A Ratoeira: Na Broadway em 2023

De acordo com matéria do Globo Online com o título “‘A ratoeira’: peça de Agatha Christie chega à Broadway depois de 70 anos”, a famosa obra de Agatha em cartaz em Londres desde 1952 e encenada quase 30 mil vezes estará em Nova York. O texto é de Alex Marshall, do The New York Times:

Ao longo dos últimos 70 anos, os frequentadores de teatro em Londres se divertiram tentando encontrar o assassino em “A ratoeira”, clássica peça de mistério de Agatha Christie. Agora,finalmente, o público da Broadway tem a chance de solucionar o crime.

Na última semana, amantes atentos do teatro descobriram o site oficial da peça, anunciando que o espetáculo que detém o recorde de temporada mais longeva no “Guinness” vai estrear na Broadway em 2023. Na internet não é possível saber mais detalhes, mas lá está a promessa de uma “recriação carinhosa” da montagem do West End, com direito à máquina de vento, usada para criar uma rempestade.

Na última sexta-feira, Adam Spiegel, produtor da montagem londrina, confirmou a estreia americana, enquanto celebrava, em uma matinê, o aniversário de 70 anos da peça. Ele disse que não podia dar detalhes, mas que era certa a realização do projeto em 2023.

Não se sabe bem por que “A ratoeira”, que começou como uma peça no rádio, nunca chegou à Broadway. Por décadas — quando ela ainda estava na meia-idade, longe de ser uma septuagenária — alguns críticos diziam que ela era anacrônica, destacando que janelas que rangiam era o mais próximo que ela apresentava de um efeito especial. Em 1960 ela chegou ao circuito off-Broadway, mas nunca aos teatros mais tradicionais.

Ao todo, a peça foi encenada mais de 28 mil vezes em Londres, para um público somado de mais de dez milhões de pessoas. A Rainha Elizabeth foi ver o espetáculo em sua festa de 50 anos, em 2002. Na dos 60, um crítico do jornal inglês “The Times” descreveu “A ratoeira” como “uma excursão para um lugar histórico” e “Um jogo de Detetive ao vivo”.

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Rian Johnson: A influência de Agatha na sequência de Knives Out

Uma matéria no site Legião dos Heróis traz uma entrevista com o diretor Rian Johnson, de “Glass Onion”, com o sugestivo título “Glass Onion: Rian Johnson comenta influência de Agatha Christie na sequência de Knives Out”. Um trecho:

Ao invés de continuar a história, o diretor pretendia fazer algo novo. Muito disso se deve à influência da autora Agatha Christie, conhecida mundialmente por seus mistérios e narrativas detetivescas. Explicando a inspiração no trabalho da escritora, ele disse:

“Mas o modo como pensávamos em continuar fazendo esses filmes sempre foi não continuar a história do primeiro, mas tratá-los como Agatha Christie tratava seus livros e fazer um mistério completamente novo todas as vezes, com um novo local, uma nova galeria de personagens suspeitos. E também, algo que Agatha Christie fazia que, como um fã, qualquer um que conhece o trabalho dela, ela realmente balançava as coisas de um livro para o outro. Não é só uma mudança no mistério. Ela misturava gêneros. Ela jogava reviravoltas narrativas loucas que nunca haviam sido usadas em whodunnits antes.”

(…) “E também, por mais que exista uma tradição de mistérios de assassinato na aconchegante Inglaterra, ou no nosso caso, casas de campo da Nova Inglaterra, há uma veia muito rica de tradição de assassinatos em viagens,” o diretor disse. “ ‘Morte na Praia’, ‘Morte no Nilo’, ‘O Fim de Sheila’, que é um dos meus filmes favoritos.”

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Knives Out 2: Sequência de Entre Facas e Segredos estreia em dezembro de 2022

Na matéria na Carta Capital, de autoria de Vanessa Thorpe, com o título “Surgem clássicas aventuras policiais a partir de tramas de Agatha Christie” (encontrada aqui), encontra-se esta bela foto de “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”. O filme, livremente inspirado em Agatha como seu antecessor, “Entre Facas e Segredos”, estreia na plataforma Netflix em dezembro de 2022.

Marple: Twelve New Mysteries

Trechos da matéria “Novo livro explica a popularidade de Miss Marple, de Agatha Christie” (de Rhys Bowen, originalmente no The Washington Post), publicada no Estadão em 10.11.2022, a respeito de “Marple: Twelve New Mysteries”, lançado em setembro de 2022:

“(…) aí chegamos a Miss Marple, outra personagem constante de Christie. Esta senhora inspirou várias encarnações teatrais, desde a calorosa Margaret Rutherford até a perfeitamente discreta Joan Hickson. E agora ela chamou a atenção de um grupo de autoras de best-sellers, cada uma tentando sua versão de Miss Marple em uma antologia chamada simplesmente Marple, lançada em 13 de setembro. O ilustre grupo conta com Kate Mosse, Val McDermid, Elly Griffith, Lucy Foley e Ruth Ware. Cada autora captura Christie – e Marple – com perfeição e também exibe um pouco de seu toque particular. A autora feminista Naomi Alderman, por exemplo, descreve um personagem masculino pomposo como alguém que tem uma voz que “explodiu do fundo da barba”. Mais tarde, ele é encontrado de bruços em cima do prato de carne assada, morto por overdose.

Então, o que Marple tem que Poirot não tem? Primeiro, ela é alguém com quem podemos nos identificar. Seria bom tomar um chá com ela. Talvez seja uma das poucas personagens palpáveis e elaboradas de Christie: a consumada solteirona inglesa, vivendo numa típica vila inglesa, com suas fofocas e intrigas. Marple, na verdade, representa toda uma geração de mulheres cujas esperanças de casamento foram frustradas pela perda de mais de um milhão de jovens nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. Como jovem de boa família naquela época, ela foi criada para arranjar um bom casamento e não estava preparada para muito mais que isso. Ela claramente tem um cérebro excelente. Em outras épocas, poderia ter ido para a universidade e conseguido uma profissão lucrativa. Em vez disso, ela tem de se contentar com seu jardim e boas obras na paróquia. Não é à toa que dedica seu cérebro e aguçados poderes de observação à resolução de crimes.

A grande vantagem de uma solteirona idosa é que ela é invisível. Ninguém pensa que ela é importante quando ela está lá sentadinha no saguão de um grande hotel com seu tricô. E aí ela ouve, observa e percebe pequenos detalhes que a polícia ignora: unhas roídas na garota errada, um comportamento que parece estranho à personagem. E ela faz comparações com personagens de seu vilarejo: o brilho de triunfo nos olhos de um vigarista a lembra do rosto do coroinha que ganhou na bolinha de gude. Aquele sorriso que ninguém notou. Só ela.”

(…) No novo livro Marple, ninguém tentou mostrar a detetive como uma jovem brilhante, nem fazendo algo ousado na Primeira Guerra Mundial. Em cada conto, ela está como a conhecemos: gentil, frágil, idosa e sábia. Ela faz tricô. E pisca muito – o que não me lembro de ver a verdadeira Miss Marple fazendo. Alguns dos contos acontecem na vila natal de Miss Marple, St. Mary Mead, ou vilarejos ingleses semelhantes, enquanto outros locais são mais exóticos. Alyssa Cole a leva para Nova York, Jean Kwok para Hong Kong e Elly Griffiths monta sua deliciosa peça no sul da Itália. Todas as histórias são divertidas, intrigantes, mas devo dizer que descobri o culpado na maioria delas, o que não conseguia fazer nos romances de Christie.

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Morte Morte Morte: Whodunnit, Geração Z e inspiração em Agatha

O site Estação Nerd fala sobre o filme “Morte Morte Morte”, lançado nos cinemas brasileiros em 06.10.2022. O filme não é baseado na obra de Agatha, mas a matéria é uma das que falam sobre o filme citando a Dama do Mistério:

O gênero suspense ao longos dos anos estabeleceu tipos de filmes com a característica de whodunnit, que é a criação de uma investigação sobre um assassinato ocorrido. Seu trabalho é criar a atmosfera usando o ambiente, personagens e pistas. Assim, surpreendendo o público e revelando o assassino/assassina improvável. Muito comum na literatura, especialmente nas obras de Agatha Christie, talvez a maior responsável pela popularização do subgênero. Agora, o estúdio A24 embarca novamente nesse esquema de subverter um gênero, apresentando Morte Morte Morte.

Em Morte Morte Morte, Bee e sua amiga, ambas de família muito bem sucedidas e ricas da Europa, decidem viajar juntas para uma festança em uma mansão remota. Junto com elas, outros convidados da mesma faixa etária de vinte anos, e também muito ricos. Depois de beber, usar drogas e dançar, o grupo decide jogar “Morte Morte Morte”, uma brincadeira aonde alguém é assassinado e todos precisam adivinhar quem foi o assassino.

Basicamente o filme é um comentário social sobre a geração Z, um resumo sobre esse twitterxploitation já encarnado nos jovens bombardeados pelo uso intensivo da Internet, seja Tik Tok, Twitter, Instagram, etc.

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Aqui, trecho da matéria do Acess.com, que também cita Agatha:

Produzido pela A24, o segundo longa-metragem de Halina Reijn é uma espécie de “Entre Facas e Segredos” da geração Z.

Em 2019, Rian Johnson fez sucesso com sua homenagem a Agatha Christie e deu um tom satírico ao suspense que resultou na divertida crítica social estrelada por Daniel Craig e Ana de Armas. Em menor escala, “Morte Morte Morte” tenta fazer o mesmo, mas tendo jovens de 20 e poucos anos, quase todos ricos e mimados, como alvo.

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No site Jovem Nerd:

Vale pontuar, porém, que Morte, Morte, Morte. não se trata realmente de um slasher, por mais que se aproprie da estética. O longa deixa a desejar nas mortes e na tensão, e prefere seguir mais por um caminho de suspense à la Agatha Christie. Há momentos sangrentos e chocantes, mas são poucos, espaçados e geralmente pouco impactantes.

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No TribunaPR:

Divertidíssimo e assustador, “Morte, Morte, Morte” é um verdadeiro jogo de detetive, que faz o público mudar de opinião a cada minuto da trama. As roteiristas Chloe Okuno e Kristen Ropueninan conseguem fisgar a atenção do espectador espetacularmente. É como se você estive vendo na tela, uma história de Marcos Rey ou de Agatha Christie, para o público millenials. Millenials em termo, porque a trama é aquele tipo filme de terror com adolescentes, como “Pânico”.

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No Papo de Cinema:

(…) o roteiro assinado por Sarah DeLappe utiliza o bom e velho whodunit – recurso narrativo em que a morte (ou a agressão) de determinado(s) personage(ns) desencadeia uma investigação sobre responsabilidades que, por sua vez, aponta a vários suspeitos. É algo que tornou célebre com o sucesso dos livros da escritora Agatha Christie, por exemplo. Quando um dos amigos aparece degolado no lado de fora do casarão, imediatamente a pergunta que paira no ar é: quem pode ter sido capaz de um ato dessa natureza?

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Trailer oficial:

A Rainha do Crime, por Walnice Nogueira Galvão

O jornal GGN publicou em 26.09.2022, uma matéria de Walnice Nogueira Galvão, Professora Emérita da FFLCH-USP, com o título “A Rainha do Crime”:

A 15 deste mês de setembro transcorreu o aniversário de Agatha Christie, que viveu 86 anos e escreveu copiosamente. São criações dela os detetives Hercule Poirot, o pernóstico belga meticuloso até à exasperação, e Miss Marple, cuja visão do mundo é limitada pelos antolhos da aldeia em que vive.

Esse é o filão que a faria rica e popular. Produziu mais de 100 volumes, totalizando dois bilhões de exemplares vendidos ao redor do globo. Em seu país, só Shakespeare vende mais que ela, e no resto do mundo ela é campeã das traduções de língua inglesa.

Foi alvo de felizes adaptações para o cinema, às vezes luxuosas, a exemplo de Assassinato no Expresso Oriente dirigido por Sidney Lumet há tempos. tendo no elenco apenas Ingrid Bergman, Albert Finney, Lauren Bacall, Vanessa Redgrave, Sean Connery e muitos mais. Meio século mais tarde Kenneth Branagh comandaria outra versão, com bons atores como Johnny Depp, Judi Dench, Penélope Cruz, Michelle Pfeiffer, enquanto reservava para si próprio o prazer de encarnar o insuportável Hercule Poirot.

A sobrevida da obra é peculiar e às vezes até extravagante. Lá está sua peça de teatro A ratoeira há mais de 50 anos nos palcos de Londres. A França divulga agora uma série de filmes chamada Les petits meurtres d´Agatha Christie, em que pesam o retrô e o humor. A BBC, com base na autobiografia que ela fez o favor de escrever e outras biografias, inicia uma sequência de filmes mais ambiciosos, mas que curiosamente têm Agatha como protagonista e detetive! Garanto que por essa ela não esperava. (…)

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Lucy Foley: O que Agatha Christie faria nesta situação?

Uma matéria do Metropoles traz entrevista com Lucy Foley:

(…) Em O Apartamento de Paris, Jess é uma jovem inglesa que vai à França em busca de um recomeço. Ela decide pedir abrigo ao meio-irmão, Ben, um jornalista que não perde a chance de ir atrás de uma boa história, e com quem mantém uma relação distante. (…) A trama, somado a outros sucessos como A Lista de Convidados e A Última Festa, garantiram a autora os primeiros lugares na lista dos mais vendidos. Além disso, a tornaram conhecida como a “Agatha Christie do século 21”.

“Eu fico muito orgulhosa, mas não sei se mereço isso tudo”, diz Foley. Modéstia à parte, ela reconhece que Christie é uma grande fonte de inspiração, ao lado de nomes como Patricia Smith e Daphne du Maurier.

“Sempre que fico travada em alguma trama, eu penso: ‘O que Agatha faria nesta situação’. Eu tento incorporar o espírito dela”, conta Foley.

Leia a matéria completa clicando aqui.

Lucy Foley

O vídeo de Luiz Prisco com a entrevista está no Youtube:

Post relacionado:
The Sydney Morning Herald: Mistérios mundo afora (e as influências de Agatha)

Agatha Christie: The best selling fiction writer of all time (como já sabíamos)

Com o título “Agatha Christie: Nine recent adaptations of the Queen of Crime’s novels to watch”, a matéria do site BT fala sobre os lançamentos em torno de Agatha dos últimos anos no cinema e no streaming:

It’s no surprise that Agatha Christie is the best selling fiction writer of all time and that her books are ripe for TV and film adaptation.

Whether they’re set in an exotic location like Egypt or in a quiet country village, Christie’s timeless tales of greed, love and murder still provide thrilling escapism – and a gripping finale as the killer – or killers – are revealed.

Since the publication of her first book, The Mysterious Affair at Styles, in 1920, demand for her quintessentially English mysteries has always been high. In 1928 the first film adaptation of a Christie story, The Passing of Mr Quin, was released and they’ve kept coming ever since. (…)

Why Didn’t They Ask Evans? (2022) = (…) The three-part drama stars Will Poulter and Lucy Boyton and includes cameos by Emma Thompson, Jim Broadbent and an aptly chosen part for Paul Whitehouse as the landlord of the Angler’s Arms.

Ao final, a matéria também cita as produções antigas. Leia o artigo completo clicando aqui.

Trailer de “Why Didn’t They Ask Evans?” (2022):

Wagatha Christie: Um caso estranho (cujo trocadilho a Dama do Mistério não merece)

Tudo começou com uma briga entre esposas e um julgamento…

“WAGatha Christie” chega a julgamento. A intriga e o glamour que opõe as mulheres de dois futebolistas – Rebekah Vardy está a processar Coleen Rooney por difamação depois desta a ter acusado no Twitter de ter enviado informações sobre a sua vida pessoal para o The Sun e não ter pedido desculpas. Um caso cheio que está a atrair os olhares públicos no Reino Unido.

Leia mais no site Sábado (de Portugal) clicando aqui.

Também no F5 brasileiro:
‘Wagatha Christie’: Briga entre mulheres de jogadores de futebol vai parar na Justiça

Um trecho:

Um julgamento por difamação está tomando conta dos tablóides da Grã-Bretanha. Apelidado de “Wagatha Christie”, o julgamento entre Coleen Rooney, 36, e Rebekah Vardy, 40, começou nesta terça [10.05.2022], mas os problemas entre as duas influenciadoras se iniciaram há três anos.

Em 2019, Rooney divulgou que alguém estava assistindo seus Stories privados no Instagram — na lista de melhores amigos — e vazando detalhes de sua vida pessoal para a imprensa. Após uma longa operação de investigação, a esposa de Wayne Rooney, ex-astro do futebol, descobriu que a culpada era Vardy.

A esposa de Jamie Vardy, também uma estrela do futebol, negou qualquer envolvimento e afirmou que a acusação trouxe uma corrente de abuso verbal do público, o que poderia prejudicar sua gravidez na época. Em 2020, ela iniciou um processo civil por difamação.​

O caso está em julgamento no Supremo Tribunal de Londres, que supervisiona os processos civis mais importantes na Grã-Bretanha, e deve durar uma semana. Segundo o jornal The New York Times, Hugh Tomlinson, advogado de Vardy, disse no tribunal que a influenciadora acredita que a culpada poderia ter sido sua agente, Caroline Watt.

No site da BBC:

Today the “Wagatha Christie” trial starts in the High Court, with Rebekah Vardy suing Coleen Rooney for libel. Set to last for seven days, it has also been described as “Wags at war”.

Mrs Rooney, 36, and Mrs Vardy, 40, are now both successful brands in their own right, but first became famous through their footballing husbands – Wayne Rooney, 36, England and Manchester United’s all-time leading goalscorer and Jamie Vardy, 35, who famously fired Leicester City to the Premier League title. He actually made his England debut in 2015, coming on as a substitute for Rooney against the Republic of Ireland.

Leia mais (e entenda quem são essas personagens) em
https://www.bbc.com/news/entertainment-arts-61349184

O caso gerou a tal expressão criada por Phoebe Roberts:

One person who will be following the case very closely is Phoebe Roberts, the original creator of the phrase “Wagatha Christie”.

She now lives in Belgium where she is a film curator, but back in October 2019 she was a new mum in London, holding her three-month old baby in one arm while scrolling on her phone with the other, when she saw Coleen Rooney tweet about her online detective work.

“It was this amazing story with the dot dot dot ending,” she recalls. “It had a lot of drama in it. So, I was just like, this is a detective novel or something, and that’s when I came up with Wagatha Christie.

E uma série de vídeos:

https://www.bbc.co.uk/sounds/brand/p0c4ks17

No site da CBS, em 12.05.2022:
‘Wagatha Christie’ explained: Everything to know about the ongoing Rebekah Vardy, Coleen Rooney libel case

Enfim… não sabemos como será o fim deste novelo. Só sabemos que Agatha Christie não merece essa “citação”…

Galeria de Fãs: Olga de Mello, De Frente Para Agatha Christie

Olga de Mello

No site Diário do Porto, um texto de Olga de Mello sobre Agatha:

Em criança, nas férias, toda tarde eu mergulhava nos livros policiais que meu pai havia guardado desde os anos 1940, e me sentia como se vivesse intensamente aqueles dias de folga. Amadureci como leitora, mas preservei o imenso prazer que thrillers oferecem, voltando, vez por outra a clássicos de Dashiell Hammett, Raymond Chandler, Patricia Highsmith, James M. Cain, e, claro, Agatha Christie, a mais bem-sucedida autora do gênero – e devidamente desprezada por muitos críticos.

Para reviver a sensação de folga que a leitura me proporcionava naquelas distantes férias da infância, reli, ao longo de dez dias, diversos policiais, a maioria de Dame Agatha, nos últimos dias. E, sim, sua obra é irregular mesmo. Ao lado de tramas bem cuidadas e farsas urdidas com maestria, estão diversas obras sem tantas maquinações, concluídas apressadamente.

Com 93 livros e quase vinte peças para teatro, é compreensível que nem toda a produção alcance tanta qualidade – até porque Agatha não mantinha um grupo de pesquisadores e colaboradores, prática corriqueira nos escritores de bestsellers da atualidade, mas inaugurada por Alexandre Dumas, o rei dos folhetins, que empregou pesquisadores e redatores, entre eles Auguste Maquet, hoje visto como um coautor de suas principais obras. (…)

Leia o artigo completo clicando aqui.

The Sydney Morning Herald: Mistérios mundo afora (e as influências de Agatha)

Trecho inicial de uma interessante matéria de Benjamin Stevenson no The Sydney Morning Herald em 07.04.2022 com o título “True blue detective: Poirot meets bush noir as COVID rewrites the plot”:

Looking at the Australian bestselling fiction charts, it’s not hard to see that crime fiction is having a moment in the sun. The stratospheric rise of rural Australian noir (or ruro-noir) – written by the likes of Jane Harper, Chris Hammer, Kyle Perry and Candice Fox – has led the charge, but in the past couple of years another style of crime novel has crept up the charts – and that’s thanks to a Brit rather than an Aussie: Agatha Christie.

You won’t see her name on the spines, but she’s there, pulling the strings, as Christie-inspired mystery novels make an energetic comeback. If you don’t know what type of book I’m talking about, let’s play bingo with the following assets: 1) A cast of reprobates; 2) Characters who are trapped somewhere; and 3) A genius detective (a bonus 4 is if the genius detective waxes lyrical about their solution in front of said reprobates in said location).

Recent hits along these lines include the excellent The Guest List by Lucy Foley, the charming Thursday Murder Club by Richard Osman, and the wry modern take in the film Knives Out. Of course, it could be argued that Christie and her Golden Age compatriots inspired much of the modern crime genre anyway – so why the current explosion? Let’s use a time-honoured crime-novel technique to answer that: the flashback.

The Detective (I’ve capitalised here as I’m literally talking about anyone you see when you close your eyes on hearing the word: hat-stand, cigar, moustache – you’ve got it) went out of fashion in the 1990s and early 2000s. Instead of erudite sleuths pacing a library full of suspects, we had down-on-their-luck – alcoholic, divorced – cops chasing serial killers across grungy cities in books such as Along Came A Spider and The Bone Collector or films like Seven and Saw. Crime novels got more and more violent, the body counts rose and the villains were more sadistic.

Then came the birth of the “psychological thriller”, with Gone Girl and The Girl on the Train leading the trend of novels without a firm moral ground to stake the reader’s faith on. The unreliable narrator flourished. Books started, shockingly at the time, having unhappy endings. The killer started getting away.

Saying the world’s changed a lot in the last decade is like saying that the ice-cream machines at McDonald’s are occasionally unreliable: a major understatement. And it’s no coincidence that while it feels like the world is getting darker outside, crime novels are tacking back to being escapist again. Of course, it’s silly to refer to a book in which a murder takes place as light relief, but the tenets of Golden Age mystery fiction – that the victim is often foul, and that the villain will get their comeuppance in the end – are a comfort in a world where the ground keeps shifting underneath us. If we feel unbalanced in the real world, at least we can stake our faith in Poirot or Marple. (…)

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Grand Tour de Agatha Christie: 100 anos em 2022

Matéria no site da Forbes fala sobre os 100 anos do Grand Tour de Agatha Christie… dá vontade de fazer, não?

Mesmo os fãs obstinados de Agatha Christie podem se surpreender ao saber que sua prolífica obra de 66 romances – que inclui o lendário “Morte no Nilo”, cuja última adaptação cinematográfica estreou no dia 10 de fevereiro nos cinemas brasileiros – é o mais vendido de todos os tempos, superado apenas pela Bíblia e as obras de William Shakespeare.

Outro fato indiscutivelmente pouco conhecido sobre a mente misteriosa por trás dos super detetives Hercule Poirot e Miss Marple: 2022 marca o centenário do Grand Tour, a viagem de dez meses de Agatha ao redor do mundo, que partiu de Londres em janeiro de 1922 e, depois, escreveu os contos que a tornaram a rainha do crime.

Para comemorar este aniversário singular, os aficionados em Agatha e aventureiros intrépidos podem agora seguir seus passos notáveis ​​- começando no Reino Unido e passando pela África, Oceania e América do Norte – graças a três itinerários épicos recém-revelados pela empresa de viagens de luxo Black Tomato.

“Para mim, a literatura sempre forneceu algumas das melhores inspirações de viagem”, diz Tom Marchant, cofundador da Black Tomato. “Eu adorava ler os romances de Agatha Christie nas férias quando era jovem – mesmo que eu não estivesse nos lugares fabulosos onde eles eram ambientados – eles faziam tudo parecer exótico. Foi fascinante aprender como seu épico Grand Tour inspirou seu trabalho e traduzir essa paixão em uma aventura moderna que realmente lembra as pessoas do poder das viagens.”

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The New York Times: Qual o melhor Poirot?

Uma pergunta batida, mas o texto é do The New York Times traduzido por Paulo Migliacci na Folha de São Paulo em 02.03.2022:

“Qual é o melhor Hercule Poirot? Veja versões do detetive de Agatha Christie”
Personagem retorna na visão de Kenneth Branagh em ‘Morte no Nilo’

[02.mar.2022 às 17h00 – THE NEW YORK TIMES]

Hercule Poirot é um daqueles heróis literários, como James Bond ou Sherlock Holmes, cuja imagem brilha intensamente na imaginação popular. Desde sua estreia no romance “O Misterioso Caso de Styles”, de Agatha Christie, em 1920, até sua aparição final em “Cai o Pano”, publicado em 1975, o detetive belga sempre foi uma figura simples e distintiva.

“Um homenzinho pitoresco e engomado”, como escreveu Christie, “com pouco mais de 1,60 metro”, e uma cabeça “com o formato exato de um ovo”, um “nariz de ponta rosada” e “um enorme bigode, curvado para cima” –provavelmente o apêndice capilar mais famoso da literatura inglesa, e que a escritora mais tarde caracterizaria como o mais magnífico bigode da Inglaterra.

Christie escreveu mais de 80 romances e contos sobre Poirot, e quase todos eles foram adaptados para o cinema e televisão. Muitos atores interpretaram o papel ao longo dos anos, cada qual tentando imprimir sua marca pessoal ao personagem, como um ator de teatro buscando um novo ângulo para interpretar o rei Lear.

Tony Randall, em “Os Crimes do Alfabeto”, mistério cômico dirigido por Frank Tashlin em 1965, brincou com o personagem, exagerando o comportamento pomposo de Poirot em busca de risadas. Em contraste, Alfred Molina fez uma versão para a TV de “Assassinato no Expresso do Oriente”, em 2001, com um toque mais sutil e discreto, atenuando a extravagância às vezes quase caricatural do personagem. Hugh Laurie chegou a usar o emblemático bigode, para uma participação especial em “Spice World – O Mundo das Spice Girls”, e deixou que Baby Spice (Emma Bunton) escapasse impune de um assassinato.

Mas das dezenas de versões de Poirot que vimos nos últimos 100 anos, só algumas perduraram de fato e deixaram uma marca permanente no personagem. Essas são as interpretações que as pessoas têm em mente quando pensam sobre Hercule Poirot, e à sua maneira cada uma dessas versões parece definitiva, a seu modo. A chegada de “Morte no Nilo”, de Kenneth Branagh, aos cinemas nos oferece um pretexto para avaliar algumas das versões mais famosas e mais queridas.

— 1931-1934: Austin Trevor

Porque ele era jovem, alto e (imperdoavelmente) glabro, o elegante galã Austin Trevor representa um abandono conspícuo –ou imperdoável, diriam alguns– da descrição original. Ele estrelou em três adaptações das aventuras de Poirot entre 1931 e 1934, das quais apenas uma, “Lord Edgware Dies”, está disponível hoje (no YouTube). O retrato de Trevor, embora agradável dentro de seus limites, diferia o suficiente da descrição de Christie quanto ao protagonista para justificar um editorial desancando os filmes na revista Picturegoer Weekly, com o título “Má Escalação de Elenco”. A mudança mais flagrante foi alterar a nacionalidade de um dos belgas mais famosos do planeta: o Poirot dos filmes era inexplicavelmente parisiense.

“Lord Edgware Dies” tinha por base o romance “Treze à Mesa”, de Christie, e envolve uma atriz e socialite americana endinheirada (Jane Carr), que contrata Poirot para ajudá-la se se divorciar de seu obstinado marido, o lorde Edgware (C.V. France). Edgware não demora a concordar com o divórcio, mas em seguida aparece morto. Poirot, intrigado, investiga o homicídio. Filmes de detetive eram populares no começo da década de 1930, e o Poirot de Trevor parece dever muito a outros dos investigadores charmosos e bem apessoados da era, em particular os interpretados por William Powell em filmes como “A Ceia dos Acusados” e “The Kennel Murder Case”. As adaptações são adequadas, se bem que infiéis, mas é um alivio saber que a criação de Christie viria a ser retratada com mais fidelidade no futuro.

— 1974: Albert Finney

Entre outras virtudes, o retrato de Poirot por Albert Finney em “Assassinato no Expresso do Oriente”, de Sidney Lumet, em 1974, disponível no serviço de streaming Paramount+, é um grande feito de maquiagem e próteses: uma máscara que cobre praticamente todo o rosto de ator com o objetivo de tornar o esbelto Finney, 38, parecido com o robusto Poirot, em plena meia-idade. A adaptação de Lumet para um dos mais célebres livros de Christie é uma carta de amor da nova Hollywood à era dourada do cinema, com Finney comandando um elenco que inclui luminares como Ingrid Bergman e Lauren Bacall. Um drama de câmara que se passa em um trem, estruturado em torno de longas e loquazes cenas de interrogatório, o filme é uma aula de atuação ao modo clássico. (E, incidentalmente, a única interpretação de Poirot que valeu ao ator uma indicação para o Oscar.)

O Poirot de Finney é brusco e rígido, seu sotaque é forte e bruto, e sua voz é rouca. Embora personifique muitas das qualidades que caracterizam o original de Christie –astúcia, persistência, preocupação obsessiva com a própria aparência—, ele é mais sério e veemente, e esquadrinha as provas com severidade e grande intensidade, como um predador encurralando sua presa. O clímax do filme é explosivo, com Finney recitando suas conclusões sobre o caso em rimo frenético e intenso.

— 1978-1988: Peter Ustinov

O ator inglês Peter Ustinov interpretou Poirot meia dúzia de vezes, começando pelo magnífico “Morte no Nilo”, em 1978 (disponível em streaming no Criterion Channel). Seu Poirot é brincalhão, juvenil, até mesmo um pouco fantasioso. Ustinov o imbui de um ar leve e provocante, e encontra motivos de diversão latente até mesmo nos assuntos mais diabólicos. Os fãs que preferem Ustinov no papel tendem a responder ao seu imenso calor humano: ele tem um jeitão de avô que o torna instantaneamente querido, e também serve como uma forma inteligente de ocultar seu brilhantismo e sua perspicácia. O espectador mais ou menos espera que o Poirot de Finney descubra a verdade sobre as coisas, mas com Ustinov as deduções súbitas e penetrantes parecem mais surpreendentes.

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Hábitos e Agatha

Matéria da BBC reproduzida no portal G1 em 07.06.2021 com o título “Os hábitos malvistos que estimulam a criatividade” cita Agatha:

(…) O matemático francês Henri Poincaré (1854-1912) relatou como fez descobertas durante viagens de ônibus ou caminhadas à beira-mar, enquanto a escritora inglesa Agatha Christie (1890-1976) teve muitas ideias para suas histórias de crime enquanto lavava a mão ou tomava banho.

“Não acho que a necessidade seja a mãe da invenção”, escreveu ela em sua autobiografia. “A invenção, na minha opinião, surge diretamente do ócio, possivelmente também da preguiça.” (…)

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Camilla Lackberg: Ainda a nova Agatha Christie?

Camilla Lackberg

Uma matéria do site da Isto É em 03.06.2021 com o título “Os escritores que vieram do frio” cita Agatha quando fala de Camilla Lackberg:

(…) Apesar da predominância de nomes masculinos, a autora que vem sendo chamada de “a nova Agatha Christie” também vem da Suécia: os livros de Camilla Lackberg já venderam quase 30 milhões de exemplares. Isso dá bem mais gente que o número de moradores de sua cidade natal, onde ela costuma ambientar suas tramas: Fjällbacka, na costa ocidental sueca, tem apenas 859 habitantes. Trata-se da compravação da teoria de Tolstói: contar as histórias de sua aldeia é a melhor maneira de se tornar universal.(…)

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A alcunha de “Nova Agatha Christie” não é nova. Matéria da Folha de 2010, na época do lançamento de “A Princesa de Gelo” no Brasil (que trazia a frase na capa):

Traduzida em mais de dez idiomas, a jovem escritora Camilla Läckberg é considerada a “nova Agatha Christie”. Läckberg nasceu em 1974, em Fjällbacka (Suécia). Antes de se tornar a nova rainha do crime, trabalhou como produtora e diretora de marketing.

Primeiro volume a ser lançado no Brasil pela editora Planeta no dia 15 de junho, “A Princesa de Gelo” relata a primeira aventura de Erica Falck, uma biógrafa que encontra seu passado mergulhado em um lago gelado de sangue.

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Autora tida como “nova Agatha Christie” lança seu primeiro livro no Brasil

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Patricia Highsmith: A mãe do suspense, por Felipe Machado

Patricia Highsmith

Matéria de Felipe Machado de 21.05.2021 no site da Isto É fala sobre a escritora Patricia Highsmith e seu personagem Tom Ripley e cita Agatha:

No início do século 20, tramas misteriosas de autores britânicos como Sir Arthur Conan Doyle e Agatha Christie valorizavam nomes da estirpe de Sherlock Holmes e Hercule Poirot – detetives que defendiam a lei em casos intrincados que apenas seus cérebros geniais eram capazes de solucionar. Nos anos 1950, do outro lado do Atlântico, uma autora americana passou a subverter essa literatura de suspense ao apresentar como protagonista de sua obra um homem oposto a tudo isso: Tom Ripley, um psicopata cruel, assassino tão charmoso quanto perigoso. O que foi ainda pior, no entanto, é que os leitores se apaixonaram por ele.

Sua criadora, Patricia Highsmith, era uma mulher estranha: lésbica que odiava mulheres, misógina e preconceituosa. Criava caramujos como animais de estimação – e os levava na bolsa quando comparecia a festas. À frente da máquina de escrever, porém, suas obsessões ganhavam vida em personagens complexos e antimaniqueístas, prováveis versões de quem ela teria sido se não houvesse leis no mundo fora das páginas.

Em 2021, comemora-se o seu centenário. A editora Intrínseca relança sua coleção, começando por “Em Águas Profundas”. Na sequência, dois títulos que ganharam populares adaptações cinematográficas: “O Talentoso Ripley” e “Ripley Subterrâneo”. Ele é o anti-herói por quem acabamos torcendo, mesmo diante de toda a sua crueldade – isso era inédito antes de Patricia Highsmith. A americana criou um estilo tão inovador que é considerada “a mãe do thriller”, suspense psicológico que hoje vende milhões de cópias e tem entre seus expoentes nomes como Harlan Coben e Gillian Flynn, cujas obras estão junto às mais adaptadas para o cinema. O trabalho de Highsmith também ganhou as telas inúmeras vezes, não só com as tramas de Ripley, mas desde o seu livro de estreia: “Pacto Sinistro” foi publicado em 1950 e transformado em filme no ano seguinte – por ninguém menos que Alfred Hitchcock.

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Inspirada em Agatha: Quem Matou Sara?

Matéria no site CinePop fala sobre a série “Quem Matou Sara?” com citações a Agatha:

Agatha Christie é unanimidade entre todos os fãs de histórias de suspense. Considerada a rainha das histórias de crime, ela construiu uma fórmula de elaborar histórias conhecidas como “whodunit” – traduzindo: quem é o culpado? Não à toa, a escritora inglesa é citada na abertura da série mexicana ‘Quem Matou Sara?’, lançamento da Netflix que já figura entre o Top 10.

Quando eram jovens e descolados, Rodolfo (Andres Baida), Alex (Manolo Cardona), José (Eugenio Siller) e Sara (Ximena Lamadrid) adoravam curtir o verão juntos. Certo dia, saíram com outros amigos para um passeio de lancha e Sara topou o desafio de voar em um paraquedas preso à lancha, mas, o que era para ser uma ousadia animada se transformou em uma grande tragédia, resultando na morte de Sara. Dezoito anos se passaram e Alex sai da cadeia, tendo cumprido pena pelo assassinato da irmã. Só que Alex é inocente, e agora, em liberdade, vai buscar vingança e colocar o verdadeiro assassino de Sara na prisão.

Criada por José Ignacio Valenzuela, a série de dez episódios com cerca de quarenta minutos cada intercala os momentos do presente de Alex com o passado, revelando, aos pouquinhos, pequenos segredos sórdidos dos personagens, apresentando ao espectador como e por que cada um deles teria motivação para ter matado Sara. Novamente, essa é uma técnica bastante utilizada por Agatha Christie, que também pode ser vista em filmes como ‘Assassinato no Expresso do Oriente’ e ‘Entre Facas e Segredos’.

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Reino Unido: Agatha será sempre uma referência

Um artigo de 23.03.2021 do site Publico, de Portugal, cita Agatha, com o título “O brilho perdido do Reino Unido”, de autoria de Paulo Pisco:

O Reino Unido sempre foi um país de muitas ideias e grandes personalidades. É uma das mais antigas democracias, o berço da revolução industrial e de revoluções culturais. As universidades são antigas e prestigiadas. Os Beatles, John Le Carré, Agatha Christie ou as mini-saias de Mary Quant marcaram várias gerações. O gentleman e o Rolls-Royce são imagens de marca. É um país com uma história rica e densa que conhecemos na escola para aprender a língua, a terceira mais falada no mundo. Mas depois veio o “Brexit” e todo este brilho empalideceu.

Quando se pensa na saída do Reino Unido da União Europeia é impossível não sentir uma mistura desencontrada de sentimentos, entre a perplexidade e a nostalgia, pelo fim de uma relação baseada na admiração. É difícil acreditar que o país tenha embarcado nas ilusões do populismo e do nacionalismo que veio a culminar no divórcio com a União Europeia. O “Brexit” ficará sempre como uma grande lição sobre os desastres a que conduzem os extremismos, que andam por aí à solta e, infelizmente, também em Portugal. (…)

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Young Agatha: Infância e adolescência de Agatha em nova série

Segundo matéria no site Deadline, Agatha Christie terá sua infância e adolescência contada em uma nova série:

Former ABC chief Paul Lee’s independent studio wiip is developing a TV series exploring the teenage years of Agatha Christie, the iconic British crime writer behind genre-defining characters including Hercule Poirot and Miss Marple.

Wiip has enlisted UK writers Rebecca Pollock and Kas Graham, who penned Ruth Wilson feature The Book Of Ruth, to work up the series, which will tell the story of how a precocious teenager mourning her father’s death became one of the most prolific and beloved mystery novelists of all time.

Set in the early 1900s in Devon, England, Pollock and Graham are planning on writing an action-packed drama, which will be titled Young Agatha. They said it would be a “dynamic and supercharged coming-of-age story” that would offer an “empowering and adventurous take on how she became the greatest mystery writer in history.”

(…) Young Agatha will be executive produced by Pollock and Graham alongside wiip’s Lee, David Flynn and Josh Stern. Commenting on Pollock and Graham’s involvement, Flynn and Stern said: “They are wonderfully equipped to honor the legacy and spirit of Agatha Christie and at the same time have found a deeply modern and inventive way into her story.”

Ainda não há data prevista. Mais detalhes em breve.

Leia o artigo completo (em inglês):
Wiip Sets Up TV Series On Teenage Years Of British Crime Writing Icon Agatha Christie

Update 20.03.2021 – Vídeo do Literatura Policial a respeito:

Estadão: Agatha Christie na capa do jornal em 27.12.2020

Fonte: perfil oficial do Estadão no Twitter.

Link para a matéria (para assinantes): clique aqui.

Um trecho:

(…) Quem cresce numa casa de leitores, como Luis Krausz, mais cedo ou mais tarde vai ser desafiado por um livro na estante. Aconteceu com ele, e aconteceu com Sofia Fecchio, de 13 anos. Sempre que passa, ele está lá, chamando… “É um livro com vários contos de mistério de Edgar Allan Poe (1809-1849). Olho para ele quase todos os dias. Já tentei ler, mas ainda acho um pouco difícil”, conta a garota que tem uma lista dos próximos livros que quer ler – e ela tem das sagas contemporâneas de Harry Potter e Percy Jackson a tudo o que Agatha Christie (1890-1976) escreveu.

A rainha do crime, aliás, é sua paixão atual. Começou por E Não Sobrou Nenhum e Os Elefantes Não Esquecem. Com o dinheiro que ganhou dos avós no Dia das Crianças, comprou um Kindle e espera economizar com os e-books – para poder comprar mais e mais títulos. (…)

Leste e Oeste: Literatura policial japonesa e… Agatha

O site Clube dos Crimes Impossíveis publicou um interessante texto (de Raul Souza Paz) que cita Agatha. Alguns trechos:

(…) As conversas com Masaya Yamaguchi, criador do genial Kidd Pistols, e Shimada Soji me fizeram perceber que há um esforço dos japoneses não apenas em produzir novas histórias, mas em ajudar novos leitores.

Todos aprendemos, provavelmente até mesmo na escola, que Edgar Allan Poe deu vida ao que chamamos de literatura policial. Os Assassinatos na Rua Morgue trouxe um elemento primordial na elaboração de uma história do gênero: o raciocínio lógico. Poe referia-se a essa história como um “tale of ratiocination” e lendo a Filosofia da Composição fica claro que essas histórias eram tratadas de forma diferente por ele. O objetivo de Poe não era gerar os mesmos efeitos que pretendia em seus contos. Outros escritores seguiram o seu exemplo e continuaram a escrever histórias similares. Destaque para Wilkie Collins com The Moonstone.

(…) A literatura policial japonesa tornou-se mais robusta após a Segunda Guerra Mundial. O movimento conhecido como Honkaku tornou-se mais e mais evidente. (…) Quem lê Yokomizo Seishi e Agatha Christie consegue reparar a profundidade que ambos conseguem dar a personagens que são estereótipos de uma sociedade daquele período, por exemplo.

(…) O Honkaku havia focado em criar histórias que giravam em torno de truques utilizados pelos criminosos e de tramas resolvidas através do puro raciocínio lógico. Esse movimento havia recebido grande influência de autores como Agatha Christie, Arthur Conan Doyle, Dorothy L. Sayers, Ellery Queen, John Dickson Carr e muitos outros.

Leia o texto completo clicando aqui.

Cem anos: O Misterioso Caso de Styles na Super Interessante

Um ótimo texto de Carolina Fioratti sobre “O Misterioso Caso de Styles” foi publicado no site da Super Interessante:

(…) Foi num dia de tédio no trabalho, em 1916, que Agatha teve uma luz. Ela já queria escrever um mistério policial havia algum tempo. Sua irmã Madge a desafiou, dizendo que ela não seria capaz. Estava começando uma era de ouro das histórias de detetive – entre 1920 e 1930, livros que estimulavam o leitor a descobrir a identidade do assassino se tornaram tão populares quanto filmes de super-herói são hoje.

Torquay estava repleta de refugiados belgas por causa da guerra – por que não ter um deles como protagonista? Assim nasceu Hercule Poirot, um baixinho bigodudo famoso por resolver qualquer caso apenas com a massa cinzenta. Inspetor Japp e Capitão Hastings também aparecem em sua estreia, O Misterioso Caso de Styles.

Foi durante a guerra, também, que se casou com Archibald, militar e aviador. Por incentivo dele, Agatha enviou a obra para seis editoras. Quatro anos depois, ela recebeu uma resposta de John Lane, fundador da editora The Bodley Head. Em outubro de 1920, há exatos cem anos, Agatha Christie chegou às livrarias do Canadá. (…)

Leia o artigo completo em:
https://super.abril.com.br/especiais/o-misterioso-caso-de-agatha-christie/

130 anos: Homenagens a Agatha Christie

Centenas de homenagens mundo afora…

… incluindo o elenco de Morte Sobre o Nilo:

https://www.facebook.com/ingressocom/videos/1014971498999897

A de Margaret Rutherford:

Matérias:
Cinco livros para celebrar Agatha Christie
Agatha Christie: 10 livros para desvendar a Rainha do Mistério
Da Livraria do Globo às novas traduções: a contribuição gaúcha para o sucesso de Agatha Christie
Há 130 anos nascia a escritora britânica Agatha Christie

No Twitter:

Assassinato na Casa do Pastor é o 1º romance policial com a querida Miss Marple, publicado em outubro de 1930. (…)
https://twitter.com/literapolicial/status/1305847998845513728

Leia também:
Hercule Poirot’s soldiers in 4th resurrection marking Agatha Christie’s 130th birth anniversary

Mais em breve!

Vídeo do Literatura Policial:

Livraria do Globo: Primeira tradução de Agatha é da Coleção Amarela

Sérgio Bandeira Karam, tradutor e mestre em Estudos de Literatura pela UFRGS, e Denise Bottmann, historiadora e tradutora, escreveram dois artigos sobre a Coleção Amarela da Livraria do Globo de Porto Alegre (1931-1956). Segundo eles, o primeiro livro de Agatha Christie em tradução brasileira foi “O Trem Azul”, por J. de Sousa, como volume 27 desta Coleção Amarela, em 1933 (o original de Agatha é de 1928):

Em termos comparativos, a presença de Agatha Christie mostra uma constância que se destaca no conjunto: publicada a partir de 1933, aparece regularmente com novos títulos até 1951, e é com a reedição de uma obra sua que a coleção se encerra em 1956.

Foram 11 obras de Agatha (com 2 títulos repetidos, totalizando 13 volumes), sendo a maioria, na época, com títulos diferentes dos que outros conhecemos, incluindo o próprio “O Trem Azul”, hoje “O Mistério do Trem Azul”.

Os dois links:

A Coleção Amarela da Livraria do Globo
A Coleção Amarela da Livraria do Globo (1931-1956)

Um interessante trecho:

Em seu terceiro número, de dezembro de 1936, a revista deu início à serialização de um romance intitulado Um crime no Expresso de Stambul, da autoria de um certo Sir Ronald MacMunn, que se prolongou em várias partes pelos números 4, 5, 6 e 8. Nesse meio tempo, a revista promoveu um concurso entre seus leitores, “Quem matou o gangster Cassetti?”, para que se identificasse o perpetrador do crime relatado no romance. Encerrada a serialização no oitavo número, A Novela divulgou em seu nono número o resultado do concurso e revelou a brincadeira:

Temos o prazer de dar aqui o resultado do grande concurso que esta revista promoveu em torno do romance “Um crime no Expresso de Stambul”, de Sir Ronald MacMunn. Preliminarmente devemos informar que este livro na realidade se chama “Um crime no Expresso do Oriente”, foi escrito por Miss Agatha Christie e tem como figura central o seu famoso detetive Hercule Poirot. Fizemos a “camouflage”com o intuito de evitar que, procurando ler o original do citado romance de Miss Christie, os concorrentes chegassem à solução certa sem dar trabalho às suas “células cinzentas”, na expressão de M. Poirot(apud GIARDINI2015).

(Diga-se de passagem que, nessa camuflagem, Poirot passaraa se chamar Monet.)

Estadão: Ignácio de Loyola Brandão cita Poirot

Ignácio de Loyola Brandão

Crônica publicada em O Estado de São Paulo em 22.05.2020:

Se eu morrer de Covid-19, saibam que fui assassinado
(Ignácio de Loyola Brandão)

Esta é a crônica mais delirante e real que escrevi nestes meus 27 anos neste jornal. Se eu morrer de covid-19, saibam que fui assassinado. Sei que posso ser morto apesar dos cuidados que tomo. Estou há 50 dias encerrado em casa. Não desço sequer para atender motoboys que trazem medicamentos, compras de supermercados ou refeições. Gastei hectolitros de álcool gel, cheguei ao máximo de, após receber uma ligação, dar um banho no telefone com medo de ser contaminado pelo som. Quando vejo noticiário, desligo se o presidente começa a falar, enraivecido, espalhando perdigotos, tossindo, espirrando, dando a mão, insensível, abusado.

Tenho medo de ser infectado. Aqueles olhos claros que poderiam ser amorosos e cordiais nos fuzilam com chispas de ódio. Como deve sofrer quem vive assim na defensiva. Porque ele é pura defensiva o tempo todo. Segundo os sábios, não podemos olhar nos olhos de uma pessoa que odeia tudo, o mundo, a vida, porque podemos trazer para dentro de nós o que ela tem de maligno. Há o perigo de nos tornarmos como ela, malvada, perversa. Dona Ursulina, senhora sábia, que cozinhava como poucos, avó de um primo querido, diante de gente ruim costumava dizer: “Isso não é gente, isso é o demônio”. E esse presidente se diz religioso, vai a cultos, agrada a fiéis, bispos, pastores, o que for. Quem ele quer enganar?

Mas algum deus está de olho. Os deuses existem, cada um sob uma forma, espírito, sopro divino. Seja o meu Deus, seja Maomé, Jeová, Alá, o Sol, Shiva, Buda, Brahma, Jina, o conquistador, ou Zeus, Júpiter, ou quantos mais houve e os novos, que andam por aí. Bolsonaro me lembra um deus dos maoris, na Nova Zelândia, de nome Whiro, o maléfico, senhor das partes mais escuras da vida. Lendo sobre culturas primitivas, descobri semelhanças interessantes. Diz Joan Rule em Os Foes da Papua-Nova Guiné (As Religiões do Mundo) que, naquele país, na tribo dos foes, “os homens com uma relação com as coisas maléficas e que sabiam os encantamentos devidos eram favorecidos e não seriam incomodados. Porém os que provocassem a ira do espírito ficariam com as pernas ou o estômago inchados”. É ou não é uma definição justa para bolsonarismo, milícias, o gabinete do ódio, redes de fake news, destruição de personalidades, ataques à natureza?

Rule nos revela outra crença que é metáfora perfeita para nossos tempos. Cita a existência dos “Soros, espíritos errantes que andam aqui e acolá, sempre à espreita para prejudicar os humanos”. Esses espíritos estão encarnados naqueles que fazem carreatas contra isolamento, pregam a hidroxicloroquina (nenhum jornal perguntou quem está lucrando com essa história), o fim do Supremo, a volta da ditadura, da tortura, do AI-5, do fechamento do Congresso. Porque essa turma é uma seita com seu deus Bolsonaro, perto de quem os Soros e os Whiros são cândidos e celestiais. Sabemos que todas investigações morrerão nas mãos do procurador Aras. Não nos iludamos e esta minha crônica é propositalmente desestruturada, algo caótica, porque retrata tempos que vivemos, não sabemos onde ir, o que fazer, pensar, para onde ir, de quem esperar.

O que fazer muitos sabem e têm nas mãos os poderes. Mas não fazem. Não querem. O que aconteceu, gente? Estamos anestesiados? Hipnotizados? Amortecidos? Deprimidos? Ou temos fumado muito, mas muito, muito crack? Para finalizar, quero dizer que, se eu morrer de covid-19, saibam que fui assassinado. Não precisam chamar a PF, nem Hercule Poirot, o inspetor Maigret, Phillip Marlowe, Sherlock Holmes, Perry Mason, Arsène Lupin, Nero Wolfe, Kay Scarpetta, Miss Marple, Charlie Chan (ah, os seriados!), inspetor Melo Pimenta (Jô Soares), Ed Mort (Verissimo), Bellini (Tony Bellotto), Mandrake (Rubem Fonseca), doutor Leite (Luis Lopes Coelho), delegado Spinosa (Garcia-Roza). Tenho uma estante cheia deles aqui em casa.

Não, não é necessário gastar cérebros em investigações. Se bem que agora nas séries o crime é descoberto em laboratório, com microscópios, dextetropinas, anfetaminas, insulinas, DNAs e produtos químicos que os atores decoram sem ter a mínima ideia do que se trata. Saibam, caros leitores, que, se eu morrer, fui assassinado pelo presidente com sua interferência na Saúde. Eu e milhares, uma vez que já estamos perto dos 20 mil mortos.

(Ignácio de Loyola Brandão, 22.05.2020)

Fonte:
https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,se-eu-morrer-saibam-quem-me-matou,70003310425