Assassinato no Expresso do Oriente

Capa da edição de banca da Ed Record

Capa da edição de banca da Ed Record

Sinopse da quarta capa: No luxuoso trem Taurus Express, carro Istambul – Calais, Samuel Edward Ratchett, aliás Cassetti, é encontrado em sua cabine morto com 12 punhaladas. Segundo as evidências, a morte teria acontecido entre meia-noite e duas horas da manhã. À meia-noite e meia, o trem entrou numa nevasca. Depois dessa hora, era impossível que qualquer um deixasse o trem. Portanto, o assassino tinha que ser descoberto ali mesmo…
Todos esses enigmas iludiriam os melhores detetives das mais famosas organizações policiais, menos um: Hercule Poirot. O célebre detetive belga, pequeno e sempre impecavelmente trajado, o homem da ordem e do método, capaz de encontrar a solução para todos os mistérios com o uso das suas “pequenas células cinzentas”, é o principal protagonista de mais este romance da galeria de dezenas de Agatha Christie, com milhões de exemplares vendidos no mundo inteiro.
O maior detetive da ficção policial de todos os tempos, criação genial de Agatha Christie, indiscutivelmente a maior escritora do seu gênero que a literatura mundial já produziu, soluciona mais um envolvente mistério, com um desfecho surpreendente.

Murder on the Orient Express (1934)
(Um crime no Expresso do Oriente, em Portugal)

Citações e referências
Referências à vida pessoal, humor e métodos de Hercule Poirot:

Isto deve ser Aleppo. Nada para ver, é claro. Só uma longa e mal iluminada plataforma onde, de algum lugar, vinha o barulho de uma furiosa altercação em árabe. Dois homens falando francês, logo abaixo da janela. Um, oficial francês; outro, um homem pequenino com bigodes enormes. Ela sorriu, sem entusiasmo. Jamais vira uma pessoa tão agasalhada. (pág. 11)

– E supondo que eu não resolva o caso?
Aha, mon cher – a voz de Monsieur Bouc demonstrava carinho, – conheço a sua reputação. Sei alguma coisa sobre os seus métodos. Este é o caso ideal para você. Olhar os antecedentes de todas essas pessoas, descobrir quem são, tudo isso leva tempo, aborrecimentos sem fim. Mas não ouvi dizer que você, para resolver um caso, só precisa sentar e pensar? (pág. 39)

– Represento a Companie Internationale dês Wagons Lits – Poirot fez uma pausa e continuou: – Sou um detetive. Meu nome é Hercule Poirot. (…) O senhor talvez conheça o nome.
– Parece-me um pouco familiar. Só que pensava ser de um costureiro.
– Incrível! – exclamou Poirot com desgosto. (pág. 42)

Os olhos de Poirot vasculhavam a cabina, brilhando aguçadamente como os olhos de um gato na noite. (pág. 50)

– Isso é uma loucura!
– E não é? É todo tão louco, que às vezes tenho a impressão de que tudo é muito simples… Mas é apenas uma das minhas pequenas idéias… (pág. 122)

– Curioso, este homenzinho… Um gênio ou um excêntrico? Conseguirá elucidar o mistério? Impossível. (pág. 153)

– (…) Escolho, de cada vez um passageiro, considero seu depoimento e pergunto a mim mesmo se está mentindo, onde e por quê? E eu mesmo respondo. E até agora temos tido o maior sucesso. Continuemos com este método para outras pessoas. (pág. 165)

– O senhor já sabe de tudo, Monsieur Poirot. É um homem maravilhoso. (pág. 188)

Referências a outros autores:

– Um nome de bom presságio – disse Poirot. – Li Dickens: Monsieur Harris não chegará. (pág. 20)

– Ah! – suspirou. – Se ao menos eu tivesse a pena de Balzac! Como eu descreveria esta cena!… (pág. 23)

Eh bien – observou, pensativo, – temos aqui a hipótese do Primeiro e do Segundo Assassino, como o colocaria o grande Shakespeare. (pág. 49)

– Atualmente, senhor, estou lendo Love’s Captive, de Arabella Richardson. (pág. 71)

– Conhecia-o pouco. Mas sua esposa, Sônia Armstrong, era minha afilhada. Eu era muito amiga da mãe dela, a atriz Linda Arden, uma das melhores da América. Ninguém a superava como Lady Macbeth ou Magda. (pág. 86)

– Como já disse nosso amigo Euclides – murmurou Poirot. (pág. 150)

Ainda há pouco, mencionei o nome da mãe de Mrs.Amstrong, Linda Arden, uma atriz famosa, entre outras coisas, por suas performances em Shakespeare. Pense em As You Like It: a floresta de Arden e Rosalind. (pág. 157)

Referências curiosas:

Houve um súbito sacolejo, e os dois homens ficaram à janela, observando a longa plataforma iluminada, enquanto o trem partia. O Orient Express começava a sua viagem de três dias através da Europa. (pág. 22)

– Mas o senhor não volta para casa no P & O Boat? (pág. 93)

– Sobre Miss Debenham – disse contrafeito, – os senhores podem estar certos de ela é direita. É uma pukka sahib.
Retirou-se.
– O que – perguntou o Dr. Constantine – significa pukka sahib? (pág. 97)

– Noto – comentou Bouc com um sorriso – que não é partidário da Lei Seca, Mr. Hardman… (pág. 131)

Dedicatória: To M.E.L.M. Arpachiyah, 1933

As iniciais pertencem a Max Edgar Lucien Mallowan; Arpachiyah, 1933 referem-se ao nome e à data da primeira escavação dirigida pelo marido.

Lista de personagens: Hercule Poirot
Também: Samuel Edward Ratchett, Hector Willard MacQueen, Edward Henry Masterman, Pierre Michel, Mary Hermione Debenham, Coronel Arbuthnot, Princesa Natalia Dragomiroff, Hildegarde Schmidt, Conde Rudolph Andrenyi, Condessa Elena Andrenyi, Greta Ohlsson, Mrs. Caroline Martha Hubbard, Antonio Foscarelli, Cyrus Bethman Hardman, Monsieur Bouc, Dr. Stavros Constantine

Observação: As citações e respectivas páginas foram extraídas da edição brasileira de Assassinato no Expresso do Oriente
Ed. Record
Tradução: Archibaldo Figueira
Ano: 1986
Páginas: 189

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6 pensamentos sobre “Assassinato no Expresso do Oriente

  1. Esse livro me traz ótimas lembranças! Foi um dos primeiros que li da Agatha e, até hoje, um dos que mais gostei. A edição que li, inclusive, é exatamente essa aí da fotinho. Anos depois, comprei também o DVD dessa história, pois, com uma trama bem-feita dessas, é claro que valeria a pena!

  2. Assassinato do Expresso do Oriente foi o primeiro livro da Agatha Christie que eu li. Imagina, uma pessoa que nunca tinha tido contato com esse tipo de literatura, se deparar com uma história dessas. Foi de cair o queixo. Me apaixonei e nos últimos cinco anos, eu leio seus livros quase toda semana.

  3. estou vendo este filme agora, gente ele é bárbaro, como o caso dos dez negrinhos e outros, não me canso de ler os livros de agatha christie e os seus filmes.

  4. Pingback: Assassinato no Expresso do Oriente, uma análise « A Casa Torta

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