Galeria de Fãs: Olga de Mello, De Frente Para Agatha Christie

Olga de Mello

No site Diário do Porto, um texto de Olga de Mello sobre Agatha:

Em criança, nas férias, toda tarde eu mergulhava nos livros policiais que meu pai havia guardado desde os anos 1940, e me sentia como se vivesse intensamente aqueles dias de folga. Amadureci como leitora, mas preservei o imenso prazer que thrillers oferecem, voltando, vez por outra a clássicos de Dashiell Hammett, Raymond Chandler, Patricia Highsmith, James M. Cain, e, claro, Agatha Christie, a mais bem-sucedida autora do gênero – e devidamente desprezada por muitos críticos.

Para reviver a sensação de folga que a leitura me proporcionava naquelas distantes férias da infância, reli, ao longo de dez dias, diversos policiais, a maioria de Dame Agatha, nos últimos dias. E, sim, sua obra é irregular mesmo. Ao lado de tramas bem cuidadas e farsas urdidas com maestria, estão diversas obras sem tantas maquinações, concluídas apressadamente.

Com 93 livros e quase vinte peças para teatro, é compreensível que nem toda a produção alcance tanta qualidade – até porque Agatha não mantinha um grupo de pesquisadores e colaboradores, prática corriqueira nos escritores de bestsellers da atualidade, mas inaugurada por Alexandre Dumas, o rei dos folhetins, que empregou pesquisadores e redatores, entre eles Auguste Maquet, hoje visto como um coautor de suas principais obras. (…)

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