Da concentração de Agatha

No site da Gazeta de Ribeirão Preto podemos encontrar um texto de 08.03.2009 de autoria de Rosemary Conceição dos Santos, doutora em Letras pela USP, que tem Agatha como tema:

Em abril de 1950, aos 60 anos, Agatha Christie iniciou a escrita de sua autobiografia, nesta registrando desde os hábitos incompreensíveis de suas empregadas às interrupções cotidianas que lhe impediam concentrar-se na escrita de seus livros. “Nossa Casa da Expedição é construída com tijolos de lama… Na parede está suspenso um quadro pintado por um jovem artista do Iraque… Há também uma janela que dá para leste, para as montanhas do Curdistão, cujos píncaros se cobrem de neve… No telhado… trabalhadores árabes pulam, gritando alegremente uns para os outros… Há cachorros latindo… e a meu lado tenho uma caixa de lata pintada em cores alegres, que os árabes costumam levar consigo quando viajam. É dentro dela que me proponho guardar minhas páginas datilografadas à medida que meu trabalho progredir”. Reflexão: Desvendar a terceira margem da alma, tanto dos homens, quanto das circunstâncias e coisas, é peculiar a todo bom escritor. Entretanto, narrar, com honestidade e lucidez, os pormenores do próprio caminho, sejam estes devaneios ou amarguras, é habilidade necessária a todos que buscam compreender o sentido da própria vida. O livro? Autobiografia, de Agatha Christie.

O texto, com o título “Vista da Janela – Reflexão e arte”, foi encontrado neste link.

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