Graças

Jazigo de Sheikh Adi

Jazigo de Sheikh Adi

Tantas outras coisas para recordar! Caminhar por um tapete de flores até o santuário dos yezidas, em Sheikh Adi… A beleza das grandes mesquitas de azulejos de Isfahan — uma cidade que parece saída de um conto de fadas… Um poente vermelho visto de nossa casa de Nimrod. .. Sair do trem nas Portas Amânicas ao crepús­culo… As árvores de New Forest no outono… Nadar em Torbay com Rosalind… Mathew jogando no torneio entre Eton e Har­row… Max ao voltar da guerra, comendo comigo peixe defumado… Tantas coisas, tão tolas, tão engraçadas — e algumas tam­bém tão belas! Dois cumes de ambição atingidos: jantar com a rainha da Inglaterra (como a nursie teria ficado contente! “Gatinho, gatinho, onde estava você?”) e a orgulhosa posse de um automóvel Morris — um automóvel meu! A mais pungente de minhas expe­riências: Goldie, o canário, pulando da cortina, depois de um dia de desesperada infelicidade.
Uma criança diz: “Graças, meu Deus, por meu bom jantar”.
Que poderia dizer eu, ao fim de setenta e cinco anos de vida? “Graças, meu Deus, por minha vida tão feliz e por todo o amor que me foi dado.”
(Agatha Christie, Autobiografia, Círculo do Livro, última página)

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