Eslovênia: Com Agatha e sem assassinatos

Em 25.05.2019, a Folha publicou uma matéria com o título “O que faz da Eslovênia um dos países mais seguros do mundo”:

Em 1967, a escritora britânica Agatha Christie (1890-1976) decidiu passar férias na Eslovênia. A ideia era descansar em privacidade. Encantou-se com os lagos de Bled e de Bohinj. Descoberta por jornalistas, foi logo questionada se estava em busca de inspiração para mais um de seus romances policiais, de repente fazendo da região cenário para um enredo.

Conhecida como a dama do crime, a escritora best-seller negou. Respondeu que a Eslovênia era bonita demais para assassinatos.

A história tornou-se conhecida por essas paragens. E, repetida, ganhou contornos de lenda.

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A Eslovênia (português brasileiro — em esloveno Slovenija, pronunciado AFI: [slɔˈʋèːnija]), oficialmente República da Eslovênia é um país do Leste Europeu limitado a norte pela Áustria, a leste pela Hungria, a leste e a sul pela Croácia e a oeste pela Itália e pelo mar Adriático. Ao longo de sua história, o país fez parte do Império Romano, do Império Bizantino, da República de Veneza, do Ducado de Carantânia (o atual norte esloveno), do Sacro Império Romano-Germânico, da Monarquia de Habsburgo, do Império Austríaco (a partir de 1866, Império Austro-Húngaro), do Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (depois Reino da Iugoslávia) e da República Socialista Federativa da Iugoslávia de 1945 até finalmente conquistar sua independência em 1991. A capital é Liubliana, mais populosa cidade do país. Faz parte da União Europeia desde 2004, e é também o único ex-país comunista a fazer parte ao mesmo tempo da União Europeia. Seu Índice de Desenvolvimento Humano, da ordem de 0,892, o 21° maior do mundo em 2013, segundo a Organização das Nações Unidas.

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Em francês: Agatha Christie et les “fake news”

Por Paul Vacca em 14.02.2019, para treinar o seu francês:

“Dix Petits Nègres” d’Agatha Christie, cela vous dit forcément quelque chose. On se souvient tous de l’intrigue : 10 personnes ne se connaissant pas sont invitées à passer quelques jours dans une villa luxueuse sur une île au large de la côte anglaise qu’une tempête va bientôt isoler. Le piège est parfait : tous trouveront la mort les uns après les autres suivant un mode opératoire inscrit dans une comptine.

La police se révélera incapable de trouver une explication à cette série de meurtres. Il faudra attendre la lettre-confession du coupable, publiée à la fin de l’ouvrage, pour connaître enfin la vérité… Eh bien, oubliez cette lettre ! Cette révélation finale est une fake news. Vous avez bien lu: Agatha Christie s’est trompée et nous a livré un faux coupable.

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A influência de Agatha Christie

Matéria de 18 de janeiro de 2019 de Christine Ro (BBC Culture) reproduzida pela BBC Brasil:

Para muitos, Agatha Christie é tão tradicionalmente inglesa quanto o chá das cinco. Mas como romancista que mais vendeu livros na história, sua reputação vai muito além do Reino Unido.

Suas obras são consideradas tão fáceis de ler, que ela é uma das autoras preferidas de quem está aprendendo inglês. Christie também é, de longe, a autora mais traduzida no mundo.

Além de assimilar a língua inglesa por meio de seus livros, muita gente acaba aprendendo também sobre o povo inglês em suas narrativas.

Isso fica claro, por exemplo, nos livros da autora da série educativa English Readers, da editora Collins, em que notas culturais explicam tópicos como a vida nos vilarejos ingleses e o ditado “no smoke without fire”, que seria o equivalente a “onde há fumaça, há fogo”.

Catherine Brobeck e Kemper Donovan apresentam o podcast All About Agatha, que tem o objetivo ambicioso de discutir e classificar todos entre os mais de 60 romances da escritora.

Para Brobeck, Christie não foi apenas a primeira autora para adultos por quem se interessou de verdade, mas sua primeira grande exposição à cultura inglesa.

“Claro que isso influencia a sua ideia do que é ser inglês”, diz ela.

Se Agatha Christie continua a influenciar o imaginário dos leitores a respeito dos ingleses, o que será exatamente que eles estão aprendendo?

A versão dos ingleses apresentada por Christie é “lúdica, em vez de sombriamente realista”, diz Sabine Vanacker, professora de inglês da Universidade de Hull, na Inglaterra.

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Nova estátua de Agatha

De acordo com o site Literatura Policial, o conselho de Wallingford, cidade que foi o lar de Agatha Christie por mais de 40 anos, deve prestar uma homenagem à escritora. Segundo o site Oxford Mail, o prefeito anunciou que irá solicitar um financiamento para construir um memorial dedicado a Agatha.

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https://literaturapolicial.com/2018/09/11/agatha-christie-deve-ganhar-estatua-em-cidade-inglesa-onde-morou/

John Malkovich: Um novo Poirot (e com Rupert Grint)

Esta ainda não saiu nem em português: John Malkovich de Poirot? E com Rupert Grint (de Harry Potter) no elenco? Quem viver verá:

John Malkovich and “Harry Potter” star Rupert Grint have signed on for “The ABC Murders”, an Agatha Christie adaptation for the BBC in Britain and Amazon in the U.S. Shooting gets underway in June and will see Malkovich become the latest actor to take on the role of the famously mustachioed Belgian detective.

John Malkovich e Rupert Grint

John Malkovich e Rupert Grint

Kenneth Branagh played the sleuth in the 2017 film adaptation of “Murder on the Orient Express” and is reprising the role in a remake of “Death on the Nile.” David Suchet and Alfred Molina are among those to have played the part on the small screen.

Grint has signed on to play Inspector Crome. The cast also includes Andrew Buchan (“Broadchurch”), Eamon Farren (“Twin Peaks”), Tara Fitzgerald (“Game of Thrones”), Bronwyn James (“Harlots”), and Freya Mavor (“The Sense of an Ending”).

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Galeria de Fãs: Jean P. Chauvin

Jean P. Chauvin

Jean P. Chauvin

Jean P. Chauvin é responsável pela disciplina O Romance Policial de Agatha Christie, na Escola de Comunicações e Artes da USP. O site Jornal da USP publicou um texto seu sobre Agatha em 07.05.2018:

Todo romancista em algum momento recorre a expedientes para relembrar (ao leitor) o nome das personagens que criou. Esse procedimento se revela particularmente útil quando a quantidade das figuras é maior que a habitual.

Chamemos a esse recurso de recapitulação.

A intervalos mais ou menos regulares, o escritor leva o investigador (ou seu auxiliar) a fazer uma lista de pessoas, ações e lugares, como forma de recordar e melhor organizar as suas anotações. Essa providência tem como alvo primário o leitor, que fixará mais facilmente o nome das criaturas envolvidas na trama.

A questão é que ao recapitular os elementos desse modo, o escritor corre o risco de tornar a leitura cansativa e, mesmo, arrastada. Na tentativa de facilitar a vida do leitor, a narrativa pode ser comprometida em sua fluidez e progressão. Isso porque as constantes retomadas de dados (especialmente aqueles já registrados por outras personagens) provocam a sensação de que o didatismo nem sempre favorece a qualidade literária.

Esse senão é particularmente perceptível em Nêmesis (1971), um dos últimos trabalhos de Agatha Christie. Protagonizado por Miss Jane Marple, o romance começa por retomar sua curiosa parceria com o Sr. Rafiel, de Mistério no Caribe (1964). Triste constatação: os quatro capítulos iniciais de Nêmesis envolvem personagens do romance anterior, com direito à repetição de opiniões por parte de Miss Marple e dos advogados do Sr. Rafiel.

Antes de prosseguir, uma importante distinção. Poderíamos mencionar dois métodos de recapitulação em Nêmesis. 1. Externo, ou intertextual, em que o enredo de um romance dialoga (ou serve de estofo) com o de outro; 2. Interno, ou endógeno, em que determinados pensamentos ou diálogos são reproduzidos no interior do próprio romance.

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Maio de 2018: Notícias em torno da Dama do Mistério por aí

Alguns links capturados. Boa leitura!

A Murder Is Announced: The Alexandra Players bring Miss Marple to Charlton [15.05.2018]

Syrian novelist Haitham Hussein converses with Agatha Christie [15.05.2018]

Agatha Christie’s Love From a Stranger interview [14.05.2018]

Affairs, betrayal and contemplating suicide… The devastating real story behind Agatha Christie’s novels [12.05.2018]