Galeria de Fãs: Duda Menezes

A recifense Eduarda (Duda) Menezes é jornalista, blogueira, youtuber e devoradora compulsiva de livros. Manteve um blog, até abril de 2017, que falava bastante de Agatha Christie:

http://www.book-addict.com/

Canal no Youtube:

https://www.youtube.com/channel/UC_DEsOhuCBn0d0teuJmPuuA

Duda Menezes

Duda Menezes

Galeria de Fãs: Jean P. Chauvin

Jean P. Chauvin

Jean P. Chauvin

Jean P. Chauvin é responsável pela disciplina O Romance Policial de Agatha Christie, na Escola de Comunicações e Artes da USP. O site Jornal da USP publicou um texto seu sobre Agatha em 07.05.2018:

Todo romancista em algum momento recorre a expedientes para relembrar (ao leitor) o nome das personagens que criou. Esse procedimento se revela particularmente útil quando a quantidade das figuras é maior que a habitual.

Chamemos a esse recurso de recapitulação.

A intervalos mais ou menos regulares, o escritor leva o investigador (ou seu auxiliar) a fazer uma lista de pessoas, ações e lugares, como forma de recordar e melhor organizar as suas anotações. Essa providência tem como alvo primário o leitor, que fixará mais facilmente o nome das criaturas envolvidas na trama.

A questão é que ao recapitular os elementos desse modo, o escritor corre o risco de tornar a leitura cansativa e, mesmo, arrastada. Na tentativa de facilitar a vida do leitor, a narrativa pode ser comprometida em sua fluidez e progressão. Isso porque as constantes retomadas de dados (especialmente aqueles já registrados por outras personagens) provocam a sensação de que o didatismo nem sempre favorece a qualidade literária.

Esse senão é particularmente perceptível em Nêmesis (1971), um dos últimos trabalhos de Agatha Christie. Protagonizado por Miss Jane Marple, o romance começa por retomar sua curiosa parceria com o Sr. Rafiel, de Mistério no Caribe (1964). Triste constatação: os quatro capítulos iniciais de Nêmesis envolvem personagens do romance anterior, com direito à repetição de opiniões por parte de Miss Marple e dos advogados do Sr. Rafiel.

Antes de prosseguir, uma importante distinção. Poderíamos mencionar dois métodos de recapitulação em Nêmesis. 1. Externo, ou intertextual, em que o enredo de um romance dialoga (ou serve de estofo) com o de outro; 2. Interno, ou endógeno, em que determinados pensamentos ou diálogos são reproduzidos no interior do próprio romance.

Leia o texto completo clicando aqui.

Luiz Carlos Merten: Os eternos mistérios de Agatha

Luiz Carlos Merten

Luiz Carlos Merten

Com o título “Os eternos mistérios de Agatha”, o Estadão publicou em 03.03.2018 texto de Luiz Carlos Merten:

Sou, vocês sabem, um voraz leitor de Agatha Christie. Hércule Poirot, Miss Marple, Superintendente Battle, Tommy e Tuppence, Parker Pyne, Ariadne Oliver… Conheço todos seus personagens, mas cada vez mais entendo o fascínio da autora por Mr. Quin. A própria Agatha o considerava seu personagem mais complexo e misterioso. Sr. Quin, o invisível, não exatamente humano, mas ainda assim compassivo, atraído pelos assuntos dos humanos, em especial dos amantes. E, com ele, o Sr. Satterthwaite, seu amigo e parceiro no mundo mortal, o eterno observador que termina sempre por intervir e, como deus ex-machina, rearranja o mundo, aproxima os amantes. O Sr. Quin descende do Arlequim, o Arlecchino da commedia dell’arte. Arlequim, Pierrô, Colombina, Pierrete, Polichinelo. Acabo de reler O Misterioso Sr. Quin e cheguei a comentar com Dib Carneiro que um dos contos do pequeno volume era, talvez, o mais belo texto de Agatha Christie. O Homem Que Veio do Mar. Depois de ler e reler, fui pesquisar, o que não é muito do meu feitio, e encontrei, o que não sei se é verdadeiro nesse mundo de fake news – mas gostaria de crer que sim -, a informação de que a própria Agatha tinha um carinho especial por O Homem Que Veio do Mar. Romântica Agatha. Hércule Poirot e suas células cinzentas, Miss Marple e sua intuição e o Sr. Satterthwaite, que, impulsionado pelo Sr. Quin, consegue ver o que os outros não enxergam. Satterthwaite, rico, diletante, velho, recrimina-se por não haver amado, o que talvez, mesmo se fosse só uma lembrança, mitigasse sua solidão. Mas é justamente isso, a própria dor sublimada?, que lhe permite serenar a alma atormentada dos outros. Há algo de fantástico nas narrativas do Sr. Quinn e a própria forma como ele aparece e desaparece sem deixar rastro faz parte do mistério. O Homem Que Veio do Mar é joia delicada como só Agatha sabia lapidar.

O texto foi encontrado clicando aqui.

Galeria de Fãs: Jorge Obelix

Jorge Obelix

Jorge Obelix

O mundo nerd, não somente o surgido no século XXI, continua entrando de cabeça no mundo de Agatha. Jorge Obelix, do site NerdTrip, escreveu um artigo em 21.05.2017 chamado “A rainha do mistério… será que é mesmo?” que termina com este trecho:

(…) Foram livros tão marcantes em minha vida, que com certeza os nomes dos culpados estão guardados em algum lugar obscuro de meu cérebro, que é iluminado quando retorno a eles.

Tenho 99% de certeza de que essa teoria do subconsciente se aplica aqui. Portanto, Agatha Christie é sim a “Rainha do Mistério” e eu recomendo seus livros para qualquer um que aprecie o gênero. E também para aqueles que não apreciam, pois passarão a apreciar após lê-la.

Obs: Preciso pegar um livro de Agatha Christie que eu nunca tenha lido para saber se ainda assim consigo desvendar o culpado. Acho difícil, porém se eu conseguir…

Leia o restante do post clicando aqui.

Para todos os leitores, tanto os já experientes quanto os que começam agora a descobrir o mundo de Agatha Christie, fica aqui a lista:
https://acasatorta.wordpress.com/agatha-christie/livros/