Estadão: Agatha Christie na capa do jornal em 27.12.2020

Fonte: perfil oficial do Estadão no Twitter.

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Um trecho:

(…) Quem cresce numa casa de leitores, como Luis Krausz, mais cedo ou mais tarde vai ser desafiado por um livro na estante. Aconteceu com ele, e aconteceu com Sofia Fecchio, de 13 anos. Sempre que passa, ele está lá, chamando… “É um livro com vários contos de mistério de Edgar Allan Poe (1809-1849). Olho para ele quase todos os dias. Já tentei ler, mas ainda acho um pouco difícil”, conta a garota que tem uma lista dos próximos livros que quer ler – e ela tem das sagas contemporâneas de Harry Potter e Percy Jackson a tudo o que Agatha Christie (1890-1976) escreveu.

A rainha do crime, aliás, é sua paixão atual. Começou por E Não Sobrou Nenhum e Os Elefantes Não Esquecem. Com o dinheiro que ganhou dos avós no Dia das Crianças, comprou um Kindle e espera economizar com os e-books – para poder comprar mais e mais títulos. (…)

Leste e Oeste: Literatura policial japonesa e… Agatha

O site Clube dos Crimes Impossíveis publicou um interessante texto (de Raul Souza Paz) que cita Agatha. Alguns trechos:

(…) As conversas com Masaya Yamaguchi, criador do genial Kidd Pistols, e Shimada Soji me fizeram perceber que há um esforço dos japoneses não apenas em produzir novas histórias, mas em ajudar novos leitores.

Todos aprendemos, provavelmente até mesmo na escola, que Edgar Allan Poe deu vida ao que chamamos de literatura policial. Os Assassinatos na Rua Morgue trouxe um elemento primordial na elaboração de uma história do gênero: o raciocínio lógico. Poe referia-se a essa história como um “tale of ratiocination” e lendo a Filosofia da Composição fica claro que essas histórias eram tratadas de forma diferente por ele. O objetivo de Poe não era gerar os mesmos efeitos que pretendia em seus contos. Outros escritores seguiram o seu exemplo e continuaram a escrever histórias similares. Destaque para Wilkie Collins com The Moonstone.

(…) A literatura policial japonesa tornou-se mais robusta após a Segunda Guerra Mundial. O movimento conhecido como Honkaku tornou-se mais e mais evidente. (…) Quem lê Yokomizo Seishi e Agatha Christie consegue reparar a profundidade que ambos conseguem dar a personagens que são estereótipos de uma sociedade daquele período, por exemplo.

(…) O Honkaku havia focado em criar histórias que giravam em torno de truques utilizados pelos criminosos e de tramas resolvidas através do puro raciocínio lógico. Esse movimento havia recebido grande influência de autores como Agatha Christie, Arthur Conan Doyle, Dorothy L. Sayers, Ellery Queen, John Dickson Carr e muitos outros.

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