Brasileiro Mário Prata lança policial

Mário Prata estréia no gênero

Mário Prata estréia no gênero

De Álvaro Costa e Silva para o JB Online:

Quando trabalha, Mario Prata sempre procura uma maneira de se divertir. Para, depois, divertir o leitor. Foi assim que ele leu 207 romances de mistério (só de Georges Simenon, criador do comissário Maigret, foram 38) para melhor se municiar na hora de montar o quebra-cabeça de Sete de paus (Planeta, 264 páginas, R$ 39,90). A primeira incursão do autor no gênero que mais vende no mundo desvela a existência da venerável grã-ordem de São Fuldêncio, “irresponsável por vários assassinatos no Brasil e no exterior”, os quais são investigados pelo agente federal Ugo Fioravanti (e pelo assistente Darwin Matarazzo). Mas é sobretudo uma homenagem ao romance policial, como Prata explica na entrevista a seguir.
[…]
Depois de ter lido tanto, dê uma sugestão para o leitor que queira se iniciar no gênero.

Desde que resolvi escrever o Sete de paus, li 207. Só do Simenon foram 38. Comecei pelos clássicos e já citados Agatha, Doyle e Simenon e os americanos Chandler e Hammet. Mas, pouco a pouco, fui descobrindo novos e ótimos. Na Inglaterra, descobri a Ruth Rendell que, quando escreve com o inspetor Wexford, é maravilhosa. Mas tem um livro dela – talvez o melhor – em que o inspetor não protagoniza. Para se ter uma idéia de como ela domina a linguagem, a primeira frase do livro Um assassino entre nós é: “Eunice Parchman matou a família Coverdale porque não sabia ler nem escrever”. Ponto, parágrafo. Ou seja, diz quem matou e quem são os mortos. E o leitor não consegue parar de ler até a última linha. Do italiano Andréa Camilleri, sugiro para começar A ópera maldita, e depois uns dez do inspetor Montalbano. Os americanos aparecem na minha lista encabeçados pelo Lawrence Block. Cito dois: Cidade pequena e Um ladrão no armário.
[…]
Cabe humor?

Agatha Christie e Conan Doyle gostavam de uma certa ironia. Principalmente quando estavam em ação Poirot ou miss Marple. Mas os grandes autores americanos dos anos 20 a 50 deixaram o humor de lado. Foi a fase auge dos detetives durões e machões. Mesmo o inspetor Maigret tinha um humor um pouco para dentro. Dos novos autores – novos nem tanto pela idade, mas por estarem vivos – quem usa e abusa do humor é o Andréa Camilleri. (JB Online)

Site autorizado do autor www.marioprataonline.com.br

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3 pensamentos sobre “Brasileiro Mário Prata lança policial

  1. Ahh, pra não confundir..

    Quando disse que achei o livro interessante, quis dizer que achei a sinopse interessante…

    Não tive a oportunidade de ler o livro ainda, mas to pensando seriamente em comprá-lo.

    😉

    Abraços

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