Nova estátua de Agatha

De acordo com o site Literatura Policial, o conselho de Wallingford, cidade que foi o lar de Agatha Christie por mais de 40 anos, deve prestar uma homenagem à escritora. Segundo o site Oxford Mail, o prefeito anunciou que irá solicitar um financiamento para construir um memorial dedicado a Agatha.

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https://literaturapolicial.com/2018/09/11/agatha-christie-deve-ganhar-estatua-em-cidade-inglesa-onde-morou/

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John Malkovich: Um novo Poirot (e com Rupert Grint)

Esta ainda não saiu nem em português: John Malkovich de Poirot? E com Rupert Grint (de Harry Potter) no elenco? Quem viver verá:

John Malkovich and “Harry Potter” star Rupert Grint have signed on for “The ABC Murders”, an Agatha Christie adaptation for the BBC in Britain and Amazon in the U.S. Shooting gets underway in June and will see Malkovich become the latest actor to take on the role of the famously mustachioed Belgian detective.

John Malkovich e Rupert Grint

John Malkovich e Rupert Grint

Kenneth Branagh played the sleuth in the 2017 film adaptation of “Murder on the Orient Express” and is reprising the role in a remake of “Death on the Nile.” David Suchet and Alfred Molina are among those to have played the part on the small screen.

Grint has signed on to play Inspector Crome. The cast also includes Andrew Buchan (“Broadchurch”), Eamon Farren (“Twin Peaks”), Tara Fitzgerald (“Game of Thrones”), Bronwyn James (“Harlots”), and Freya Mavor (“The Sense of an Ending”).

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Galeria de Fãs: Jean P. Chauvin

Jean P. Chauvin

Jean P. Chauvin

Jean P. Chauvin é responsável pela disciplina O Romance Policial de Agatha Christie, na Escola de Comunicações e Artes da USP. O site Jornal da USP publicou um texto seu sobre Agatha em 07.05.2018:

Todo romancista em algum momento recorre a expedientes para relembrar (ao leitor) o nome das personagens que criou. Esse procedimento se revela particularmente útil quando a quantidade das figuras é maior que a habitual.

Chamemos a esse recurso de recapitulação.

A intervalos mais ou menos regulares, o escritor leva o investigador (ou seu auxiliar) a fazer uma lista de pessoas, ações e lugares, como forma de recordar e melhor organizar as suas anotações. Essa providência tem como alvo primário o leitor, que fixará mais facilmente o nome das criaturas envolvidas na trama.

A questão é que ao recapitular os elementos desse modo, o escritor corre o risco de tornar a leitura cansativa e, mesmo, arrastada. Na tentativa de facilitar a vida do leitor, a narrativa pode ser comprometida em sua fluidez e progressão. Isso porque as constantes retomadas de dados (especialmente aqueles já registrados por outras personagens) provocam a sensação de que o didatismo nem sempre favorece a qualidade literária.

Esse senão é particularmente perceptível em Nêmesis (1971), um dos últimos trabalhos de Agatha Christie. Protagonizado por Miss Jane Marple, o romance começa por retomar sua curiosa parceria com o Sr. Rafiel, de Mistério no Caribe (1964). Triste constatação: os quatro capítulos iniciais de Nêmesis envolvem personagens do romance anterior, com direito à repetição de opiniões por parte de Miss Marple e dos advogados do Sr. Rafiel.

Antes de prosseguir, uma importante distinção. Poderíamos mencionar dois métodos de recapitulação em Nêmesis. 1. Externo, ou intertextual, em que o enredo de um romance dialoga (ou serve de estofo) com o de outro; 2. Interno, ou endógeno, em que determinados pensamentos ou diálogos são reproduzidos no interior do próprio romance.

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Maio de 2018: Notícias em torno da Dama do Mistério por aí

Alguns links capturados. Boa leitura!

A Murder Is Announced: The Alexandra Players bring Miss Marple to Charlton [15.05.2018]

Syrian novelist Haitham Hussein converses with Agatha Christie [15.05.2018]

Agatha Christie’s Love From a Stranger interview [14.05.2018]

Affairs, betrayal and contemplating suicide… The devastating real story behind Agatha Christie’s novels [12.05.2018]

Agatha Christie: A Mysterious Life

No site Forsters, uma resenha de “Agatha Christie: A Mysterious Life”, de Laura Thompson:

Agatha Christie’s work has never gone out of style, nor out of print, in the four decades since her death – to the tune of more than 2 billion copies sold. But Christie’s flame burns extra bright in the present, thanks to new film adaptations (“Murder on the Orient Express”), authorized sequels (“The Monogram Murders” and “Closed Casket,“by Sophie Hannah) and homages (“Magpie Murders,” by Anthony Horowitz).

But derivative works and adaptations can’t fully explain why Christie’s work endures. A splendid biography by Laura Thompson, however, does. “Agatha Christie: A Mysterious Life” was published in Britain over a decade ago and took an inexplicable amount of time to cross the pond. Yet the timing is perfect because Thompson’s thorough yet readable treatment of Christie’s life, in combination with artful critical context on her work, arrives at the reason for her endurance:

“As she would often do, Agatha has used the familiarity of the stereotype to subvert our expectations. It was one of the cleverest tricks she would play. It was, in fact, more than a trick: by such means she revealed her insight, her lightly worn understanding of human nature.”

Christie, as Thompson details, came by such understanding through the traditional means of early hardship. Born Agatha Mary Clarissa Miller in 1890, her middle-class upbringing in Torquay was idyllic, with a fierce, close relationship with her mother, a woman determined to shield Agatha from a repeat of her own childhood hurts. Young Agatha was imaginative but practical, a skillful nurse during World War I who wished for a domestic life as a wife and mother – and got it, after marrying Archie Christie and giving birth to their only child, Rosalind.

But her imagination needed an outlet. Healthy competition with her older sister, who also published stories, spurred Christie to write the book eventually published as “The Mysterious Affair at Styles” (1920), the first of many outings for her iconic Belgian detective, Hercule Poirot.

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Luiz Carlos Merten: Os eternos mistérios de Agatha

Luiz Carlos Merten

Luiz Carlos Merten

Com o título “Os eternos mistérios de Agatha”, o Estadão publicou em 03.03.2018 texto de Luiz Carlos Merten:

Sou, vocês sabem, um voraz leitor de Agatha Christie. Hércule Poirot, Miss Marple, Superintendente Battle, Tommy e Tuppence, Parker Pyne, Ariadne Oliver… Conheço todos seus personagens, mas cada vez mais entendo o fascínio da autora por Mr. Quin. A própria Agatha o considerava seu personagem mais complexo e misterioso. Sr. Quin, o invisível, não exatamente humano, mas ainda assim compassivo, atraído pelos assuntos dos humanos, em especial dos amantes. E, com ele, o Sr. Satterthwaite, seu amigo e parceiro no mundo mortal, o eterno observador que termina sempre por intervir e, como deus ex-machina, rearranja o mundo, aproxima os amantes. O Sr. Quin descende do Arlequim, o Arlecchino da commedia dell’arte. Arlequim, Pierrô, Colombina, Pierrete, Polichinelo. Acabo de reler O Misterioso Sr. Quin e cheguei a comentar com Dib Carneiro que um dos contos do pequeno volume era, talvez, o mais belo texto de Agatha Christie. O Homem Que Veio do Mar. Depois de ler e reler, fui pesquisar, o que não é muito do meu feitio, e encontrei, o que não sei se é verdadeiro nesse mundo de fake news – mas gostaria de crer que sim -, a informação de que a própria Agatha tinha um carinho especial por O Homem Que Veio do Mar. Romântica Agatha. Hércule Poirot e suas células cinzentas, Miss Marple e sua intuição e o Sr. Satterthwaite, que, impulsionado pelo Sr. Quin, consegue ver o que os outros não enxergam. Satterthwaite, rico, diletante, velho, recrimina-se por não haver amado, o que talvez, mesmo se fosse só uma lembrança, mitigasse sua solidão. Mas é justamente isso, a própria dor sublimada?, que lhe permite serenar a alma atormentada dos outros. Há algo de fantástico nas narrativas do Sr. Quinn e a própria forma como ele aparece e desaparece sem deixar rastro faz parte do mistério. O Homem Que Veio do Mar é joia delicada como só Agatha sabia lapidar.

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