie de cera

Certamente você já ouviu falar no Museu de Madame Tussaud, e que até já foi citado aqui em A Casa Torta em post sobre o livro “Treze à Mesa”. Se não sabe a respeito, o Wikipedia explica resumidamente:

Museu Madame Tussauds é um famoso museu de figuras de cera. Possui a maior coleção de figuras de celebridades. A sede principal do museu está em Londres, mas também existem 7 filiais em, em Paris, Nova York, Hong Kong, Las Vegas, Amsterdam, Hollywood e Berlim (aberto em 4 de Julho de 2008).

Nossa Dama do Mistério também está retratada no museu, como você pode ver na foto ao lado.

Site oficial do museu:

http://www.madametussauds.com/London/

[Clique aqui para ver a foto da entrada do museu]

Citando Agatha – Semana de 17 a 23.11.2008

Este post pertence à nossa série – publicada sempre às terças – de posts que abrangem um resumo (de alguns) dos blogs que citaram Agatha Christie durante a semana anterior, a fim de registrar, periodicamente, parte desta enormidade de sites que falam, por um motivo ou por outro, sobre a Dama do Crime.Neste post, citações de blogs em português de 17 a 23.11.2008.

21.11.2008
Blog: Biblioteca ETs
Post: Magritte – Cento e Dez Anos de Nascimento

O famoso chapéu “coco” é recorrente em sua obra, estilo marcante de uma época… e foi descrito em detalhes na indumentária de um famoso detetive, também belga – Hercule Poirot – por sua criadora, Agatha Christie.

Um brinde ao Expresso do Oriente

A rota do Orient Express

A rota do Orient Express

De Natália Zonta para o suplemento Viagem do jornal Estadão:

Istambul ainda era Constantinopla e Agatha Christie (1890-1976) nem havia nascido. Há 125 anos, em 4 de outubro de 1883, partiam da estação Gare de l’Est, em Paris, os vagões do Expresso do Oriente. Pela primeira vez, turistas corajosos – e muito ricos – cruzavam a Europa rumo à porta de entrada da Ásia. Era o começo da história do lendário trem que inspirou tantos escritores.

O detetive Hercule Poirot não teria como estar na viagem inaugural do Venice Simplon, outro nome pelo qual o trem era conhecido. Mas se fizesse parte da lista dos passageiros, o personagem mais excêntrico da rainha do crime fatalmente reclamaria do trajeto. A princípio, o percurso não era todo feito sobre trilhos. Como seria possível investigar um assassinato com tanto entra-e-sai dos vagões?

Na época, a composição partia de Paris e seguia para Estrasburgo, Munique, Viena, Budapeste e Bucareste. Em Girgiu, na Romênia, os passageiros pegavam um barco e navegavam pelo Danúbio até Ruse, na Bulgária, onde havia um novo trem para Varna. De lá, finalmente, um ferry seguia para Istambul.

Com o tempo, a jornada pela Europa tornou-se menos tumultuada. Mas o número de pomposos vagões permaneceu sempre o mesmo, 17, para 148 passageiros. Espaço de sobra para inspirar Agatha Christie a escrever o best-seller Assassinato no Expresso do Oriente (1934).

A autora conheceu o trem em sua fase áurea. Os vagões já chegavam à Estação Sirkeci, em Istambul, por um trajeto feito só sobre trilhos e eram sinônimo de luxo – até a realeza fazia questão de conhecê-los. Ninguém poderia imaginar que, em 1977, guerras e crises políticas obrigariam o Expresso do Oriente a parar.

Leia mais clicando aqui.

Matéria em inglês da revista Danubius.

Site oficial
http://www.orient-express.com/

SAIBA MAIS

Quanto custa: o pacote de seis noites custa a partir de US$ 9 mil. Inclui todas as refeições, hospedagem e passeios

Capacidade: 148 passageiros
Vagões: 17
Restaurantes: 3
Bar: 1
Peso: 94 toneladas
Comprimento: 401 metros

Agatha Christie Mile

Onde as histórias acontecem

Onde as histórias acontecem

Os locais abaixo fazem parte do tour Agatha Christie Mile.

1. Cavernas de Kent: a Caverna Hempsley do livro O homem do terno marrom é uma réplica destas cavernas.

2. Anstey Cove: pequena praia onde Agatha e seus amigos faziam piqueniques ao luar. Neste local ela teve um encontro romântico com Amyas Boston; mais tarde ela usou o nome Amyas no livro Os cinco porquinhos.

3. Praia Meadfoot: Agatha era uma nadadora entusiasta. Em sua época, homens e mulheres não se misturavam nas praias, ficando 50 jardas separados (aproximadamente 45 metros).

4. Torquay Town Hall: local em que funcionava o hospital da Cruz vermelha durante a Primeira Guerra Munial. Agatha era enfermeira voluntária.

5. Torre da Igreja de Todos os Santos: igreja fundada com doção do pai de Agatha.

6. Cockington Court: propriedade da família Mallock, amigos dos Miller, onde se organizavam encenações de teatro amador de que Agatha participava.

7. Mansão Oldway: propriedade da família Singer (das famosas máquinas de costura), que Agatha freqüentava durante os bailes oferecidos.

8. Ferrovia Paignton a Dartmouth: Agatha descia na Churston Station para chegar à sua casa, Greenway. Poirot usou esta ferrovia nos livros Os crimes ABC e A extravagância do morto.

Fonte: The English Riviera

Post relacionados
Torquay Museum publicado em 24 de janeiro de 2008.
The Mysterious Affair at… All Saints ? publicado em 18 de maio de 2008.
Tour na Riviera Inglesa publicado em 7 de junho de 2008.
Igreja de Todos os Santos publicado em 15 de setembro de 2008.
Seguindo seus passos publicado em 8 de novembro de 2008.

Brasileiro Mário Prata lança policial

Mário Prata estréia no gênero

Mário Prata estréia no gênero

De Álvaro Costa e Silva para o JB Online:

Quando trabalha, Mario Prata sempre procura uma maneira de se divertir. Para, depois, divertir o leitor. Foi assim que ele leu 207 romances de mistério (só de Georges Simenon, criador do comissário Maigret, foram 38) para melhor se municiar na hora de montar o quebra-cabeça de Sete de paus (Planeta, 264 páginas, R$ 39,90). A primeira incursão do autor no gênero que mais vende no mundo desvela a existência da venerável grã-ordem de São Fuldêncio, “irresponsável por vários assassinatos no Brasil e no exterior”, os quais são investigados pelo agente federal Ugo Fioravanti (e pelo assistente Darwin Matarazzo). Mas é sobretudo uma homenagem ao romance policial, como Prata explica na entrevista a seguir.
[…]
Depois de ter lido tanto, dê uma sugestão para o leitor que queira se iniciar no gênero.

Desde que resolvi escrever o Sete de paus, li 207. Só do Simenon foram 38. Comecei pelos clássicos e já citados Agatha, Doyle e Simenon e os americanos Chandler e Hammet. Mas, pouco a pouco, fui descobrindo novos e ótimos. Na Inglaterra, descobri a Ruth Rendell que, quando escreve com o inspetor Wexford, é maravilhosa. Mas tem um livro dela – talvez o melhor – em que o inspetor não protagoniza. Para se ter uma idéia de como ela domina a linguagem, a primeira frase do livro Um assassino entre nós é: “Eunice Parchman matou a família Coverdale porque não sabia ler nem escrever”. Ponto, parágrafo. Ou seja, diz quem matou e quem são os mortos. E o leitor não consegue parar de ler até a última linha. Do italiano Andréa Camilleri, sugiro para começar A ópera maldita, e depois uns dez do inspetor Montalbano. Os americanos aparecem na minha lista encabeçados pelo Lawrence Block. Cito dois: Cidade pequena e Um ladrão no armário.
[…]
Cabe humor?

Agatha Christie e Conan Doyle gostavam de uma certa ironia. Principalmente quando estavam em ação Poirot ou miss Marple. Mas os grandes autores americanos dos anos 20 a 50 deixaram o humor de lado. Foi a fase auge dos detetives durões e machões. Mesmo o inspetor Maigret tinha um humor um pouco para dentro. Dos novos autores – novos nem tanto pela idade, mas por estarem vivos – quem usa e abusa do humor é o Andréa Camilleri. (JB Online)

Site autorizado do autor www.marioprataonline.com.br

Guia Baedeker

– (…) Tinham esse aspecto de tranqüila segurança, que é um direito de nascimento das inglesas de boa família. Nada havia de notável em qualquer das duas. Eram iguais a milhares de suas irmãs. Sem dúvida iriam ver o que desejavam ver, ajudadas pelo Baedeker, e permanecer cegas diante de tudo mais. (Os Treze Problemas, Nova Fronteira, pág. 108 )

Baedeker's Great Britain, 1890

Baedeker Great Britain, 1890

O Baedeker é um guia de viagem editado desde 1827 na Alemanha. Seu nome vem do fundador da editora, Karl Baedeker, e tornou-se sinônimo de guia de viagem pelo mundo, tanto que guias de outras editoras são chamados de Baedeker do mesmo jeito que a Gilette virou sinônimo de lâmina de barbear. Em inglês, o verbo baedekering refere-se ao ato de viajar para um país com o objetivo de coletar dados para escrever um guia de viagem.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha desencadeou uma série de ataques aéreos contra cidades inglesas usando o guia Baedeker of Great Britain como, bem… guia. Esses ataques ficaram conhecidos como Baedeker blitz ou raids. Em 1943 os arquivos da editora foram destruídos, mas o bisneto de Karl retomou os negócios em 1948. Além do alemão e do inglês, os guias também têm  edições em francês e espanhol. São impressos em formato de bolso e com letras pequenas, próprios para carregar nas viagens turísticas.

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Agatha e a dança

Aula de dança em Torquay. Agatha Christie é a do meio.

Aula de dança em Torquay. Agatha Christie é a do meio.

Da autobiografia de Agatha:

(…) tive aulas de dança, uma vez por semana, num local chamado grandiosamente As Salas do Ateneu, situado no andar acima da loja de doces. Devo ter começado a freqüentar as aulas de dança bastante jovem — com cinco ou seis anos, julgo — , porque recordo que a nursie ainda estava conosco e acompanhava-me até lá uma vez por semana. As crianças principiavam pelo aprendizado da polca. Começavam por bater o pé três vezes: direito, esquerdo, direito — esquerdo, direito, esquerdo — tumba, tumba, tumba — tumba, tumba, tumba. Devia ser desagradável para aqueles que estavam tomando chá na confeitaria que ficava abaixo! Voltando para casa, ficava ligeiramente incomodada porque Madge me dizia que não era assim que se dançava a polca. “Você escorrega com um pé, traz o outro para junto do primeiro e recomeça novamente com o primeiro”, dizia ela. Eu ficava muito desorientada, mas, aparentemente, a idéia da srta. Hickey, a professora de dança, era que deveríamos aprender o ritmo antes dos passos.

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Citando Agatha – Semana de 10 a 16.11.2008

Este post pertence à nossa série – publicada sempre às terças – de posts que abrangem um resumo (de alguns) dos blogs que citaram Agatha Christie durante a semana anterior, a fim de registrar, periodicamente, parte desta enormidade de sites que falam, por um motivo ou por outro, sobre a Dama do Crime.Neste post, citações de blogs em português de 10 a 16.11.2008.

10.11.2008
Blog: Vale a Pena Ler
Post: Passageiro para Frankfurt – Agatha Christie

Agatha Christie, a Rainha do Crime, faz jus ao título. Passageiro para Frankfurt, mais um romance policial em sua vasta obra, é um livro envolvente cuja trama repleta de suspense nos prende a atenção. Li quando fazia o segundo grau ou científico e recordo-me que todos os dias no início da tarde, enquanto devorava um tablete de chocolate folheava as páginas, tentando desvendar os mistérios da estória.

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[Off-Topic] Dexter – A mão esquerda de Deus

Bati palmas e fiz uma reverência para ela. – Bravo, senhorita Marple. (eff Lindsay, Dexter, Ed. Planeta, 2008, pág. 57)

Capa da edição brasileira

Capa da edição brasileira

Você sabia que o autor da série de livros Dexter é casado com a sobrinha de Ernest Hemingway e que ela também é escritora, além de roteirista? Então Jeff Lindsay é primo de Margaux, Mariel e ‘Gloria‘ pelo casamento. Mundinho pequeno. [A propósito, este livro é dedicado à esposa.] Será que as relações disfuncionais da família da esposa inspiraram alguma personagem dos livos? No lo creo, pero que las hay… OK, fim do Momento Caras.

Eu já estava com o dedo pronto pra clicar no botão “Compre” do Darkly Dreaming Dexter quando li a notícia de que estava a ser traduzido para pt-br. Decidi aguardar, afinal Titia Batata apóia o fomento nacional [putz!]. Fui agraciada com o título Dexter – A mão esquerda de Deus.

¨¨ <- cara de nhé

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Galeria de Fãs: Teresa Font

Teresa Font

Teresa Font

Teresa Font (foto) é escritora portuguesa, licenciada em Gestão de Recursos Humanos pelo Instituto Superior de Leiria. O seu percurso profissional centra-se nas áreas da docência e da formação em disciplinas como liderança, inteligência emocional, técnicas de comunicação, psicossociologia e gestão estratégica. Foi Assim Que Aconteceu assinala a sua primeira incursão no universo ficcional.

A morte em circunstâncias misteriosas de uma figura do jet-set, em pleno Verão Quente de 75, é o episódio sinistro que espoleta a acção de “Foi assim que aconteceu”. A ideia surgiu na cabeça de Teresa Font com contornos de tal forma exactos que a elaboração do livro acabou por ser menos complexa do que supunha.
(…)
A opção pelo género policial foi uma escolha natural para esta docente e formadora, ligada à psicossociologia, técnicas de comunicação e inteligência. As referências policiais, literárias e cinematográficas, são vastas e incluem desde a obrigatória Agatha Christie a P.D. James, Simenon, Dennis Leahne ou Raymond Chandler. Todavia, a escritora estreante recusa-se a compartimentar o género, ciente de que “todos os livros que nos prendem tendem ao esclarecimento de um mistério”. (Jornal de Notícias)

Testando os conhecimentos

All The Tests

All The Tests

Você é craque mesmo em Agatha Christie ? Que tal fazer um teste ?

O site abaixo oferece um quizz (em inglês) sobre a Dama do Crime. Não dá para garantir que todos os conjuntos de perguntas e respostas estão corretos, mas fica então aqui o desafio a cada leitor de avaliar um por um…

www.allthetests.com/quiz26/quiz/1226089639/Agatha-Christie-Quiz

Digitalina

– Sei mais ou menos o que houve – disse Mrs. Bantry. – Envenenamento pela digitalina. Está certo?
O Dr. Lloyd assentiu de cabeça, comentando o seguinte:
– O princípio ativo da chamada erva-dedal, a digital, age sobre o coração. Na realidade, trata-se de uma droga muito valiosa em certas perturbações cardíacas. (Os Treze Problemas, Nova Fronteira)

Dedaleira ou campainha (Digitalis purpurea L.)

Dedaleira ou campainha (Digitalis purpurea L.)

A digitalina é extraída da Digitalis purpurea L., uma planta herbácea em forma de touceira que apresenta flores roxas, amarelas ou brancas em forma de dedal ou campainha, daí seus nomes em português: erva-dedal, dedadelira ou campainha. Em inglês é conhecida pelo nome Foxglove (luva de raposa) devido à antiga crença de que as raposas vestiam as flores nas patas para abafar seus passos e invadir os galinheiros sem acordar as galinhas.

Pertence à família da escrofulária. Na medicina, a digitalina, em pequenas quantidades, pode ser usada para tratar certas deficiências cardíacas.

A dedaleira cresce de 60 cm a 1,20 m de altura. As folhas longas e ovais brotam ao longo dos caules. As de cores mais fortes podem apresentar maior ou menor quantidade de pintas e crescem de um só lado do pendão. As dedaleiras têm, em geral, dois anos de vida. As sementes novas devem ser plantadas anualmente para manter a planta em floração contínua.

O veneno é retirado de todas as partes da planta e bastam apenas três folhas para obter uma dose mortal.

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Pera Palace Hotel

Brasão do hotel

Brasão do hotel

Do blog Entresseio:

Muitos dos recém-chegados a Istambul no Expresso do Oriente aproveitavam as suítes do Pera Palace para se recuperar da longa viagem e buscar fôlego para desbravar a então desconhecida Ásia.

Agatha Christie preferiu escrever algumas linhas e dar início ao romance Assassinato no Expresso do Oriente (1934). O suntuoso hotel escolhido pela autora foi feito para entrar na história. Inaugurado em 1891, tinha declarada intenção de receber os passageiros mais ilustres do luxuoso trem.

Agradar aos endinheirados nunca foi um problema no Pera Palace.

Na época, não havia recém-chegado da Europa que não quisesse se hospedar em um dos 145 quartos do local – o 411, aliás, ficou marcado por ter recebido a rainha do crime. O estilo arquitetônico impressionava. O blend de traços orientais com o neoclássico e o art déco podia ser notado no hall de entrada e nos detalhes da fachada do palacete. Uma mistura improvável e fascinante para aquela época.

Quarto 411, onde Agatha Christie teria escrito 'Assassinato no Expresso do Oriente'

Leia mais clicando aqui.

Demora a carregar, mas vale a pena conhecer o site de um hotel que já teve Agatha Christie e diversas outras personalidades em suas dependências:

http://perapalas.com/

O hotel reabre em 2009 depois de obras de recuperação. A foto ao lado (de Steve Hopson, novembro de 2004) é do Wikipedia, e foi encontrada neste link:

http://en.wikipedia.org/wiki/Hotel_Pera_Palace

Os Treze Problemas

Capa da Nova Fronteira

Capa da Nova Fronteira

Sinopse da quarta capa: Com seu profundo conhecimento da natureza humana e uma excepcional capacidade dedutiva, Miss Marple consegue desvendar “doze mistérios insolúveis”, ocorridos em lugares distantes e narrados por seus amigos e vizinhos da pequena localidade de Saint Mary Mead, que criam em torno da adorável anciã o chamado Clube das Terças-Feiras. Mas. um inesperado assassinato ocorrido na própria Saint Mary Mead, torna-se, o décimo-terceiro mistério a desafiar a inteligência de Miss Marple.

The Thirteen Problems (1932)
(Os Treze Enigmas, em Portugal)

Referências
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Citando Agatha – Semana de 03 a 09.11.2008

Este post pertence à nossa série – publicada sempre às terças – de posts que abrangem um resumo (de alguns) dos blogs que citaram Agatha Christie durante a semana anterior, a fim de registrar, periodicamente, parte desta enormidade de sites que falam, por um motivo ou por outro, sobre a Dama do Crime.Neste post, citações de blogs em português de 03 a 09.11.2008.

09.11.2008
Blog: Pensamentos “y otras cositas”
Post: O questionário de Proust

Quem são meus heróis na ficção?
Hercule Poirot (detetive de vários livros de Agatha Christie): pela sagacidade. E Eugênio Fontes (do livro Olhai os lírios no campo): por ser tão humano.

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Colecção Agatha Christie

RBA Coleccionables

RBA Coleccionables

Mais um lançamento recente… na Europa. O preço atual (novembro de 2008) é bastante acessível: 3 livros por R$ 6,50 para venda via internet.

Veja no site:

www.rbacoleccionaveis.com/presentacion.jsp?id=337

Outros lançamentos da mesma editora em:

www.rbacoleccionaveis.com/

AC nos trens do ABC

Do Diário do Grande ABC:

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) começou ontem a distribuição de 15 mil livros pelas estações que fazem parte do sistema. Santo André recebeu a ação ontem e quinta-feira será a vez de Mauá.

O programa Livro Livre tem como objetivo mostrar que os livros não possuem donos e são patrimônios culturais da humanidade. Sendo assim, devem ser continuamente transferidos para as mãos de novos leitores.

Entre as obras distribuídas à população estão alguns clássicos da literatura brasileira como: O Ateneu, de Raul Pompéia; O Cortiço, de Aluísio Azevedo; Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto; entre outros. Mas a lista de livros doados (novos e usados) também conta com autores consagrados internacionalmente, como Agatha Christie, por exemplo. (DGABC)

Será que é Os Crimes ABC?

Seguindo seus passos

Grand Hotel, Torquay, 1912

Grand Hotel, Torquay, 1912

É certo que não é qualquer que pode igualar-se à Agatha Christie na criação de tramas misteriosas, mas sempre resta o consolo de que podemos, pelo menos, visitar os lugares por onde passou ou ambientou suas histórias.

Duas notícias ajudam a enriquecer essa lista de lugares, ambos na Inglaterra: o condado de York – que, na época em que as irmãs Brontë lá escreviam, era um só, mas hoje em dia se divide em do Norte, do Oeste e do Sul – e o condado de Devon, ainda mais em evidência atualmente com o lançamento do filme A Duquesa, com Keyra Knightley.

Es ésta una ciudad balneario, que durante siglos cobró fama por sus aguas sulfurosas. Los edificios hablan de la popularidad de la que gozó a principios del siglo XX. La nobleza europea llegaba en el tren desde Londres para bañarse y beber el agua con sabor a huevo podrido.

Aún hoy puede beberse. Un par de grifos públicos desprenden el olor del diablo, a azufre, del manantial. Pero la Primera Guerra Mundial inició el declive de esta ciudad amable, en la que los coches de lujo y los escaparates de primeras firmas indican que quien tuvo retuvo. Quizás por eso Agatha Christie, cuando perdió el juicio y los nervios por el adulterio de su primer marido, buscó refugio aquí. Y apareció después bajo nombre falso en uno de los hoteles de Harrogate, relajada, desmemoriada y tranquila. (El Mundo)

At the turn of the century, anyone of consequence holidayed on the English Riviera, a sunny stretch of South West English coastline. Looking not dissimilar to Monte Carlo – a resort it doubled for in at least one episode of Roger Moore’s TV series The Saint – the area boasts three towns, Brixham, Torquay and Paignton, although today they have effectively merged into one stretch collectively referred to as Torbay. Crime writer Agatha Christie was born in Torquay itself and her presence looms large. No fewer than 15 of Agatha’s novels are set in Devon thus heightening the intrinsic interest of the region’s attractions. If Cornwall is Daphne du Maurier country, then Devon is Christie country! (Moneyweb)

[Off-Topic] CSI: Morte no gelo

Com método e lógica, pode-se realizar qualquer coisa.
Hercule Poirot

Capa do livro

Capa do livro

Veja o filme, leia o livro, ouça o disco [complete o álbum de figurinhas, e assim em diante] – embora no caso do ‘veja o filme’ aqui o correto seja ‘acompanhe a série’. Comecei a acompanhar CSI pela Record, logo que estreou, e viciei na hora: tem ciência, tem investigação, tem um personagem cheio de manias, tem um geek… e *não* tem tiroteio nem perseguição nem DR, oba! Oito anos depois e continuo acompanhando [quase] todas as reprises, mas apenas no início do mês comprei um livro da série, justamente o último publicado no Brasil [*até onde eu saiba* foram apenas três: Jogo Duplo/Double Dealer, lançado originalmente em 2001, A Cidade do Pecado/Sin City, de 2002, e Morte no Gelo/Cold Burn de 2003, todos de Max Allan Collins – só da série-mãe ainda tem mais oito títulos a serem traduzidos aqui].

Dados! Dados! Dados!
Não posso fazer tijolos sem massa.
Sherlock Holmes

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Poirot com colarinho

Hercule Stout

Hercule Stout

O blog “Ruivas, Louras e Morenas” (sobre cervejas e afins, bem entendido) descreve com precisão:

“(…) uma “russian imperial stout” de grande pujança: larguíssima gola cremosa cor de café com leite, corpo muito escuro, a soltar desde logo notas de café pelo ambiente.

Densa, de sabor extremamente marcado, esta cerveja da Brasserie Ellezelloise pode-se considerar um exemplo para todas as cervejas deste tipo. Equilíbrio perfeito: café e chocolate em proporções adequadas, levemente frutada, maltes na medida certa, e um grau etílico nada excessivo para uma imperial stout: 9%Abv.

De beber e querer mais.”

Olha o colarinho !

Olha o colarinho !

O que tem a ver com Agatha ? Fácil: o nome da cerveja é “Hercule Stout”, que remete imediatamente ao nosso famoso detetive belga.

O post completo do “Ruivas, Louras e Morenas” com a descrição acima (e de onde saiu a foto ao lado) pode ser encontrado clicando aqui.

Há varios sites internacionais a respeito. Leia mais sobre a Hercule Stout clicando, por exemplo, neste site (em inglês):

http://www.sheltonbrothers.com/beers/beerProfile.asp?BeerID=72