Ingredientes da morte: Venenos utilizados por Agatha Christie em seus livros

Da lista de mais de 1.100 posts publicados nesses 10 anos em nosso blog “A Casa Torta”, desde janeiro de 2008, alguns temas são bastante populares: bolo de café, charuto de repolho, flores, pudins, moedas… mas certamente (se juntarmos todas as buscas por Curare, Arsênico, Estricnina, Atropina…) nada é tão procurado quanto… venenos! Abaixo, alguns dos posts que trataram deste curioso tema:

Poções de Agatha: Arsênico, Ricina, Digitalina e outros venenos em novo livro [02.12.2017]

Torre Abbey e as plantas venenosas dos livros de Agatha [24.11.2009]

A senhora perita em venenos [04.09.2008]

Amêndoas & Venenos [24.01.2008]

Atropina [03.11.2008]

Ricina [06.08.2008]

Ptomaína [26.07.2008]

Curare [06.05.2008]

Arsênico [15.04.2008]

Estricnina [18.03.2008]

Verde de Scheele [12.02.2008]

Não nos responsabilizamos pelo uso de nenhuma dessas substâncias: reclamem com Agatha… 🙂

Anúncios

Festival de Curitiba 2018: Peça inspirada em Agatha

Matéria de 11.03.2018 no site da Gazeta do Povo fala sobre as atrações do Festival de Curitiba 2018, entre elas “Ballet, Sangue e Mistério no Clube dos Cantores Alemães”, peça inspirada na obra de Agatha:

Ballet, Sangue e Mistério no Clube dos Cantores Alemães
9 de março a 7 de abril de 2018 – Sede Concórdia do Clube Curitibano – Fringe

O título da peça faz menção ao espaço onde ela será encenada, a belíssima antiga sede do Clube Concórdia, hoje do Clube Curitibano cujo nome original era Deutscher Sängerbund (Clube dos Cantores Alemães, em uma tradução próxima), fundado em 1887.

A montagem é inspirada na obra da “Rainha do Suspense”, Agatha Christie, cuja trama gira em torno de como a famosa personagem Miss Marple desvenda um assassinato ocorrido em um casarão situado em Londres no ano de 1938. Todas as 11 personagens envolvidas são suspeitas.

Agatha Christie: A Mysterious Life

No site Forsters, uma resenha de “Agatha Christie: A Mysterious Life”, de Laura Thompson:

Agatha Christie’s work has never gone out of style, nor out of print, in the four decades since her death – to the tune of more than 2 billion copies sold. But Christie’s flame burns extra bright in the present, thanks to new film adaptations (“Murder on the Orient Express”), authorized sequels (“The Monogram Murders” and “Closed Casket,“by Sophie Hannah) and homages (“Magpie Murders,” by Anthony Horowitz).

But derivative works and adaptations can’t fully explain why Christie’s work endures. A splendid biography by Laura Thompson, however, does. “Agatha Christie: A Mysterious Life” was published in Britain over a decade ago and took an inexplicable amount of time to cross the pond. Yet the timing is perfect because Thompson’s thorough yet readable treatment of Christie’s life, in combination with artful critical context on her work, arrives at the reason for her endurance:

“As she would often do, Agatha has used the familiarity of the stereotype to subvert our expectations. It was one of the cleverest tricks she would play. It was, in fact, more than a trick: by such means she revealed her insight, her lightly worn understanding of human nature.”

Christie, as Thompson details, came by such understanding through the traditional means of early hardship. Born Agatha Mary Clarissa Miller in 1890, her middle-class upbringing in Torquay was idyllic, with a fierce, close relationship with her mother, a woman determined to shield Agatha from a repeat of her own childhood hurts. Young Agatha was imaginative but practical, a skillful nurse during World War I who wished for a domestic life as a wife and mother – and got it, after marrying Archie Christie and giving birth to their only child, Rosalind.

But her imagination needed an outlet. Healthy competition with her older sister, who also published stories, spurred Christie to write the book eventually published as “The Mysterious Affair at Styles” (1920), the first of many outings for her iconic Belgian detective, Hercule Poirot.

Leia o artigo completo clicando aqui.

Luiz Carlos Merten: Os eternos mistérios de Agatha

Luiz Carlos Merten

Luiz Carlos Merten

Com o título “Os eternos mistérios de Agatha”, o Estadão publicou em 03.03.2018 texto de Luiz Carlos Merten:

Sou, vocês sabem, um voraz leitor de Agatha Christie. Hércule Poirot, Miss Marple, Superintendente Battle, Tommy e Tuppence, Parker Pyne, Ariadne Oliver… Conheço todos seus personagens, mas cada vez mais entendo o fascínio da autora por Mr. Quin. A própria Agatha o considerava seu personagem mais complexo e misterioso. Sr. Quin, o invisível, não exatamente humano, mas ainda assim compassivo, atraído pelos assuntos dos humanos, em especial dos amantes. E, com ele, o Sr. Satterthwaite, seu amigo e parceiro no mundo mortal, o eterno observador que termina sempre por intervir e, como deus ex-machina, rearranja o mundo, aproxima os amantes. O Sr. Quin descende do Arlequim, o Arlecchino da commedia dell’arte. Arlequim, Pierrô, Colombina, Pierrete, Polichinelo. Acabo de reler O Misterioso Sr. Quin e cheguei a comentar com Dib Carneiro que um dos contos do pequeno volume era, talvez, o mais belo texto de Agatha Christie. O Homem Que Veio do Mar. Depois de ler e reler, fui pesquisar, o que não é muito do meu feitio, e encontrei, o que não sei se é verdadeiro nesse mundo de fake news – mas gostaria de crer que sim -, a informação de que a própria Agatha tinha um carinho especial por O Homem Que Veio do Mar. Romântica Agatha. Hércule Poirot e suas células cinzentas, Miss Marple e sua intuição e o Sr. Satterthwaite, que, impulsionado pelo Sr. Quin, consegue ver o que os outros não enxergam. Satterthwaite, rico, diletante, velho, recrimina-se por não haver amado, o que talvez, mesmo se fosse só uma lembrança, mitigasse sua solidão. Mas é justamente isso, a própria dor sublimada?, que lhe permite serenar a alma atormentada dos outros. Há algo de fantástico nas narrativas do Sr. Quinn e a própria forma como ele aparece e desaparece sem deixar rastro faz parte do mistério. O Homem Que Veio do Mar é joia delicada como só Agatha sabia lapidar.

O texto foi encontrado clicando aqui.

Andrew Wilson: Talento para Matar

O Diário de Notícias de Portugal publicou texto, em 24.02.2018, com o título “O melhor argumento para o policial e que Agatha Christie nunca utilizou” sobre “Talento para Matar”, de Andrew Wilson:

O livro tem um aviso no início que informa: “Talento para Matar não é uma obra autorizada por Agatha Christie Lda”, o que pode ser visto como um bom sinal, pois não faz parte daquelas sequelas que escritores menos talentosos do que a Dama do Crime se têm encarregado de escrever, prolongando desse modo a vida literária da autora com balões de oxigénio frustrantes. Não, Talento para Matar é uma narrativa ao estilo do género policial mas com os condimentos próprios de quem sabe agarrar o leitor pelo colarinho e emocioná-lo na leitura, e o seu ator, Andrew Wilson, já publicou trabalhos suficientes para se conhecer a sua capacidade e arte – como é o caso de uma biografia da poeta Sylvia Plath e da escritora de policiais Patricia Highsmith.

O romance de Andrew Wilson parte de um pressuposto verdadeiro, o facto de no dia 3 de dezembro de 1926 a famosa escritora ter desaparecido de cima da Terra e só dez dias depois voltar a ser vista. Essa é uma situação conhecida e explorada abundantemente em notícias e reportagens ao longo de décadas. O seu reaparecimento provocou curiosidade sobre o que fizera nessa temporada, mas Agatha Christie nunca revelou em que se ocupara. Mas sabe-se que dias antes a autora de policiais tivera conhecimento de uma situação que a perturbara bastante, o saber que o seu marido lhe fora infiel.

Leia a matéria completa clicando aqui.