Assassinato no Expresso do Oriente com bom preço na Saraiva em setembro de 2011

Com capa na cor roxa e o semblante da autora na capa (semelhante a outras da mesma Coleção Saraiva de Bolso, que contém obras de grandes autores, cada uma com a figura do autor na capa), esta edição da Nova Fronteira do clássico de Agatha Christie “Assassinato no Expresso do Oriente” sai por R$ 12,90 nas livrarias Saraiva, segundo a revista de setembro de 2011.

Link para o livro no site:

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3649203/assassinato-no-expresso-do-oriente-col-saraiva-de-bolso/?ID=A14FFC027DB09090A22170414

Foto da página da revista

Foto da página da revista

Agatha Christie 120 Anos | Murder on the Orient Express / Assassinato no Expresso do Oriente

Há muitos, muitos anos atrás, quando eu ia para a Riviera ou para Paris, costumava ficar fascinada pela visão do Orient Express em Calais, e desejava ardentemente viajar nele. Agora, ele já se tornou um amigo velho e familiar, mas a emoção não morreu de todo. Eu vou nele! Eu estou nele! Estou precisamente no carro azul, com uma simples legenda do lado de fora: CALAIS-ISTAMBUL. É, sem dúvida, o meu trem favorito. [Agatha Christie, Desenterrando o Passado, trad. Cora Rónai Vieira. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1976]

Max Mallowan, Agatha Christie e Leonard Woolley em Ur, 1931

Max Mallowan, Agatha Christie e Leonard Woolley em Ur, 1931

Agatha Christie viajou no trem Orient Express pela primeira vez algum tempo depois de separar-se do primeiro marido. O pedido de divórcio feito por Archibald Christie em 1926, logo após a morte da mãe da escritora, levou-a a uma crise nervosa. Agatha desapareceu por onze dias, mobilizando a polícia, a imprensa e o público, e foi localizada num spa com amnésia. O divórcio foi oficializado em 1928.

Ela já era uma autora famosa por seus romances policiais e a viagem pelo Orient Express foi também a primeira viagem desacompanhada em sua vida inteira. No final da parte 7 e em toda a parte 8 de sua autobiografia, ela conta ao leitor como esta viagem foi libertadora psicologicamente, além de narrar todos os percalços por que passou e descrever as pessoas e lugares que conheceu.

Muitas dessas pessoas e lugares foram retratados no romance policial “Murder on the Orient Express”, publicado pela primeira vez em 1933 nos EUA [e apenas em 1934 na Inglaterra] com o título Murder on the Calais Couch. Agatha Christie estava casada desde 1930 com seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, que ela conheceu na segunda viagem a Istambul. Mallowan participava de escavações na Síria e, em sua lua-de-mel [planejada pelo marido como uma surpresa para a esposa], o casal voltou a viajar pelo Orient Express. Talvez por isso, ela dedicou o livro a Max Mallowan.

A trama tem inspiração em dois fatos verídicos: o primeiro foi uma viagem do Orient Express em 1929 quando o trem foi apanhado no meio de uma nevasca e passou seis dias isolado no meio do trajeto. O segundo foi o Caso do Bebê Lindbergh, o rapto e assassinato do filho do aviador Charles Lindbergh nos EUA em 1932.

Os trens são maravilhosos. Ainda os adoro. Viajar de trem é ter a possibilidade de observar a natureza e os seres humanos, cidades, igrejas e rios — de fato, olhar a vida. [Agatha Christie, Autobiografia, trad. Maria Helena Trigueiros. São Paulo: Círculo do Livro, 1989]

Em Assassinato no Expresso do Oriente, o detetive Hercule Poirot encontra-se a bordo do trem a caminho de Calais depois de solucionar um caso na Síria. Ele encontrara-se com um velho amigo, Monsieur Bouc, que atualmente é um dos diretores da Compagnie Internationale des Wagons Lits, no restaurante do Hotel Toklatian. Foi M. Bouc quem conseguiu uma vaga para Poirot no trem, “excepcionalmente lotado para esta época do ano”, segundo o condutor Pierre Michel.

No vagão-restaurante, Poirot é abordado por Samuel Ratchett, um americano que lhe oferece um serviço. Poirot e Bouc já o haviam avistado antes no restaurante do Hotel Tokatlian e não tiveram uma boa primeira impressão. Ratchett recebeu ameaças de morte e quer que Poirot o proteja dos inimigos, mas o detetive o recusa: “Desculpe a franqueza, senhor Ratchett. O que não me agrada é a sua fisionomia.”

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Mais Harper’s Island e a grade da TV aberta

Elaine Cassidy em Harper's Island

Elaine Cassidy em Harper's Island

Reportagem de Mauro Trindade, da Gazeta do Sul, fala sobre Harper’s Island na programação do SBT e a inspiração em Agatha:

Há coisas que não morrem jamais. Histórias de assassinato, por exemplo. O SBT acaba de lançar Harper’s Island – O Mistério da Ilha (de segunda a sexta, às 21h15), com direito a muitos crimes por episódio. O novo seriado – novo mesmo – estreou em abril deste ano [2009] nos Estados Unidos, inaugurou o novo horário de séries da emissora e jogou o SBT Brasil para as 19h30. O que põe o principal jornalístico da emissora para brigar com o Jornal da Band, que começa às 19h20; com o Jornal da Record, às 20 horas, e Jornal Nacional, da Globo, às 20h15.

O alvo é o público juvenil, como o programa que vem em seguida – Pegadinhas picantes, vídeos bobos com homens e mulheres seminus – confirma. As mudanças surtiram efeito e na estreia, segunda passada, o SBT chegou à vice-liderança, com 10 pontos de audiência. Harper’s Island é mais uma história de crime e suspense que segue à risca a fórmula utilizada por Agatha Christie, entre outros grandes autores de romances detetivescos. A lógica é a mesma de Assassinato no Oriente Express, desta autora. Ou Cozinheiros Demais, de Rex Stout, outro divertido autor do gênero. Ari Schlossberg, criador da série, assume que ela foi baseada em O Caso dos Dez Negrinhos, também de Agatha Christie.

A citação desses livros não é gratuita. A lógica de telesseriado é rigorosamente literária. É uma narrativa na qual o espectador tem de descobrir quem é o assassino. Na ilha de Harper, próxima à cidade de Seattle, nos Estados Unidos, Henry e Patrícia vão se casar, quando começa uma sequência de mortes sangrentas. Na verdade, a mesma ilha foi palco de outra carnificina há sete anos, quando Abby (Elaine Cassidy) teve a mãe morta. E essa atriz é a mais conhecida do elenco, graças a uma personagem terciária que interpretou no bom filme de terror Os Outros, de Alejandro Amenábar e estrelado por Nicole Kidman.

Leia o texto completo clicando aqui.

Quatro em um da Nova Fronteira

Edição de luxo, com capa dura

Edição de luxo, com capa dura

Procurando ontem [08.03.2009] por livros de Agatha Christie em uma livraria da Zona Sul do Rio, encontrei uma bela edição da Editora Nova Fronteira que traz, com capa dura, uma reunião de quatro grandes obras da Dama do Mistério em um único exemplar:

– Assassinato no Expresso do Oriente
– Morte no Nilo
– A Mansão Hollow
– Cai o Pano

Veja mais detalhes no site da Nova Fronteira, clicando aqui.

[Filme] Murder on the Orient Express

Capa do DVD

Capa do DVD

Sinopse do filme: No Orient Express um passageiro é morto e Hercule Poirot, o famoso detetive belga que embarcou por acaso, considera que todos os passageiros são suspeitos, pois todos tinham motivos para matar a vítima, que tinha seqüestrado e matado uma menina, já que os suspeitos de alguma forma tinham alguma conexão com a criança morta. As coisas se complicam quando o detetive descobre que a vítima era o seqüestrador e assassino do famoso bebê dos Lindbergh, e que todos os passageiros têm um segredo a esconder.

Oscar Venceu na categoria de melhor atriz coadjuvante (Ingrid Bergman), além de ser indicado nas categorias de melhor ator (Albert Finney), melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor figurino e melhor trilha sonora – drama.

BAFTA Ganhou três prêmios no BAFTA, nas categorias de melhor ator coadjuvante (John Gielgud), melhor atriz coadjuvante (Ingrid Bergman) e melhor trilha sonora. Recebeu ainda outras sete indicações, nas categorias de melhor filme, melhor Diretor, melhor ator (Albert Finney), melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor edição e melhor figurino.

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Assassinato no Expresso do Oriente

Capa da edição de banca da Ed Record

Capa da edição de banca da Ed Record

Sinopse da quarta capa: No luxuoso trem Taurus Express, carro Istambul – Calais, Samuel Edward Ratchett, aliás Cassetti, é encontrado em sua cabine morto com 12 punhaladas. Segundo as evidências, a morte teria acontecido entre meia-noite e duas horas da manhã. À meia-noite e meia, o trem entrou numa nevasca. Depois dessa hora, era impossível que qualquer um deixasse o trem. Portanto, o assassino tinha que ser descoberto ali mesmo…
Todos esses enigmas iludiriam os melhores detetives das mais famosas organizações policiais, menos um: Hercule Poirot. O célebre detetive belga, pequeno e sempre impecavelmente trajado, o homem da ordem e do método, capaz de encontrar a solução para todos os mistérios com o uso das suas “pequenas células cinzentas”, é o principal protagonista de mais este romance da galeria de dezenas de Agatha Christie, com milhões de exemplares vendidos no mundo inteiro.
O maior detetive da ficção policial de todos os tempos, criação genial de Agatha Christie, indiscutivelmente a maior escritora do seu gênero que a literatura mundial já produziu, soluciona mais um envolvente mistério, com um desfecho surpreendente.

Murder on the Orient Express (1934)
(Um crime no Expresso do Oriente, em Portugal)

Citações e referências
Referências à vida pessoal, humor e métodos de Hercule Poirot:
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Um brinde ao Expresso do Oriente

A rota do Orient Express

A rota do Orient Express

De Natália Zonta para o suplemento Viagem do jornal Estadão:

Istambul ainda era Constantinopla e Agatha Christie (1890-1976) nem havia nascido. Há 125 anos, em 4 de outubro de 1883, partiam da estação Gare de l’Est, em Paris, os vagões do Expresso do Oriente. Pela primeira vez, turistas corajosos – e muito ricos – cruzavam a Europa rumo à porta de entrada da Ásia. Era o começo da história do lendário trem que inspirou tantos escritores.

O detetive Hercule Poirot não teria como estar na viagem inaugural do Venice Simplon, outro nome pelo qual o trem era conhecido. Mas se fizesse parte da lista dos passageiros, o personagem mais excêntrico da rainha do crime fatalmente reclamaria do trajeto. A princípio, o percurso não era todo feito sobre trilhos. Como seria possível investigar um assassinato com tanto entra-e-sai dos vagões?

Na época, a composição partia de Paris e seguia para Estrasburgo, Munique, Viena, Budapeste e Bucareste. Em Girgiu, na Romênia, os passageiros pegavam um barco e navegavam pelo Danúbio até Ruse, na Bulgária, onde havia um novo trem para Varna. De lá, finalmente, um ferry seguia para Istambul.

Com o tempo, a jornada pela Europa tornou-se menos tumultuada. Mas o número de pomposos vagões permaneceu sempre o mesmo, 17, para 148 passageiros. Espaço de sobra para inspirar Agatha Christie a escrever o best-seller Assassinato no Expresso do Oriente (1934).

A autora conheceu o trem em sua fase áurea. Os vagões já chegavam à Estação Sirkeci, em Istambul, por um trajeto feito só sobre trilhos e eram sinônimo de luxo – até a realeza fazia questão de conhecê-los. Ninguém poderia imaginar que, em 1977, guerras e crises políticas obrigariam o Expresso do Oriente a parar.

Leia mais clicando aqui.

Matéria em inglês da revista Danubius.

Site oficial
http://www.orient-express.com/

SAIBA MAIS

Quanto custa: o pacote de seis noites custa a partir de US$ 9 mil. Inclui todas as refeições, hospedagem e passeios

Capacidade: 148 passageiros
Vagões: 17
Restaurantes: 3
Bar: 1
Peso: 94 toneladas
Comprimento: 401 metros

Pera Palace Hotel

Brasão do hotel

Brasão do hotel

Do blog Entresseio:

Muitos dos recém-chegados a Istambul no Expresso do Oriente aproveitavam as suítes do Pera Palace para se recuperar da longa viagem e buscar fôlego para desbravar a então desconhecida Ásia.

Agatha Christie preferiu escrever algumas linhas e dar início ao romance Assassinato no Expresso do Oriente (1934). O suntuoso hotel escolhido pela autora foi feito para entrar na história. Inaugurado em 1891, tinha declarada intenção de receber os passageiros mais ilustres do luxuoso trem.

Agradar aos endinheirados nunca foi um problema no Pera Palace.

Na época, não havia recém-chegado da Europa que não quisesse se hospedar em um dos 145 quartos do local – o 411, aliás, ficou marcado por ter recebido a rainha do crime. O estilo arquitetônico impressionava. O blend de traços orientais com o neoclássico e o art déco podia ser notado no hall de entrada e nos detalhes da fachada do palacete. Uma mistura improvável e fascinante para aquela época.

Quarto 411, onde Agatha Christie teria escrito 'Assassinato no Expresso do Oriente'

Leia mais clicando aqui.

Demora a carregar, mas vale a pena conhecer o site de um hotel que já teve Agatha Christie e diversas outras personalidades em suas dependências:

http://perapalas.com/

O hotel reabre em 2009 depois de obras de recuperação. A foto ao lado (de Steve Hopson, novembro de 2004) é do Wikipedia, e foi encontrada neste link:

http://en.wikipedia.org/wiki/Hotel_Pera_Palace

Expresso do Oriente: Viagens em Curso

Edição da Nova Fronteira

Capa da edição da Nova Fronteira

O famoso Expresso do Oriente, mote do igualmente famoso livro de Dame Agatha “Assassinato no Expresso do Oriente”, foi citado esta semana [09.10.2008] na imprensa – com direito a citação à própria Agatha – em nota reproduzida no site Último Segundo:

O famoso Venice-Simplon Orient Express chegou hoje a Praga com 160 passageiros a bordo, e sem que o chefe do vagão, Raymond, anunciasse qualquer crime, como no romance de Agatha Christie “Assassinato no Expresso do Oriente”. Os elegantes vagões, criados em fábricas de Inglaterra, Bélgica, França e Itália, são uma viva lembrança do livro da escritora britânica, que popularizou, no século passado, esse trem. O trajeto do Expresso do Oriente começou quarta-feira à tarde em Veneza, fez uma escala em Viena, e, após chegar, hoje, à estação de Smichov, em Praga, os passageiros terão até sábado para desfrutar da capital boêmia. Eles retomarão, então, o caminho através de Frankfurt e, depois, Paris, para finalmente chegar a Londres no domingo às 15h (em Brasília). O custo da passagem desde Veneza, no litoral do Adriático, até Londres chega a 2.600 euros.

“Alguns fazem o trajeto de Veneza até Viena, mas a maioria das pessoas prefere o percurso completo. De fato, (o trem) foi desenhado para fazer todo o percurso”, disse.

Outros posts a respeito do livro aqui em A Casa Torta podem ser encontrados clicando aqui.