Dois maiores momentos [1/2]

Flatnose Cowley Morris, fabricado entre 1927 e 1931

Flatnose Cowley Morris, fabricado entre 1927 e 1931

“Comprar um automóvel?” Olhei para ele com espanto. A última coisa com que sonharia era um carro. Ninguém do nosso círculo de amigos possuía um automóvel. Ainda estava imbuída da noção de que um carro era coisa para gente rica. Passavam por nós, velozmente, a trinta, cinqüenta, oitenta quilômetros por hora, transportando pessoas cujos chapéus estavam atados com véus de musseline, correndo para lugares impossíveis. “Um automóvel?”, repeti, com uma voz que lembrava a de uma assombração.
“Por que não?”
Realmente, por que não? Era possível! Eu, Agatha, podia ter um carro, um automóvel meu. Confesso, aqui e agora, que, das duas coisas que mais me empolgaram em toda a minha vida, a primeira foi meu automóvel: meu Morris Cowley cinzento. (Agatha Christie, Autobiografia, Círculo do Livro)

Agatha comprou o carro usando o pagamento que recebeu do Evening News (£500) pelos direitos de publicação de O Homem do Terno Marrom em formato de folhetim, com o título de Anne, a Aventureira.

Fonte da foto: International Aliance of Morris Owners

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