Bons de garfo: Na Pista das Iguarias, por Ana Paula Laux e Rogério Christofoletti

No aniversário da revista “The President”, matéria de Ana Paula Laux e Rogério Christofoletti citando Poirot, “Treze À Mesa” e “A Aventura do Pudim de Natal”:

https://issuu.com/revistathepresident/docs/tp25

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Receita do famoso Pudim de Natal, por Rogério Christofoletti e Ana Paula Laux

Para os fãs de “As Aventurasdo Pudim de Natal”, não custa relembrar a receita do famoso Pudim, este ano a partirde uma matéria no ND Online:

Um pudim de natal, também conhecido como pudim de ameixas – que não é o pudim de leite condensado com que o brasileiro está acostumado e nem com ameixas, mas sim uvas-passas. Essa receita, que aparentemente é confusa, é do pudim mais tradicional consumido na Inglaterra. Ele foi mencionado no livro “A Aventura do Pudim de Natal”, da escritora britânica Agatha Christie, cujos 125 anos de nascimento foram comemorados em 2015.

Rogério Christofoletti, 43, e a mulher, Ana Paula Laux, 38, são jornalistas devoradores assumidos da literatura misteriosa de Agatha. Rogério, por influência de Ana, lê os livros da britânica há mais dez anos, mas Ana começou bem cedo, e por acaso, antes do primeiro vestibular que prestaria na faculdade. “Eu peguei um livro dela para ler e me distrair, e não parei mais. Virei a madrugada e no dia seguinte perdi a primeira prova do vestibular”, lembra Ana, que hoje ri do momento.

Os dois “especialistas” em Agatha toparam o desafio de Natal do caderno Plural e fizeram o pudim do conto da autora adaptando as receitas que encontravam na internet para os ingredientes disponíveis na Grande Florianópolis. O pudim lembra um panetone, pois na receita leva uva-passa escura e clara, maçã, especiarias mistas, canela, noz-moscada e cravo, trazendo o aroma familiar. A parte difícil, além dos inúmeros ingredientes, fica por conta também do tempo de finalização: ele leva 5 horas para fica pronto em banho-maria. “Esse pudim, quando nasce na Inglaterra, eles pensam que é um pudim especial feito para comer durante o Natal. Em algumas receitas, eles usavam 13 ingredientes, porque tinha a ver com os 12 apóstolos e Cristo, mas isso é um pouco de mito”, explica Rogério.

Leia a matéria completa em

http://m.ndonline.com.br/florianopolis/plural/295646-especialistas-em-agatha-christie-ensinam-a-fazer-o-tradicional-pudim-de-natal-ingles.html

A receita:

1ª parte

115g de farinha com fermento
115g de uva-passa escura
115g de uva-passa clara
115g de manteiga ralada (substituindo o SUET)
115g de migalhas de pão preto
1 maçã grande, descascada e picada
115g de açúcar mascavo

Misture todos os ingredientes nesta ordem, até formar uma massa compacta. A seguir, misture a segunda parte dos ingredientes.

2ª parte
Suco de 1 limão
Raspas do limão
1 colher de chá de especiarias mistas
1/2 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de noz-moscada ralada
1/2 copo de leite
4 colheres de sopa de rum escuro ou conhaque

COMO FAZER O MIX DE ESPECIARIAS

1 colher de chá de pimenta da Jamaica
2,5cm peça de pau de canela
1 colher de chá de cravo
1 colher de chá de noz-moscada ralada
1 colher de chá de gengibre em pó

Triture a pimenta, canela e cravo em um pó fino e misture os ingredientes. Depois acrescente a noz-moscada e o gengibre ao mix. No final, vai ficar com esse aspecto.

A cozinha das escritoras – Stefania Aphel Barzini

Agatha Christie na cozinha de sua casa, na Inglaterra, em 1950. Ela era fã de pratos simples, como pães e omeletes

Agatha Christie na cozinha de sua casa, na Inglaterra, em 1950. Ela era fã de pratos simples, como pães e omeletes


Uma matéria da revista Época comenta o lançamento do livro da jornalista italiana Stefania Aphel Barzini, que analisa oa hábitos e as habilidades culinárias de escritoras e sua relação com a obra literária de cada uma.

Agatha amava cozinhar desde a infância – algo incomum para uma moça classe alta britânica, que cresceu cercada por cozinheiras. Em 1901, quando seu pai morreu, ela tinha apenas 11 anos. Enquanto toda a família foi para o funeral, ela procurou conforto na cozinha. Foi lá que Agatha passou o dia, ajudando a empregada da família a preparar o jantar. A comida também trouxe conforto quando seu primeiro marido pediu o divórcio. Nos primeiros dias após a separação, ela perdeu o apetite. Pouco depois, fez uma viagem à cidade turística de Harrogate e passou dez dias comendo tudo o que pôde. A depressão foi derrotada a golpes de garfo.

Link para a matéria completa aqui
Livro no Submarino aqui

Bolo de cominho

Caraway seed cake, bolo de cominho

Caraway seed cake, bolo de cominho

Lady Selina engoliu o último pedaço amanteigado e olhou vagamente em redor. Henry logo apareceu. Não rápida nem apressadamente. Parecia ter surgido ali de súbito.
– A senhora deseja mais alguma coisa? – E sugeriu atenciosamente: – Bolo, por exemplo?
– Bolo? – Lady Selina pensou nisso, hesitante.
– Estamos servindo um ótimo bolo de cominho que eu recomendo à senhora.
– Bolo de cominho? Faz anos que eu não como bolo de cominho! É bolo de cominho de verdade?
– É, sim, minha senhora. O cozinheiro usa essa receita há não sei quantos anos. A senhora vai gostar, tenho certeza.
Henry olhou para um dos seus ajudantes, e o rapaz disparou em busca do bolo de cominho.
[Agatha Chirstie, O Caso do Hotel Bertram, trad. Rachel de Queiroz. 7ª edição. Rio de Janeiro: Record, 2001]

Levanta a mão quem lê livro ou assiste série/filme e fica de olho no que os personagens comem. o/

Antontem eu finalmente terminei de ver a segunda temporada de Poirot, que se encerrou com a adaptação da primeira aventura do detetive de Agatha Christie [O Misterioso Caso de Styles] e é claro que acabei com vontade de comer um dos quitutes mencionados: desta vez foi seed cake, um simples bolo “temperado” com sementes típico não apenas na Inglaterra, mas também na Terra Média, apreciado por humanos, hobbits e anões igualmente.

– Um pouco de cerveja me cairia melhor, se não lhe fizer diferença, meu bom senhor – disse Balin, agitando a barba branca. – Mas eu não recuso um pouco de bolo… bolo de sementes, se você tiver.

– Um monte! – Bilbo se viu respondendo, para sua própria surpresa; e se viu também correndo até a adega para encher uma caneca de cerveja, e depois para a despensa para pegar dois belos e redondos bolos de sementes que fizera aquela tarde para petiscar depois do jantar. [J. R. R. Tolkien, O Hobbit, trad. Lenita Maria Rímoli Esteves, Almiro Pisseta. 2ª Edição. São Paulo: Martins Fontes, 1998]

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Chá chinês ou indiano?

Camellia sinensis com flor

Camellia sinensis com flor

Tradução do artigo What is chinese tea? de Margaret Studer para o The Exminer.

Quando você lê livros escritos na Inglaterra ou em outras partes do Reino Unido, especialmente romances da Miss Marple de Agatha Christie, pode encontrar uma passagem em que o anfitrião ou a anfitriã, servindo o chá, pergunta aos convidados se preferem China ou Índia. O que eles querem dizer com isso é se você quer chá chinês ou indiano.

Isto porque a maioria dos chás vêm de duas variedades da planta do chá e de onde cada uma vem afeta o sabor do chá. Camellia sinensis variedade sinensis é o chá chinês. Camellia sinensis variedade assamica é o chá indinao. Os nomes indicam a variedade da planta e de onde se originou, não onde atualmente cresce.

Os botões e folhas de ambas as plantas são colhidas para o chá, mas as plantas em si são diferentes. A variedade sinensis é um arbusto com vários troncos e folhas pequenas. O arbusto cresce até 2,75m de altura, resiste ao clima frio e pode viver por até 100 anos.

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Rollin’ Scones

Aceita um biscoito?
Aceita um biscoito?

No blog Fogon’s Corner, do site espanhol Periodista Digital, uma entrada muito interessante dispõe nova receita do biscoito típico inglês, os scones, mas não se limita a isso. Voê sabia que Agatha Christie utilizou em quase cinqüenta de suas obras chocolate, champagne, maçãs, café e itens de chá da tarde e café da manhã?

Cualquier bocado inocente puede enviar el imprudente goloso ad patres y sólo los pacientes trabajos de Hércules (Poirot), o o las astutas investigaciones de su “armchair detective” (literalmente “detectivo de butaca”), la solterona Miss Marple, delucidarán el apasionante enigma.

Pastelitos de taza

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Baba au rhum

– Primeiro vamos jantar, Hastings. E só voltaremos a abordar o assunto à hora do café. Quando se trata de comida, o cérebro deve ser escravo do estômago.
Poirot manteve a palavra. Fomos a um pequeno restaurante em Soho, onde era amigo da casa, e comemos uma omelete saborosíssima, filé de peixe, frango e um Baba au Rhum que era uma das paixões de suas paixões. (Treze à Mesa, Nova Fronteira, 2005, pág. 127)

Baba au rhum

Baba au rhum

A origem

Baba vem de babka ou bobka, um bolo típico do leste europeu consumido no domingo de páscoa; a palavra significa “mulher idosa” ou “vovó” nos idiomas eslavos. A invenção do Baba au Rhum é atribuída a Stanislas Leszczynska, rei deposto da Polônia e sogro do rei francês Luís 15. Segundo o dicionário Larrousse Gastronomique isso é improvável, mas talvez ele possa receber o crédito parcial já que tenha partido dele a idéia de embeber um bolo chamado kouglhopf em bebida alcóolica. Gugelhupf ou kugelhupf é o nome alemão do babka.

Outra versão da lenda conta que o rei Stanislas trouxe um baba em uma de suas viagens que chegou ressecado. Seu pasteleiro Nicolas Stohrer resolveu o problema adicionando vinho de Málaga, açafrão, uvas e passas e creme batido. Stohrer fez parte da comitiva que acompanhou a princesa Maria ao palácio de Versalhes, em 1725, quando ela casou-se com o rei francês. Em 1730 ele abriu sua patisserie em Paris. A idéia de usar rum ocorreu a um de seus descendentes em 1835.

O Baba au rhum é feito numa forma cilíndrica; o bolo inspirou a criação de uma versão alternativa, o Savarin (v. post de 28 de maio de 2008 ).

Fonte: Le Guide des Connaisseurs

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