Akhenaton: Agatha e o Egito antigo

Texto de Luiz Santiago publicado em 22 de julho de 2019 para o site Plano Crítico fala sobre a peça Akhenaton foi escrita por Agatha Christie no ano de 1937 mas lançada apenas em 1973:

Embora tenha sido publicada apenas em 1973, a peça Akhenaton foi escrita por Agatha Christie no ano de 1937, mais ou menos no mesmo período em que concebia o romance Morte no Nilo. Grande admiradora dos mistérios do Egito Antigo e casada com um arqueólogo (Max Mallowan), a autora conseguiu fazer aqui uma interessantíssima saga dramática e de profundo caráter político, histórico, religioso e social, elencando os principais eventos do reinado de Amenófis IV (que posteriormente mudaria seu nome para Akhenaton) e sua relação com outras duas importantes figuras da História daquele país: a bela rainha Nefertiti eo jovem influenciável Tutancâmon, o Rei Tut.

Aqui — como em qualquer livro ficcional baseado em personalidades ou qualquer tipo de evento histórico — o leitor precisa entender que está diante de uma obra de entretenimento. Trata-se de uma peça de teatro que se baseia em eventos reais ou parcialmente documentados, sobre os quais até hoje existem investigações, hipóteses, questionamentos e descobertas sendo feitas. Com isso em mente, há que se elogiar tremendamente o trabalho de exploração dos bastidores políticos do palácio real de Akhenaton, um dos faraós mais polêmicos e mais odiados de sua dinastia, muitas vezes também apelidado de “O Faraó Louco”.

A peça acompanha a vida do personagem principal, de sua adolescência até a morte, focando primeiramente na sua visão de mundo e na forma como as pessoas olhavam para ele. No 1º Ato da peça temos uma breve introdução marcando as constantes campanhas militares do Egito de Amenófis III ea oposição física e até moral do jovem Amenófis IV frente a Horemheb, um dos nomes fortes do Exército nacional protegidos pelo Sacerdote de Amon. Esta figura musculosa estreitará laços com o futuro faraó e ele próprio se tornará sobreano do Egito, em um plot político que envolve um golpe militar e religioso ao fim da vida de Akhenaton, passando pelos rápidos reinados Semencaré e Tutankhamon para enfim entronar Horemheb, elemento da História que é trabalhado com primazia pela autora como uma dramática história de traição, amizade e visões políticas do que é bom para um país e para as relações pessoais entre as pessoas no poder (considerando o sistema do Egito Antigo). A autora preenche muito bem as brechas históricas, tanto nesse aspecto mais íntimo, quanto nas explicações muito plausíveis para a parcial destruição das pinturas, entalhes e outras artes que mostravam Akhenaton e sua esposa Nefertiti, sempre alimentando certo mistério em relação a destino final dessas figuras.

Leia o texto completo clicando aqui.

Buenos Aires: Achados de Agatha – Teatro

Adivinha o que continua em cartaz em Buenos Aires em fevereiro de 2019?

Festival de Curitiba 2018: Peça inspirada em Agatha

Matéria de 11.03.2018 no site da Gazeta do Povo fala sobre as atrações do Festival de Curitiba 2018, entre elas “Ballet, Sangue e Mistério no Clube dos Cantores Alemães”, peça inspirada na obra de Agatha:

Ballet, Sangue e Mistério no Clube dos Cantores Alemães
9 de março a 7 de abril de 2018 – Sede Concórdia do Clube Curitibano – Fringe

O título da peça faz menção ao espaço onde ela será encenada, a belíssima antiga sede do Clube Concórdia, hoje do Clube Curitibano cujo nome original era Deutscher Sängerbund (Clube dos Cantores Alemães, em uma tradução próxima), fundado em 1887.

A montagem é inspirada na obra da “Rainha do Suspense”, Agatha Christie, cuja trama gira em torno de como a famosa personagem Miss Marple desvenda um assassinato ocorrido em um casarão situado em Londres no ano de 1938. Todas as 11 personagens envolvidas são suspeitas.

O Caso dos Dez Negrinhos: Mais uma adaptação

Me parecia que estava escrito em holandês… Mas parece que o site é belga… e Serskamp é mesmo uma localidade belga. Acho que só Poirot, nosso belga mais querido, para decifrar efetivamente esse mistério, ou algum leitor do A Casa Torta que seja poliglota… Seja como for, o cartaz é bem bonito:

Dit jaar pakt WAT? (Wichels Atelier voor Toneel) uit met een klassieker van formaat, geschreven door dé misdaadauteur bij uitstek, Agatha Christie. “And then there were none” vertelt het verhaal van tien mensen die in de jaren ’60 van de vorige eeuw op mysterieuze wijze op een eiland voor de Zuid-Engelse kust worden uitgenodigd.

cinemagia.wordpress.com

Hoewel ze allen onbekenden zijn voor elkaar, kijken ze uit naar een aangenaam verblijf op “Soldier Island”. Achtervolgd door een wreed kinderrijmpje vallen ze als vliegen. Wie is schuldig? Of zijn ze dat allemaal?

“And then there were none” wordt wereldwijd beschouwd als Agatha Christies meesterwerk. Bij verschijnen sloeg het in als een bom. De onnavolgbaar ingenieuze plot liet critici en publiek met verstomming achter.