Motivações para o crime… em 1937

A Morte no Nilo, capa do Círculo do Livro

A Morte no Nilo, capa do Círculo do Livro

— Não creio que o sr. Pennington seja capaz de matar alguém. Ele me parece tão seco, tão gelado, como se não tivesse sangue nas veias…

— Creio que ele possui um forte instinto de preservação.

— Pode ser. E que diz da sra. Ottebourne, com seus ridículos turbantes ?

— Por vaidade…

— Vaidade ? Como motivo para um assassinato ? — perguntou a sra. Allerton, duvidando.

— Os motivos dos crimes são, às vezes, muito triviais, madame.

— Quais os mais comuns ?

— O dinheiro é o mais frequente. Isto é, o obtido das mais diferentes formas. E há a vingança… o amor, o medo, o ódio, a filantropia…

— M. Poirot !

— Não se espante, madame. Já vimos casos em que A matou B para que C pudesse lucrar. Se uma pessoa é considerada nociva para a civilização, sempre aparece alguém bem-intencionado para matá-la, esquecendo-se de que a morte e a vida são privilégios do bom Deus — concluiu Poirot, com gravidade.

(Trecho de “A Morte no Nilo” (1937), página 64, edição Círculo do Livro, tradução de Barbara Heliodora)

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