Uma viagem pela Inglaterra por meio de Agatha – 1/3

Nossa leitora Luiza Reis realizou uma viagem para Inglaterra em setembro de 2012 e compartilhou sua experiência com nosso blog: passeou pelas “terras de Agatha”, assistiu à peça “A Ratoeira”, hospedou-se no Hotel Imperial em Torquey, visitou Greenway e se hospedou no Burgh Island Hotel, com direito a travessia no Sea Tractor. O roteiro foi organizado por ela após pesquisas na internet, incluindo nosso A Casa Torta, e Luiza deixou sua mensagem de carinho ao blog e aos fãs de Agatha:

Sou leitora do blog desde 2008 ou 2009, inclusive participei da trivia que vocês realizaram na época… Sou uma grande admiradora de Agatha e tudo que se relaciona com ela me interessa. Imagino que não sou a única.

Começamos hoje, portanto, uma série de posts sobre a viagem de Luiza Reis. Legenda das fotos:

1. Burgh Island
2. Burgh Island Hotel
3. Burgh Island Hotel Marmaid Pool
4. Burgh Island Hotel Sea Tractor
5. Burgh Island Hotel
6. Burgh Island Sea Tractor

Update 03.12.2012 – Os outros posts da viagem:
Uma viagem pela Inglaterra por meio de Agatha – 2/3
Uma viagem pela Inglaterra por meio de Agatha – 3/3

Abaixo, um texto da leitora sobre a viagem:

No início, resisti à ideia de viajar para a Europa, mas logo me dei conta da oportunidade que estava por vir. Desde adolescente, sonho com os cenários encantadores do interior da Inglaterra, especialmente da região de Devon, onde nasceu Agatha Christie. Cidadezinhas pequenas e aconchegantes, cheias de um verde inebriante. Primeiro, providenciei a ida à Torquey, cidade natal da dama do crime. Três horas e meia de trem, umas 40 libras por pessoa. Dá. Hospedar-nos, meu namorado (que incentiva meus devaneios) e eu, no Hotel Imperial, que inspirou alguns dos romances da maior escritora policial de todos os tempos? Dá.

Pesquisa vai, pesquisa vem… “Faremos a milha da Agatha Christie, mas e esse tal de Literary Trail?” Bom, aí ficou um pouco demais, afinal sair visitando várias cidadezinhas do interior da Inglaterra, ao lado de um não tão fã assim, não é uma boa ideia. Pensa, Luiza. Pensa. Já sei. Quem iria recusar passar uma noite em um hotel deslumbrante, considerado, por mais de uma vez, o hotel mais romântico da Grã-Bretânia, com direito a jantar de gala e uma vista inesquecível?. Facilmente, consegui introduzir o Burgh Island Hotel no roteiro. Uma horinha de trem partindo de Torquey, por 6 libras, mais 40 minutos de táxi, da estação ferroviária de Plymouth à Bigbury-on-Sea, por 25 a 35 libras, e alguns minutinhos de travessia para Burgh Island a bordo do Sea Tractor, que, diga-se de passagem “não tem preço”, certamente vale a pena.

Foi no dia 27/10/2012 que começou nossa volta ao passado. Chá da tarde no hotel The Athenaeum às 15h00, considerado o melhor chá da tarde de Londres em 2012. “A Ratoeira” às 19h30, com sua apresentação número 24.939, nos quase 60 anos que está em cartaz. No dia 28, partimos para Torquey. Emoção de em percorrer a malha ferroviária que um dia Dame Agatha percorreu. Torquey é deliciosa. Um sonho. Infelizmente, não conseguimos visitar o Museu de Torquey, nem o jardim das plantas venenosas, mas passamos por todos os outros pontos da milha da Agatha Christie. O hotel Imperial, um deslumbre só. Luxuoso e misterioso. Do penhasco, uma vista inspiradora da riviera inglesa. Curtimos um dia lindo, friozinho, mas ensolarado. Já falei que adoramos?

No outro dia visitamos Greenway. Chegamos ao lugar mais adorável do mundo por meio de um ônibus verde da década de 40, dirigido por um guia que sabia tudo de AC, além de muito bem humorado. Que lugar formidável. Realmente dá para entender como uma mulher tão viajada considerou alguns monótonos hectares de grama como o lugar mais adorável do mundo. É lindo de morrer. E, claro, adorei as trilhas no meio da vegetação, que dão um ar misteriosamente delicioso à Greenway. Local que inspirou alguns romances de Christie, não tivemos como não tirar “duzentas” fotos na propriedade, inclusive na casa de barco, integrante do cenário de “Dead Man´s Folly”.

Dia 29: Burgh Island Hotel. Nossa, sem palavras. Arriscando-me a soar repetitiva: lindo, lindo, lindo! Realmente, só visitando. Demos sorte: dia ensolarado e noite chuvosa. Podemos tentar descrever a emoção de admirar a “marmaid pool”, piscina natural do hotel, onde Arlena Stuart se refrescou em Evil Under the Sun, e o jantar à luz de velas,ou a emoção em passar a noite no quarto que homenageia a escritora, ao som das ondas do mar, mas nada vai se comparar à experiência real.

Romântico e misterioso, fiquei com uma sensação (quase desejo) que ocorresse um crime, para que uma investigação à la Agatha Christie nos prendesse por mais alguns dias naquele lugar!

Luiza Reis

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2 pensamentos sobre “Uma viagem pela Inglaterra por meio de Agatha – 1/3

  1. Já havia visto várias pessoas repetindo os passos de Jane Austen, mas esta é a primeira vez que leio sobre alguém seguindo os passos da Agatha Christie! Ideia adorável, e já está na minha lista de coisas para fazer um dia! 🙂

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