O ponto final do Expresso do Oriente

Turquia

Turquia

Uma matéria de 26.03.2009 publicada no Globo Online com o título de “Entre a Europa e a Ásia, Turquia fascina visitantes” cita Agatha:

O fato de Istambul estar justamente na encruzilhada destes dois continentes sempre exerceu certo fascínio sobre os visitantes. Em 1885, a cidade se tornou o ponto final da luxuosa viagem de trem a bordo do Orient Express, que inspirou a escritora Agatha Christie. Testemunha das últimas horas do grande Império Otomano, a estação ainda existe. Sobre a pergunta inicial, cada um terá a sua resposta. A própria UE ainda não chegou a uma conclusão. Por via das dúvidas, decidiu que Istambul será a capital cultural da Europa em 2010. Para os brasileiros, o novo voo São Paulo-Istambul, a ser inaugurado daqui a dez dias pela Turkish Airlines, acena com mais uma oportunidade de pesquisar a resposta.

Cadastrados no site de O Globo podem ler a matéria completa clicando aqui.

Hotel Metropole, Las Palmas, Ilhas Canarias

Hotel Metropole como era na época de Agatha Christie

Hotel Metropole como era na época de Agatha Christie

Após o divórcio do primeiro marido, Agatha encontrava-se sem dinheiro e perseguida pela imprensa por causa do episódio do desaparecimento. A escritora então reuniu os contos que se transformaram no livro Os Quatro Grandes e viajou para as Ilhas Canárias, onde hospedou-se no Hotel Metropole, atualmente sede do Ayuntamento de Las Palmas. Durante sua estadia ela escreveu O Mistério do Trem Azul, um livro que ela detestava, vonforme confessou em sua Autobiografia. O conto A Dama de Companhia (The Companion), presente no livro Os Treze Problemas, é ambientado em na ilha Gran Canaria.

Las Palmas é ainda meu lugar ideal para passar os meses de inverno. Parece-me que hoje é local de intenso turismo, e perdeu parte de seu encanto. Nesse tempo, era tranqüilo e calmo. Pouca gente ia para lá, a não ser os que ficavam um mês ou dois, e preferiam aquela ilha à da Madeira. Suas duas praias são perfeitas. A temperatura também: a média gira em torno de vinte e oito graus, o que, na minha opinião, deve ser a temperatura de verão. Durante a maior parte do dia corria uma brisa agradável, e à noite estava sempre quente o bastante para podermos nos sentar ao ar livre, depois do jantar. (Autobiografia, Círculo do Livro)

El edificio donde se alojó Agatha Christie sigue dando argumentos para una novela siete décadas después. El viejo Metropole, hoy transformado en la sede administrativa del Ayuntamiento, mantiene en aquellos pasillos el mismo ambiente de desasosiego que la escritora británica imprimió a sus novelas.

Si Miss Marple tuvo que hacer frente a sus Trece problemas, ahora Jerónimo Saavedra debe afrontar una lista bastante mayor de contratiempos, no sólo externos, sino también internos, que empiezan a sembrar la semilla de la decepción, como reconocen muchos concejales en el ámbito privado, y algunos otros en el público. (Canarias7)

Recuerdo haber leído un relato corto de Agatha Christie en el que situaba uno de sus crímenes en Gran Canaria. Las protagonistas se alojaban en el Hotel Metropole pero el crimen en cuestión tenía lugar en el Puerto de Agaete. Hace siglos que la leí y aunque me acuerdo bien del argumento –que no destriparé, descuiden- no consigo acordarme del título. Quizá alguno de mis amables visitantes tenga a bien refrescarme la memoria. Pero todo esto venía a cuento de una placa colocada en la entrada trasera del Ayuntamiento, en la entrada de los jardines. La placa susodicha recuerda, con un texto socarrón, la visita de Agatha Christie y dice algo así como “los ecos de las intrigas y asechanzas de sus historias aún resuenan por los pasillos de este edificio”. (Blog Canarias Nación)

Nuestra escritora se alojaba en el Hotel Metropol donde hoy están las oficinas Municipales de Las Palmas de Gran Canaria, en el barrio de Ciudad Jardín; ella era asidua de la playa de Las Canteras y practicante pionera del Surf. (Historia de Canarias)

Viajando pelo Nilo como Poirot

O Templo de Karnak

O Templo de Karnak

Um artigo de Marcel Berlins para o Times, em seu relato de viagem pelo Nilo a bordo do navio SS Sudan, traz algumas informações interessantes a respeito da escritora Agatha Christie, seu romance policial Morte no Nilo e os dois filmes adaptados do livro, que no Brasil receberam o título Morte sobre o Nilo.

LET’S get one important fact out of the way. Of all my two dozen fellow voyagers on the SS Sudan, plying the Nile between Aswan and Luxor, not a single one was murdered.

This was in sharp contrast to the experience of five passengers who undertook a trip on the very same boat more than 70 years ago, and were all shot dead. That’s a death rate of one in four.

There was only one essential difference between the two voyages: the 1936 one was fictional. It is, though, well known to millions of readers of Agatha Christie’s Death on the Nile.

Many more who have not read the book have seen at least one of the two films of it, with Peter Ustinov and David Suchet playing the ill-moustached Belgian detective Hercule Poirot. The steamship played itself, rather more convincingly.

The idea for the novel came to Christie when, during an Egyptian winter holiday, she went on the same journey that she made Poirot take a year later. That voyage is no longer available; the building of the Aswan Dam in the 1960s made it impossible.
[…]
If the Agatha Christie connection had long been forgotten in the awe and excitement of meeting Ancient Egypt, it was briefly revived at Luxor’s Old Winter Palace hotel, where I stayed the evening after leaving the cruise. Built in 1886, the year after the SS Sudan, the opulent colonial-style hotel, with its lush gardens, has been host to countless crowned heads and leaders of nations as well as the Queen of Crime. (Times Online)

Um brinde ao Expresso do Oriente

A rota do Orient Express

A rota do Orient Express

De Natália Zonta para o suplemento Viagem do jornal Estadão:

Istambul ainda era Constantinopla e Agatha Christie (1890-1976) nem havia nascido. Há 125 anos, em 4 de outubro de 1883, partiam da estação Gare de l’Est, em Paris, os vagões do Expresso do Oriente. Pela primeira vez, turistas corajosos – e muito ricos – cruzavam a Europa rumo à porta de entrada da Ásia. Era o começo da história do lendário trem que inspirou tantos escritores.

O detetive Hercule Poirot não teria como estar na viagem inaugural do Venice Simplon, outro nome pelo qual o trem era conhecido. Mas se fizesse parte da lista dos passageiros, o personagem mais excêntrico da rainha do crime fatalmente reclamaria do trajeto. A princípio, o percurso não era todo feito sobre trilhos. Como seria possível investigar um assassinato com tanto entra-e-sai dos vagões?

Na época, a composição partia de Paris e seguia para Estrasburgo, Munique, Viena, Budapeste e Bucareste. Em Girgiu, na Romênia, os passageiros pegavam um barco e navegavam pelo Danúbio até Ruse, na Bulgária, onde havia um novo trem para Varna. De lá, finalmente, um ferry seguia para Istambul.

Com o tempo, a jornada pela Europa tornou-se menos tumultuada. Mas o número de pomposos vagões permaneceu sempre o mesmo, 17, para 148 passageiros. Espaço de sobra para inspirar Agatha Christie a escrever o best-seller Assassinato no Expresso do Oriente (1934).

A autora conheceu o trem em sua fase áurea. Os vagões já chegavam à Estação Sirkeci, em Istambul, por um trajeto feito só sobre trilhos e eram sinônimo de luxo – até a realeza fazia questão de conhecê-los. Ninguém poderia imaginar que, em 1977, guerras e crises políticas obrigariam o Expresso do Oriente a parar.

Leia mais clicando aqui.

Matéria em inglês da revista Danubius.

Site oficial
http://www.orient-express.com/

SAIBA MAIS

Quanto custa: o pacote de seis noites custa a partir de US$ 9 mil. Inclui todas as refeições, hospedagem e passeios

Capacidade: 148 passageiros
Vagões: 17
Restaurantes: 3
Bar: 1
Peso: 94 toneladas
Comprimento: 401 metros

Agatha Christie Mile

Onde as histórias acontecem

Onde as histórias acontecem

Os locais abaixo fazem parte do tour Agatha Christie Mile.

1. Cavernas de Kent: a Caverna Hempsley do livro O homem do terno marrom é uma réplica destas cavernas.

2. Anstey Cove: pequena praia onde Agatha e seus amigos faziam piqueniques ao luar. Neste local ela teve um encontro romântico com Amyas Boston; mais tarde ela usou o nome Amyas no livro Os cinco porquinhos.

3. Praia Meadfoot: Agatha era uma nadadora entusiasta. Em sua época, homens e mulheres não se misturavam nas praias, ficando 50 jardas separados (aproximadamente 45 metros).

4. Torquay Town Hall: local em que funcionava o hospital da Cruz vermelha durante a Primeira Guerra Munial. Agatha era enfermeira voluntária.

5. Torre da Igreja de Todos os Santos: igreja fundada com doção do pai de Agatha.

6. Cockington Court: propriedade da família Mallock, amigos dos Miller, onde se organizavam encenações de teatro amador de que Agatha participava.

7. Mansão Oldway: propriedade da família Singer (das famosas máquinas de costura), que Agatha freqüentava durante os bailes oferecidos.

8. Ferrovia Paignton a Dartmouth: Agatha descia na Churston Station para chegar à sua casa, Greenway. Poirot usou esta ferrovia nos livros Os crimes ABC e A extravagância do morto.

Fonte: The English Riviera

Post relacionados
Torquay Museum publicado em 24 de janeiro de 2008.
The Mysterious Affair at… All Saints ? publicado em 18 de maio de 2008.
Tour na Riviera Inglesa publicado em 7 de junho de 2008.
Igreja de Todos os Santos publicado em 15 de setembro de 2008.
Seguindo seus passos publicado em 8 de novembro de 2008.

Guia Baedeker

– (…) Tinham esse aspecto de tranqüila segurança, que é um direito de nascimento das inglesas de boa família. Nada havia de notável em qualquer das duas. Eram iguais a milhares de suas irmãs. Sem dúvida iriam ver o que desejavam ver, ajudadas pelo Baedeker, e permanecer cegas diante de tudo mais. (Os Treze Problemas, Nova Fronteira, pág. 108 )

Baedeker's Great Britain, 1890

Baedeker Great Britain, 1890

O Baedeker é um guia de viagem editado desde 1827 na Alemanha. Seu nome vem do fundador da editora, Karl Baedeker, e tornou-se sinônimo de guia de viagem pelo mundo, tanto que guias de outras editoras são chamados de Baedeker do mesmo jeito que a Gilette virou sinônimo de lâmina de barbear. Em inglês, o verbo baedekering refere-se ao ato de viajar para um país com o objetivo de coletar dados para escrever um guia de viagem.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha desencadeou uma série de ataques aéreos contra cidades inglesas usando o guia Baedeker of Great Britain como, bem… guia. Esses ataques ficaram conhecidos como Baedeker blitz ou raids. Em 1943 os arquivos da editora foram destruídos, mas o bisneto de Karl retomou os negócios em 1948. Além do alemão e do inglês, os guias também têm  edições em francês e espanhol. São impressos em formato de bolso e com letras pequenas, próprios para carregar nas viagens turísticas.

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Seguindo seus passos

Grand Hotel, Torquay, 1912

Grand Hotel, Torquay, 1912

É certo que não é qualquer que pode igualar-se à Agatha Christie na criação de tramas misteriosas, mas sempre resta o consolo de que podemos, pelo menos, visitar os lugares por onde passou ou ambientou suas histórias.

Duas notícias ajudam a enriquecer essa lista de lugares, ambos na Inglaterra: o condado de York – que, na época em que as irmãs Brontë lá escreviam, era um só, mas hoje em dia se divide em do Norte, do Oeste e do Sul – e o condado de Devon, ainda mais em evidência atualmente com o lançamento do filme A Duquesa, com Keyra Knightley.

Es ésta una ciudad balneario, que durante siglos cobró fama por sus aguas sulfurosas. Los edificios hablan de la popularidad de la que gozó a principios del siglo XX. La nobleza europea llegaba en el tren desde Londres para bañarse y beber el agua con sabor a huevo podrido.

Aún hoy puede beberse. Un par de grifos públicos desprenden el olor del diablo, a azufre, del manantial. Pero la Primera Guerra Mundial inició el declive de esta ciudad amable, en la que los coches de lujo y los escaparates de primeras firmas indican que quien tuvo retuvo. Quizás por eso Agatha Christie, cuando perdió el juicio y los nervios por el adulterio de su primer marido, buscó refugio aquí. Y apareció después bajo nombre falso en uno de los hoteles de Harrogate, relajada, desmemoriada y tranquila. (El Mundo)

At the turn of the century, anyone of consequence holidayed on the English Riviera, a sunny stretch of South West English coastline. Looking not dissimilar to Monte Carlo – a resort it doubled for in at least one episode of Roger Moore’s TV series The Saint – the area boasts three towns, Brixham, Torquay and Paignton, although today they have effectively merged into one stretch collectively referred to as Torbay. Crime writer Agatha Christie was born in Torquay itself and her presence looms large. No fewer than 15 of Agatha’s novels are set in Devon thus heightening the intrinsic interest of the region’s attractions. If Cornwall is Daphne du Maurier country, then Devon is Christie country! (Moneyweb)

Agatha Christie and Archaeology

Expresso do OrienteEm sua autobiografia (1977), Agatha Christie dizia:

All my life I had wanted to go on the Orient Express. When I had travelled to France or Spain or Italy, the Orient Express had often been standing at Calais, and I had longed to climb up into it. Simplon-Orient-Express–Milan, Belgrade, Stamboul…

Desnecessário dizer que o Expresso do Oriente foi tema de um de seus livros mais famosos. O site abaixo é apenas uma das quatro seções que fala de Agatha Christie e, nesta primeira parte, tem foco justamente no Orient Express (com destaque para as fotos e ilustrações):

Agatha Christie and Archaeology

Viajando por Agatha

Nós já falamos um pouco sobre isso em post de 24 de janeiro de 2008, mas de qualquer forma vale a pena ler um artigo publicado no site do Estado de São Paulo no último dia 25 de fevereiro:

Os romances de Agatha Christie estão entre os mais vendidos do mundo: cerca de 2 bilhões de cópias, segundo o Guinness Book, o livro dos recordes. Uma viagem até Torquay, na Riviera Inglesa, pode revelar outros mistérios – estes, sim, reais – sobre a “rainha do crime”. Foi lá que ela nasceu, em 15 de setembro de 1890, e viveu até se casar. Para comemorar seu centenário, em 1990, a cidade criou o Agatha Christie Mile, um tour por pontos importantes da vida da escritora.

Leia o texto completo no site do Estadão, “Agatha, a rainha do crime”, clicando aqui.