Indicando livro(s) de Agatha (ou não)

O Natal de Poirot

O Natal de Poirot

Depois de mais de 50 livros lidos e [por enquanto apenas] 16 nesta nossa tarefa blogueira de tentar ler tudo de novo na ordem em que foram originalmente lançados [ou quase], me deparei com um que nunca tinha lido e passei a considerar um dos melhores livros de Dame Agatha: “O Natal de Poirot”. Desafio os leitores de nosso blog “A Casa Torta” a descobrirem o assassino: um dos mais difíceis.

Outra boa indicação (o primeiro que li na vida): “Um Gato Entre os Pombos”, outro de resolução quase impossível e uma das melhores histórias de Agatha. Isso sem falar em clássicos como “O Assassinato de Roger Ackroyd” (mas este é tão clássico que muita gente acaba revelando o final inadvertidamente — cuidado, portanto, com os spoilers da rede e os linguarudos da vida real), “O Inimigo Secreto” (um de meus preferidos, o primeiro caso de Tommy e Tuppence Beresford), além dos mais populares “O Caso dos Dez Negrinhos”, “Assassinato no Expresso do Oriente” e “Morte No Nilo”, entre tantos outros.

A propósito… Quantos livros (Agatha ou não) você já leu este mês [livros de verdade, em papel, comprados seja novos ou em sebos] ? Deixe suas respostas nos comentários e também suas boas indicações para nossos leitores.

13 pensamentos sobre “Indicando livro(s) de Agatha (ou não)

  1. Tem um livro da Agatha Christie que nunca me saiu da cabeça que se chama: Um destino ignorado. A história é eletrizante e até hoje não sei como não virou filme. Já li duas vezes, e quero reler, mas não encontro mais aqui em casa.

    Eu cheguei a ter toda a coleção da Agatha, 86 livros e 2 biografias, mas ficou no velho casarão da mamãe. Deixei lá antes de ir morar só, e nunca mais peguei. Acho que não existe mais.

    Tenho vontade de comprar novamente a obra completa, livro por livro e ir lendo um por um… Saudade da adolescência.

    Há umas edições de bolso que não me atraem, prefiro no formato original e de preferência sem capa dura. Minha lembrança saudosa da dama do crime é de livro de brochura, capa mole…

    Tem uns lançados pela record que são muito ruins de ler, o tipo de letra é ruim e muito junto uma da outra, muito ruim mesmo.

    Eu procuro um que seja num formato agradável para começar a recomprar todos, conhece alguma coleção bacana?

    abraçoss

    Veleiro

    • Veleiro,

      infelizmente é dificil comprar todos, por incrível que pareça. Nos sebos e nas feirinhas que indicamos aqui no site, às vezes aparecem alguns que não encontramos (mais) nas lojas.

      Cheguei a ter uns 50 em casa. Mas um dia, achando que ia resolver meus problemas de grana, vendi tudo por uma pechincha. Não somente não resolveu, como me deixou sem nada de Agatha em casa com uma sensação de perda (e burrice)…😦

      Acho que li “Um Destino Ignorado”, mas minha memória tacanha não está associando o nome à história (não contem, não contem, vou “chegar lá” de novo para reler).

      Quanto à leitura literamente falando, de fato há diagramações terriveis de ler. Adoro (e tenho muita saudade, estou tentando resgatá-las nos sebos) das edições do Círculo do Livro. O livro já vinha com a aura de mistério impressa nas páginas !🙂 Portanto, recomendo sempre que você tente achar as edições do Círculo em bom estado de conservação.

      [A propósito, será que ainda existe funcionando o Círculo do Livro ?]

      Voltando às dicas, há edições diversas, mas é melhor você mesmo folhear nas livrarias para ver qual a diagramação que melhor cai nas suas vistas.🙂

      Grande abraço,
      Tommy

    • já viu os da L&PM Pocket?
      Sao pequenos 11 por 18 mais precisamento 10,7 por 17,9 se naum me engano, porém o acabamento não é colados como aqueles fininhos e novos da Nova Fronteira, sendo costurados, não há possibilidade nenhuma de se descolarem. E outra as letras não são pequenas, prova disso é que quase todos tem mais de 200 páginas.

  2. Olá Tommy, olá pessoal,
    Eu vou lendo e relendo aqui em silêncio alguns da Agatha Christie e também intercalando com outros que sempre tive interesse. Achei muita coincidência esse texto seu. Continuo lendo na ordem (terminei segunda-feira última “Poirot perde uma cliente”) e agora estou para começar “O Natal de Poirot”.
    Esse título é inédito para mim.
    Vamos ver…
    Abraços a vocês Tommy e Lady Lucy!
    Sempre que posso dou uma passadinha por aqui.
    Agradeço a vocês pelo site!
    Parabéns!!
    Até mais e abraço a todos

  3. Sim, boa dica do círculo do livro… Vou procurar nos sebos, o chato é que nunca vamos conseguir nos sebos boa parte da obra no mesmo formato…

    Mas vou procurar, acho que não conheço essa edição do círculo do livro, fiquei curioso..

    Eu cheguei a comprar alguns livros do círculo do livro, mas faz muito tempo, eu sou tão antigo nessa história de ler livro que eu encontrei um dia desses uma carteirinha minha numa locadora de livros, aqui de Fortaleza chamada Tukano.

    Sabe locação de livro? Pois é, seria como se fosse hoje 2 reais por diária, ou um pouco mais se fosse livro lançamento. Eu li muita coisa na época que não podia comprar livro através dessa locadora que ficava numa rua muuuuuuuito longe da minha casa. Pegava dois ônibus para chegar lá.

    Claro que tinha ficha em todas as bibliotecas da cidade, que são poucas, mas que frequentei muito. Mas o bom mesmo era o aluguel de livros pois eu poderia ler livros recém lançados a preço bem em conta. E aproveitava para ler numa velocidade grande pra não ficar muito caro, então era uma média de 1 livro a cada dois dias, no máximo.

    Às vezes virava a noite para terminar de ler um livro de aluguel, para não ficar tão caro, como foi o caso de crime e castigo (dois volumes). Outras vezes lia tudo num mesmo dia e voltava no final da tarde para devolver no mesmo dia, pois eles davam um desconto se fosse devolvido no mesmo dia… Aí nesse dia, como ficava longe de casa, eu pegava o livro na Tukano e ia ler na biblioteca da faculdade ou mesmo num restaurante/pizzaria chamado Canecanto que ficava na Aldeota (bairro de Fortaleza) mais ou menos perto da Tukano. Tudo para devolver o livro no mesmo dia e com os minguados da mesada poder alugar outro livro e garantir o final de semana.

    Os livros da Agatha Christie eu comprava quinzenalmente numa edição da Record que saiu nas bancas na época (década de 80). Também era um tortura economizar os trocadinhos e comprar um por um da coleção. Mas o bom mesmo era vasculhar todas as bancas de revista do centro da cidade à procura dos livros que eu não tinha, pois quando descobri a coleção já estava no trigésimo livro… Era uma aventura, e nunca esqueci a alegria de encontrar numa lúgubre banca de revista do centrão de Fortaleza um livro da coleção que eu não tinha ainda. E quando encontrava e não tinha mais dinheiro para comprar?

    Aí só com muita conversa e pedido insistente para o dono da banca de revista guardar pra mim que voltaria na semana seguinte. E aí começava a juntar moedas, economizar o dinheiro do lanche, ir para alguns lugares a pé para guardar o dinheiro do transporte e juntar até o próximo sábado para comprar finalmente o livro da Agatha Christie reservado naquela longínqua banca de revista. E quando eu não sabia mais chegar lá? É que de tanto dar voltas pelo centro a gente termina perdendo a noção da localização exata… E eu era muito novo, menos de 15 anos certamente…

    Muitas aventuras, muitas lembranças… Um dia consigo comprar de novo a obra completa numa coleção bem bacana.

    abraçãoooooooo

    • Minha torcida (ou sonho de consumo) é que saia uma nova coleção, completa, de capa dura, com boa diagramação e preço barato, para que possamos ter todos os livros de Agatha em casa e passá-los para nossos filhos, netos…

      Sonho meu, sonho meu…

      Um abraço.

  4. Pingback: Agatha Christie em 1000 peças (ou em muitas palavras cruzadas) « A Casa Torta

  5. Olá. Achei este blog por acaso, enquanto procurava os dvds da serie Hercule Poirot para comprar porque eu sou apaixonada pelo David Suchet.
    Realmente, amo livros de mistério, e Agatha Christie é a grande dama do gênero. Mas, o livro dela de que mais gostei é uma espécie de autobiografia chamada “Desenterrando o passado”. É tão engraçado que fiquei pensando se tudo não passou de uma brincadeira dela porque, se for de verdade, ela teve uma vida muito agitada. Realmente, perdi a conta dos livros que li, mas guardo na memória que gostei muito de “O Mistério dos Sete Relógios” e “A Maldição do Espelho”. Eu acho que li “A Casa Torta”. É um que faz referência à Jezebel? E, pra finalizar, eu li A Mulher Diabólica mas nunca entendi. Alguém já leu?
    Abraços,
    Alessandra

    • Oi, Alessandra,eu já li sim, mas como “O Caso do Hotel Bertram”.Não é um dos meus preferidos, sou completamente apaixonada por Cartas na Mesa, Tragédia em 3 atos e os clásscios( O Caso dos 10 negrinhos, etc..)Bjs, e quero ler Desenterrando o passado.

  6. Olá pessoas maravilhosas, quem é fã desse gênio Poirot, não pode ser outra coisa, outro dia discutia isso com minha filha,como e aonde A.C. arurmava tanta inteligência, inspiração, e principalmente criatividade para bolar tantas histórias assim, afinal quantos crimes ela “cometeu” e fez um percurso mirabolante pra desvendar atraves dos seus personagens, realmente merece ser chamada de Genial.
    Poderia ter um post com os títulos dos livros e os personagens principais da história, ou classificar os detetives das histórias por títulos que apareceram, não somente do Poirot e da Miss Marple, eu havia feito isso mas ficou perdido no passado, eu queria ler primeiro as histórias do Poirot, rs.
    Ah, não havia fuga melhor que a leitura de um crime desvendado por Poirot, salvava as viagens ruins, as horas tristes, não dava pra sentir solidão, só até conseguir o proximo livro pra ler…rsssssss
    Tem uns títulos citados que deve ser problema de tradução, pois nunca ouvi falar, como pro ex, A mulher diabólica, comentado acima, se citar um pouco da narrativa, quem sabe dá pra lembrar…
    Beijokas e até já.
    Kátia.

  7. O livro de Agatha mais difícil que li até hoje foi Treze à Mesa. Que coisa mais impossível! Não há nada que se possa fazer em relação a ele, apenas ler, ler e ler… afinal, Poirot resolve tudo rsrsrs. É um estilo Morte no Nilo (outro dificílimo), quem já leu vai desconfiar do assassino de Treze à Mesa. ” Era impossível tal pessoa ter cometido o crime, porque tal pessoa não tinha condições de fazê-lo”. E no entanto, foi mesmo a tal pessoa! (guarde isso na memória, poderá ser útil em Morte no Nilo). Agatha,sempre uma gênia diabólica.

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