Pilocarpina

Miss Marple olhou em derredor, adiando seu momento de triunfo:
– Pilocarpina. (…) Eu virei rapidamente as páginas do livro até encontrar a indicada no índice. Contém spoiler –>  Li a respeito da pilocarpina e de seus efeitos sobre a visão e outras coisas, que pareciam não ter qualquer relação com o caso. Finalmente cheguei à frase mais significativa: tem sido experimentada com êxito como antídoto para o envenenamento pela atropina. <– Fim do spoiler (Os treze problemas, Nova Fronteira, pág. 84)

Estrutura quimica da pilocarpina

Estrutura química da pilocarpina

Pilocarpina é um alcalóide extraído das folhas da planta jaborandi (Pilocarpus pennatifolius), uma espécie vegetal disponível somente no Brasil. O jaborandi é conhecido há vários séculos pelos índios tupi-guarani que a chamavam de yaborã-di (planta que faz babar) e indicada sempre que se queira aumentar a produção de suor (gripe, edemas ou hidropisia). Esta planta é um arbusto do gênero Pilocarpus, de ocorrência natural em algumas regiões do norte/nordeste do Brasil, especificamente entre o Maranhão e o Piauí, que tem folhas claras podendo chegar até dois metros de altura. Suas folhas estão repletas de pequenas bolsas secretoras que quando esfregadas soltam um cheiro semelhante ao da laranja.

Efeitos colaterais
Redução da acuidade visual sob iluminação deficiente; espasmo ciliar; irritação ocular; congestão vascular conjuntival; cefaléia temporal ou supra-orbitária e indução de miopia, principalmente em pacientes jovens, que iniciaram recentemente a administração.

Continuar lendo