Livros de Agatha: Títulos em traduções curiosas

A mesma estranheza que os britânicos poderiam ter com as traduções dos títulos de Agatha nas mais diversas línguas, tantos os brasileiros quanto os portugueses também têm em relação à diferença dos títulos em Portugal e no Brasil. Claro que isso não é “privilégio” da literatura: acontece demais no cinema. Mas abaixo vão apenas alguns dos casos mais estranhos com relação à tradução dos títulos originais da dama do mistério, especialmente a diferença entre os dois países de língua portuguesa.

THE MURDER ON THE LINKS (1923)
– Assassinato no Campo de Golfe (BR)
– Poirot, o Golfe e o Crime (PT)

OS QUATRO GRANDES (1927)
– Os Quatro Grandes (BR)
– As Quatro Potências do Mal (PT)

PARTNERS IN CRIME (1929)
– Sócios no Crime (BR)
– O Homem que Era o nº 16 (PT)

THE MURDER AT THE VICARAGE (1930)
– Assassinato na Casa do Pastor (BR)
– Encontro com um Assassino (1982) / Crime no Vicariato (2001) (PT)

PERIL AT END HOUSE (1932)
– A Casa do Penhasco (BR)
– Perigo na Casa do Fundo (PT)

LORD EDGWARE DIES (1933)
– Treze à Mesa (BR)
– A Morte de Lorde Edgware (PT)

Veja mais títulos clicando aqui.

O Misterioso Caso de Styles: Um capitulo alternativo

Há duas boas curiosidades na edição 2019 de “O Misterioso Caso de Styles” da Coleção Folha.

[1] Da página 9 à 15 — portanto, antes da história começar –, há um prólogo chamado “O Misterioso Caso de Styles: Uma Introdução”, de autoria de John Curran (autor de “Os Cadernos Secretos de Agatha Christie”). Sugiro que seja lido apenas ao final do livro.

[2] Da página 227 à 239, há uma versão alternativa do capítulo 12 (o livro tem 13 capítulos).

Fica a curiosidade e, para quem nunca leu, o mistério…

Livraria do Globo: Primeira tradução de Agatha é da Coleção Amarela

Sérgio Bandeira Karam, tradutor e mestre em Estudos de Literatura pela UFRGS, e Denise Bottmann, historiadora e tradutora, escreveram dois artigos sobre a Coleção Amarela da Livraria do Globo de Porto Alegre (1931-1956). Segundo eles, o primeiro livro de Agatha Christie em tradução brasileira foi “O Trem Azul”, por J. de Sousa, como volume 27 desta Coleção Amarela, em 1933 (o original de Agatha é de 1928):

Em termos comparativos, a presença de Agatha Christie mostra uma constância que se destaca no conjunto: publicada a partir de 1933, aparece regularmente com novos títulos até 1951, e é com a reedição de uma obra sua que a coleção se encerra em 1956.

Foram 11 obras de Agatha (com 2 títulos repetidos, totalizando 13 volumes), sendo a maioria, na época, com títulos diferentes dos que outros conhecemos, incluindo o próprio “O Trem Azul”, hoje “O Mistério do Trem Azul”.

Os dois links:

A Coleção Amarela da Livraria do Globo
A Coleção Amarela da Livraria do Globo (1931-1956)

Um interessante trecho:

Em seu terceiro número, de dezembro de 1936, a revista deu início à serialização de um romance intitulado Um crime no Expresso de Stambul, da autoria de um certo Sir Ronald MacMunn, que se prolongou em várias partes pelos números 4, 5, 6 e 8. Nesse meio tempo, a revista promoveu um concurso entre seus leitores, “Quem matou o gangster Cassetti?”, para que se identificasse o perpetrador do crime relatado no romance. Encerrada a serialização no oitavo número, A Novela divulgou em seu nono número o resultado do concurso e revelou a brincadeira:

Temos o prazer de dar aqui o resultado do grande concurso que esta revista promoveu em torno do romance “Um crime no Expresso de Stambul”, de Sir Ronald MacMunn. Preliminarmente devemos informar que este livro na realidade se chama “Um crime no Expresso do Oriente”, foi escrito por Miss Agatha Christie e tem como figura central o seu famoso detetive Hercule Poirot. Fizemos a “camouflage”com o intuito de evitar que, procurando ler o original do citado romance de Miss Christie, os concorrentes chegassem à solução certa sem dar trabalho às suas “células cinzentas”, na expressão de M. Poirot(apud GIARDINI2015).

(Diga-se de passagem que, nessa camuflagem, Poirot passaraa se chamar Monet.)

E Não Sobrou Nenhum: Diferenças nas traduções

A diferença das traduções de duas edições muito diferentes, separadas por mais de 30 anos e uma mudança de título. A da esquerda vem da página 24 de “O Caso dos Dez Negrinhos”, edição da Editora Globo de 1988 com tradução de Leonel Vallandro. A da direita, página 45 de “E Não sobrou Nenhum”, edição da Coleção Folha de 2019 com tradução de Renato Marques de Oliveira.

Seis décadas: A passagem do tempo nos livros de Agatha

Uma das características mais fascinantes na obra de Agatha Christie é a da longevidade, não somente dos personagens mas da ambientação de suas histórias. Afinal, seus detetives e assassinos começam a aparecer nos anos 1920, tempos onde não havia por exemplo televisão, o telefone ainda era artigo de luxo para muitos, onde ainda se falava em Gripe Espanhola, Primeira Guerra Mundial… e chega até aos anos 1970, livro a livro, mostrando as novidades que o mundo recebeu tanto em relação a acontecimentos históricos quando a descobertas científicas e invenções tecnológicas… No trecho abaixo, de “A Noite Das Bruxas” (de 1969, página 54 da edição L&PM Pocket), o diálogo entre Poirot e Ariadne Oliver fala sobre algo impensável no antológico “O Misterioso Caso de Styles”, de 1920: um computador.

Histórias interligadas: Mistério no Caribe e Nêmesis

Não, não há spoiler em “Nêmesis”, mas o início da história é quase uma continuação, tempos depois, de “Mistério no Caribe”. Você pode ler ambos de forma independente, mas farâ mais sentido se você ler primeiro “Mistério no Caribe” e depois “Nêmesis”.

#ficadica
#semspoiler

#ReadChristie2020 01: Uma história que mudou a vida de Agatha Christie

Para celebrar os 100 anos de histórias de Agatha, sobre o qual já falamos aqui no blog e continuaremos a celebrar durante todo o ano de 2020, a editora L&PM convoca a todos a participarem de um desafio: o #ReadChristie2020 (#LeiaAgathaChristie2020).

Para participar, baixe o cartão postal e escolha doze histórias de Agatha Christie para descobrir (ou redescobrir) este ano.

Para cada mês, é proposto um tema. Em janeiro o tema é “Uma história que mudou a vida de Agatha Christie” e sugestões de leitura são

– Assassinato na Casa do Pastor
– Assassinato no Expresso do Oriente
– E Não Sobrou Nenhum (O Caso dos Dez Negrinhos)

No site oficial da L&PM:

A equipe da L&PM também vai participar do desafio e todo mês compartilharemos nossas escolhas e discutiremos os livros nas nossas redes sociais.

Diga-nos qual você escolheu, compartilhe seu progresso na leitura e discuta os livros em nossas páginas do Twitter, Facebook ou Instagram. Não se esqueça de usar #ReadChristie2020 e #LeiaAgathaChristie2020 para que possamos ver do que você está falando 😉

Página do desafio:

https://www.lpm.com.br/readchristie2020

O cartão postal:

https://www.lpm.com.br/newsletter/arquivos/READCHRISTIE2020.pdf

Coleção Folha Agatha Christie: Reta final

Conforme já citamos em posts anteriores, a Coleção Agatha Christie da Folha é um sucesso, e já passou de metade de seus 24 lançamentos previstos. Há um site onde você pode adquirir a coleção completa ou volumes avulsos já lançados:

https://agathachristie.folha.com.br/

Mas em algumas bancas você encontra todos os volumes ainda à disposição. Em setembro de 2019 serão vendidos:

– “Um Brinde de Cianureto” – 01.09.2019
– “Três Ratos Cegos” – 08.09.2019
– “Mistério no Caribe” – 15.09.2019
– “Os Cinco Porquinhos” – 22.09.2019
– “Assassinato na Casa do Pastor” – 29.09.2019

Leia também:
Coleção Folha Agatha Christie: Sucesso de vendas
Coleção Folha Agatha Christie: 24 volumes a partir de 02.06.2019

Globo Livros: Mais três títulos de Agatha para a coleção

De acordo com o site Desencaixados, a Globo Livros estará lançado em 29.08.2019 três obras da Rainha do Crime:

Um Pressentimento Funesto é um dos lançamentos, ele conta a história do casal de detetives Tommy e Tuppence Beresford . A história gira em torno de Ada, a tia de Tommy, ela está internada em uma clínica geriátrica e durante as visitas a sobrinha acaba conhecendo outra paciência do instituto. Subitamente Ada morre e a recente conhecida é transferida para outro local, mas acaba deixando um enigmático quadro de presente para a senhora já falecida.

Sócios no Crime , um dos primeiros romances de Agatha , também está incluso nessa lista de lançamentos. O enredo também gira em torno do casal Tommy e Tuppence Beresford , eles estão recém-casados e recebem o convite do Chefe da Inteligência Britânica para recolocar os detetives em ação na Agência de Detetive Internacional. Através dessa oportunidade eles veem sua carreira crescendo e alcançando novos patamares, por isso, em cada capítulo o casal procura desvendar casos curiosos e sinistros ambientados no final da década de 1920.

Por último, Portal do Destino também será lançado. Novamente o casal de detetives estão presentes na narrativa e ela conta a história do casal já aposentado em uma casa no litoral, com uma biblioteca recheada de clássicos, um cão maravilhosamente fiel e um mordomo sempre a postos. Mas tudo pode mudar em questão de segundos.

Leia mais clicando aqui. O anúncio foi realizado através do site oficial da empresa:

http://globolivros.globo.com/autores/agatha-christie

The Last Séance: O lado macabro em um único volume

No original em inglês, no site agathachristie.com:

From the Queen of Crime, the first time all of her spookiest and most macabre stories have been collected in one volume.

‘From behind the curtains there still sounded the terrible high long-drawn scream – such a scream as Raoul had never heard. It died away with a horrible kind of gurgle. Then there came the thud of a body falling…’

For lovers of the supernatural and the macabre comes this collection of ghostly and chilling tales from Agatha Christie. Acknowledged the world over as the undisputed Queen of Crime, in fact she dabbled in her early writing career with mysteries of a more unearthly kind – stories featuring fantastic psychic visions, spectres looming in the shadows, encounters with deities, eerie messages from the Other Side, even a man who switches bodies with a cat…

This haunting compendium gathers together all of Christie’s spookiest and most macabre short stories, some featuring her timeless detectives Hercule Poirot and Miss Marple. Finally together in one volume, it shines a light on the darker side of Agatha Christie, one that she herself relished, identifying ten of them as ‘my own favourite stories written soon after The Mysterious Affair at Styles, some before that’.

Leia mais em
https://www.agathachristie.com/stories/the-last-séance-1

Coleção Folha Agatha Christie: Sucesso de vendas

Abaixo, alguns links que falam sobre a Coleção Agatha Christie da Folha de São Paulo, lançada em 02.06.2019:

Primeiras obras da Coleção Folha Agatha Christie se esgotam nas bancas; saiba como comprar

‘O Assassinato de Roger Ackroyd’ – Primeiro best-seller de Agatha Christie detonou febre dos RPGs

‘O Misterioso Caso de Styles’ – Primeiro livro de Agatha Christie já revela fórmula que a consagrou

Em relação ao primeiro link, vale lembrar que, além de diretamente nas bancas, os livros podem ser adquiridos por meio do site ou por contato telefone.

Janet Morgan: O eterno mistério do sumiço de Agatha Christie

O site da revista Isto É fala sobre “Agatha Christie – Uma Biografia”, de Janet Morgan, da editora BestSeller:

É raro decifrar o segredo de um gênio. Para explicá-lo, especialistas revolvem as origens familiares e a formação do indivíduo especial. No caso da escritora inglesa Agatha Christie (1890-1976), nada parece indicar que se tornaria a senhora do romance de detetive e a maior vendedora de livros da história, ao lado do dramaturgo William Shakespeare. Agatha, como Shakespeare vendeu 2 bilhões de exemplares desde que publicou o primeiro romance policial, “O Misterioso Caso de Styles”, em 1920, protagonizado por seu herói mais célebre, o detetive Hercule Poirot, com sua cabeça de ovo, bigodes encerados e alta capacidade cognitiva. A criadora de mistérios saborosos não passava de uma dona de casa conservadora amante da vida serena, especialmente da jardinagem e da gastronomia. Descobrir de onde ela tirou a imaginação a um só tempo macabra, complexa e irônica, é a meta do livro “Agatha Christie – Uma Biografia”, de Janet Morgan, lançamento da editora BestSeller.

(…) Trata-se de um título clássico, publicado em 1986 e só agora no Brasil. A escritora Janet Morgan trabalha em gestão de novas tecnologias na Escócia. Em meados dos anos 1980, foi convidada pelos herdeiros de Agatha para escrever uma “biografia autorizada”: teve acesso exclusivo aos documentos pessoais da escritora e de seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan. Ao mesmo tempo, Morgan foi persuadida a abordar a biografada de forma gentil. Mas o fator politicamente correto não a impediu de avançar sobre um dos enigmas dentro do enigma que foi Agatha Christie: por que e como ela desapareceu entre 3 e 13 de dezembro de 1926, quando já era celebridade, causando um dos casos mais ruidosos cobertos pela imprensa da época. Agatha nunca se pronunciou sobre o assunto.

Leia mais clicando aqui.

Agatha Christie: A Mysterious Life

No site Forsters, uma resenha de “Agatha Christie: A Mysterious Life”, de Laura Thompson:

Agatha Christie’s work has never gone out of style, nor out of print, in the four decades since her death – to the tune of more than 2 billion copies sold. But Christie’s flame burns extra bright in the present, thanks to new film adaptations (“Murder on the Orient Express”), authorized sequels (“The Monogram Murders” and “Closed Casket,“by Sophie Hannah) and homages (“Magpie Murders,” by Anthony Horowitz).

But derivative works and adaptations can’t fully explain why Christie’s work endures. A splendid biography by Laura Thompson, however, does. “Agatha Christie: A Mysterious Life” was published in Britain over a decade ago and took an inexplicable amount of time to cross the pond. Yet the timing is perfect because Thompson’s thorough yet readable treatment of Christie’s life, in combination with artful critical context on her work, arrives at the reason for her endurance:

“As she would often do, Agatha has used the familiarity of the stereotype to subvert our expectations. It was one of the cleverest tricks she would play. It was, in fact, more than a trick: by such means she revealed her insight, her lightly worn understanding of human nature.”

Christie, as Thompson details, came by such understanding through the traditional means of early hardship. Born Agatha Mary Clarissa Miller in 1890, her middle-class upbringing in Torquay was idyllic, with a fierce, close relationship with her mother, a woman determined to shield Agatha from a repeat of her own childhood hurts. Young Agatha was imaginative but practical, a skillful nurse during World War I who wished for a domestic life as a wife and mother – and got it, after marrying Archie Christie and giving birth to their only child, Rosalind.

But her imagination needed an outlet. Healthy competition with her older sister, who also published stories, spurred Christie to write the book eventually published as “The Mysterious Affair at Styles” (1920), the first of many outings for her iconic Belgian detective, Hercule Poirot.

Leia o artigo completo clicando aqui.

Poções de Agatha: Arsênico, Ricina, Digitalina e outros venenos em novo livro

Post do Literatura Policial no Facebook:

Todos os venenos usados por Agatha Christie nos livros nesta edição em inglês, saindo hoje de 74,15 por R$ 35,24. Achei bem interessante! O livro foi escrito pela química Kathryn Harkup, que analisa em cada capítulo um livro diferente e investiga o veneno usado pelo assassino. Alguém já leu? Mais aqui: amzn.to/2AiN425

SINOPSE
People are fascinated by murder. The popularity of murder mystery books, TV series, and even board games shows that there is an appetite for death, and the more unusual or macabre the method, the better. With gunshots or stabbings the cause of death is obvious, but poisons are inherently more mysterious. How are some compounds so deadly in such tiny amounts?

Agatha Christie used poison to kill her characters more often than any other crime fiction writer. The poison was a central part of the novel, and her choice of deadly substances was far from random; the chemical and physiological characteristics of each poison provide vital clues to the discovery of the murderer. Christie demonstrated her extensive chemical knowledge (much of it gleaned by working in a pharmacy during both world wars) in many of her novels, but this is rarely appreciated by the reader.

Written by former research chemist Kathryn Harkup, each chapter takes a different novel and investigates the poison used by the murderer. Fact- and fun-packed, A is for Arsenic looks at why certain chemicals kill, how they interact with the body, and the feasibility of obtaining, administering, and detecting these poisons, both when Christie was writing and today.

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