Quem matou Max ? Agatha Christie no final de Avenida Brasil

O título da matéria de Patricia Kogut para o Globo Online já diz tudo:

João Emanuel se inspira em Agatha Christie para o ‘quem matou Max?’

Nem Cervantes nem Eça de Queiroz. Depois de fazer referências a esses e a outros autores de clássicos da literatura, João Emanuel Carneiro conta que se inspirou em “Assassinato no Expresso do Oriente”, de Agatha Christie, para seu “quem matou Max?” em “Avenida Brasil”. No famoso romance policial inglês, um homem morre após ser apunhalado 12 vezes durante uma viagem de trem. O detetive Hercule Poirot desvenda o mistério: ele descobre que várias pessoas deram facadas na vítima.

Na novela, João garante, algo parecido vai acontecer. Mas, no final, ficará bem claro que houve um único responsável pela morte do malandro:

– Todos os suspeitos terão um motivo para cometer o crime. Mas só um terá dado o golpe fatal – adianta o autor do folhetim.

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Baba au rhum

– Primeiro vamos jantar, Hastings. E só voltaremos a abordar o assunto à hora do café. Quando se trata de comida, o cérebro deve ser escravo do estômago.
Poirot manteve a palavra. Fomos a um pequeno restaurante em Soho, onde era amigo da casa, e comemos uma omelete saborosíssima, filé de peixe, frango e um Baba au Rhum que era uma das paixões de suas paixões. (Treze à Mesa, Nova Fronteira, 2005, pág. 127)

Baba au rhum

Baba au rhum

A origem

Baba vem de babka ou bobka, um bolo típico do leste europeu consumido no domingo de páscoa; a palavra significa “mulher idosa” ou “vovó” nos idiomas eslavos. A invenção do Baba au Rhum é atribuída a Stanislas Leszczynska, rei deposto da Polônia e sogro do rei francês Luís 15. Segundo o dicionário Larrousse Gastronomique isso é improvável, mas talvez ele possa receber o crédito parcial já que tenha partido dele a idéia de embeber um bolo chamado kouglhopf em bebida alcóolica. Gugelhupf ou kugelhupf é o nome alemão do babka.

Outra versão da lenda conta que o rei Stanislas trouxe um baba em uma de suas viagens que chegou ressecado. Seu pasteleiro Nicolas Stohrer resolveu o problema adicionando vinho de Málaga, açafrão, uvas e passas e creme batido. Stohrer fez parte da comitiva que acompanhou a princesa Maria ao palácio de Versalhes, em 1725, quando ela casou-se com o rei francês. Em 1730 ele abriu sua patisserie em Paris. A idéia de usar rum ocorreu a um de seus descendentes em 1835.

O Baba au rhum é feito numa forma cilíndrica; o bolo inspirou a criação de uma versão alternativa, o Savarin (v. post de 28 de maio de 2008 ).

Fonte: Le Guide des Connaisseurs

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