A Ratoeira: Na Broadway em 2023

De acordo com matéria do Globo Online com o título “‘A ratoeira’: peça de Agatha Christie chega à Broadway depois de 70 anos”, a famosa obra de Agatha em cartaz em Londres desde 1952 e encenada quase 30 mil vezes estará em Nova York. O texto é de Alex Marshall, do The New York Times:

Ao longo dos últimos 70 anos, os frequentadores de teatro em Londres se divertiram tentando encontrar o assassino em “A ratoeira”, clássica peça de mistério de Agatha Christie. Agora,finalmente, o público da Broadway tem a chance de solucionar o crime.

Na última semana, amantes atentos do teatro descobriram o site oficial da peça, anunciando que o espetáculo que detém o recorde de temporada mais longeva no “Guinness” vai estrear na Broadway em 2023. Na internet não é possível saber mais detalhes, mas lá está a promessa de uma “recriação carinhosa” da montagem do West End, com direito à máquina de vento, usada para criar uma rempestade.

Na última sexta-feira, Adam Spiegel, produtor da montagem londrina, confirmou a estreia americana, enquanto celebrava, em uma matinê, o aniversário de 70 anos da peça. Ele disse que não podia dar detalhes, mas que era certa a realização do projeto em 2023.

Não se sabe bem por que “A ratoeira”, que começou como uma peça no rádio, nunca chegou à Broadway. Por décadas — quando ela ainda estava na meia-idade, longe de ser uma septuagenária — alguns críticos diziam que ela era anacrônica, destacando que janelas que rangiam era o mais próximo que ela apresentava de um efeito especial. Em 1960 ela chegou ao circuito off-Broadway, mas nunca aos teatros mais tradicionais.

Ao todo, a peça foi encenada mais de 28 mil vezes em Londres, para um público somado de mais de dez milhões de pessoas. A Rainha Elizabeth foi ver o espetáculo em sua festa de 50 anos, em 2002. Na dos 60, um crítico do jornal inglês “The Times” descreveu “A ratoeira” como “uma excursão para um lugar histórico” e “Um jogo de Detetive ao vivo”.

Leia o texto completo clicando aqui.

Mais posts sobre “A Ratoeira”:
https://acasatorta.wordpress.com/?s=%22a+ratoeira%22&submit=Pesquisa

Leia também:
The Mousetrap: Agatha Christie’s West End hit heads to Broadway after 70 years

Morte sobre o São Francisco: Peça inspirada em Agatha

Matéria do Bem Paraná anuncia a encenação do suspense “Morte sobre o São Francisco”, com direção de George Sada, que é fundador da Cena Hum. Inspirada na obra da escritora Agatha Christie, a peça traz uma galeria de personagens pitorescos, possíveis autores de assassinatos ocorridos em uma embarcação:

Em cada apresentação ocorre um final diferente, sendo revelados os assassinos e suas razões diversas pelo investigador Bertand Poirot e sua fiel assistente Elizabeth. Para o suspense, os ingressos serão vendidos por R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia).

Teatro Cena Hum
Rua Senador Xavier da Silva, 166
Bairro São Francisco, Curitiba, PR
Dias 20 e 21.08.2022, 21h

Ian McKellen: Um sinistro mordomo, 60 anos depois

Em seu perfil oficial no Facebook, Sir Ian McKellen conta sobre nova sua aparição nos teatros em 2021, nada menos que sessenta anos depois de atuar interpretando também um mordomo em sua estreia numa história baseada em “Café Preto”:

Em meu primeiro trabalho, no Belgrade Theatre Coventry, a companhia fazia uma peça diferente a cada quinze dias. Um deles foi “Black Coffee” de Agatha Christie, no qual interpretei o antigo e bastante sinistro mordomo, Tredwell [*].

Isso envolveu empoar meu cabelo jovem de branco e pintar algumas rugas em meu rosto com um andar vacilante, tomando cuidado para não estragar o café envenenado que mata meu patrão.

60 anos depois, estou me repetindo, desta vez em uma peça muito superior e mais divertida. Espero que, com a cabeça raspada e bigodes falsos, eu seja um velho mais convincente.

[*] Treadwell, no original.

A peça nova, em cartaz em outubro e novembro de 2021, como Firs:

https://theatreroyalwindsor.co.uk/thecherryorchard/

Mais sobre a carreira de Sir Ian:
https://en.wikipedia.org/wiki/Ian_McKellen

A postagem original:

Akhenaton: Agatha e o Egito antigo

Texto de Luiz Santiago publicado em 22 de julho de 2019 para o site Plano Crítico fala sobre a peça Akhenaton foi escrita por Agatha Christie no ano de 1937 mas lançada apenas em 1973:

Embora tenha sido publicada apenas em 1973, a peça Akhenaton foi escrita por Agatha Christie no ano de 1937, mais ou menos no mesmo período em que concebia o romance Morte no Nilo. Grande admiradora dos mistérios do Egito Antigo e casada com um arqueólogo (Max Mallowan), a autora conseguiu fazer aqui uma interessantíssima saga dramática e de profundo caráter político, histórico, religioso e social, elencando os principais eventos do reinado de Amenófis IV (que posteriormente mudaria seu nome para Akhenaton) e sua relação com outras duas importantes figuras da História daquele país: a bela rainha Nefertiti eo jovem influenciável Tutancâmon, o Rei Tut.

Aqui — como em qualquer livro ficcional baseado em personalidades ou qualquer tipo de evento histórico — o leitor precisa entender que está diante de uma obra de entretenimento. Trata-se de uma peça de teatro que se baseia em eventos reais ou parcialmente documentados, sobre os quais até hoje existem investigações, hipóteses, questionamentos e descobertas sendo feitas. Com isso em mente, há que se elogiar tremendamente o trabalho de exploração dos bastidores políticos do palácio real de Akhenaton, um dos faraós mais polêmicos e mais odiados de sua dinastia, muitas vezes também apelidado de “O Faraó Louco”.

A peça acompanha a vida do personagem principal, de sua adolescência até a morte, focando primeiramente na sua visão de mundo e na forma como as pessoas olhavam para ele. No 1º Ato da peça temos uma breve introdução marcando as constantes campanhas militares do Egito de Amenófis III ea oposição física e até moral do jovem Amenófis IV frente a Horemheb, um dos nomes fortes do Exército nacional protegidos pelo Sacerdote de Amon. Esta figura musculosa estreitará laços com o futuro faraó e ele próprio se tornará sobreano do Egito, em um plot político que envolve um golpe militar e religioso ao fim da vida de Akhenaton, passando pelos rápidos reinados Semencaré e Tutankhamon para enfim entronar Horemheb, elemento da História que é trabalhado com primazia pela autora como uma dramática história de traição, amizade e visões políticas do que é bom para um país e para as relações pessoais entre as pessoas no poder (considerando o sistema do Egito Antigo). A autora preenche muito bem as brechas históricas, tanto nesse aspecto mais íntimo, quanto nas explicações muito plausíveis para a parcial destruição das pinturas, entalhes e outras artes que mostravam Akhenaton e sua esposa Nefertiti, sempre alimentando certo mistério em relação a destino final dessas figuras.

Leia o texto completo clicando aqui.

Buenos Aires: Achados de Agatha – Teatro

Adivinha o que continua em cartaz em Buenos Aires em fevereiro de 2019?

Festival de Curitiba 2018: Peça inspirada em Agatha

Matéria de 11.03.2018 no site da Gazeta do Povo fala sobre as atrações do Festival de Curitiba 2018, entre elas “Ballet, Sangue e Mistério no Clube dos Cantores Alemães”, peça inspirada na obra de Agatha:

Ballet, Sangue e Mistério no Clube dos Cantores Alemães
9 de março a 7 de abril de 2018 – Sede Concórdia do Clube Curitibano – Fringe

O título da peça faz menção ao espaço onde ela será encenada, a belíssima antiga sede do Clube Concórdia, hoje do Clube Curitibano cujo nome original era Deutscher Sängerbund (Clube dos Cantores Alemães, em uma tradução próxima), fundado em 1887.

A montagem é inspirada na obra da “Rainha do Suspense”, Agatha Christie, cuja trama gira em torno de como a famosa personagem Miss Marple desvenda um assassinato ocorrido em um casarão situado em Londres no ano de 1938. Todas as 11 personagens envolvidas são suspeitas.

O Caso dos Dez Negrinhos: Mais uma adaptação

Me parecia que estava escrito em holandês… Mas parece que o site é belga… e Serskamp é mesmo uma localidade belga. Acho que só Poirot, nosso belga mais querido, para decifrar efetivamente esse mistério, ou algum leitor do A Casa Torta que seja poliglota… Seja como for, o cartaz é bem bonito:

Dit jaar pakt WAT? (Wichels Atelier voor Toneel) uit met een klassieker van formaat, geschreven door dé misdaadauteur bij uitstek, Agatha Christie. “And then there were none” vertelt het verhaal van tien mensen die in de jaren ’60 van de vorige eeuw op mysterieuze wijze op een eiland voor de Zuid-Engelse kust worden uitgenodigd.

cinemagia.wordpress.com

Hoewel ze allen onbekenden zijn voor elkaar, kijken ze uit naar een aangenaam verblijf op “Soldier Island”. Achtervolgd door een wreed kinderrijmpje vallen ze als vliegen. Wie is schuldig? Of zijn ze dat allemaal?

“And then there were none” wordt wereldwijd beschouwd als Agatha Christies meesterwerk. Bij verschijnen sloeg het in als een bom. De onnavolgbaar ingenieuze plot liet critici en publiek met verstomming achter.

A Ratoeira: Ampliando o recorde em 2015

No site Digital Spy:

Agatha Christie’s The Mousetrap extends UK tour until November 2015

A notícia:

The Mousetrap has extended its 2015 UK tour.

The record-breaking Agatha Christie play hit the road in 2012 to mark its 60th anniversary in London’s West End.

The new leg of the tour will kick off at His Majesty’s Theatre in Aberdeen on April 28, before moving on to Preston, Sheffield, Swansea, Colchester and more.

The tour is now scheduled to draw to a close with a run in Coventry from November 9 until November 14.

Casting for the tour will be announced in due course.

The Mousetrap has put on over 25,000 performances since opening in the West End in November 1952.

Montagens modernas de Agatha

Cover of first edition featuring the former Ten Little Niggers title.

Só como curiosidade, uma matéria sobre uma montagem nova de “O Caso dos Dez Negrinhos” (ou, como preferirem, “E Não Sobrou Nenhum”, ou “O Vingador Invisível”, ou “Ten Little Niggers” no Reino Unido, ou “And Then There Were None” nos Estados Unidos, ou “Ten Little Indians”, ou ainda “Convite para a Morte” ou “As Dez Figuras Negras” em Portugal… bem, vocês já conhecem bem a polêmica [*]) na Minnesota State University:

Since it’s an Agatha Christie mystery, the following statements about Minnesota State University’s upcoming production of “And Then There Were None” should be spoiler-free:

Characters will die. They will die early, and they will die often.

In fact, “And Then There Were None” features the highest body count of any of Christie’s stage adaptations. And MSU’s Department of Theatre and Dance won’t be hiding any of it offstage.

Director and MSU theatre instructor Heather Hamilton said observant audience members will see all the clues for themselves. She said even those not familiar with Christie’s 1939-book-turned-1943-play may be able to deduce whose villainy is behind the murders of 10 mysterious guests at a mansion on Soldier Island.

Leia mais clicando aqui.

[*] Posts relacionados:
O caso da patrulha americana
Ainda Ten Little Indians nos EUA

Montagem de Agatha em janeiro de 2013

Vale pela curiosidade e pelo cartaz. Matéria de 04.01.2013:

The Agatha Christie Theatre Company are busy preparing for their new production of the famous crime writer’s novel Go Back For Murder at the Everyman Theatre between Monday, January 21 and Saturday, January 26.

Leia mais aqui:
http://www.eveshamobserver.co.uk/2013/01/04/entertainment-Everyman-Theatre-set-for-Agatha-Christie-classic—59608.html

AGATHA

Décadas e décadas de A Ratoeira

Apesar do título com erro, uma matéria interessante [de 01.08.2012] sobre o clássico A Ratoeira:

In the year The Mousetrap opened at the New Ambassadors Theatre in London’s West End, the 25-year-old Elizabeth Windsor ascended the throne, wartime tea-rationing came to an end and Vera Lynn was topping the charts with Auf Wiederseh’n Sweetheart.

If the logic of showbiz held firm, Agatha Christie’s drawing room murder-mystery should have ended its run before an ailing Winston Churchill handed over the British prime ministership to Anthony Eden in 1955 (Christie herself expected it to wrap up after four months).

However, unlike the hundreds of victims of Britain’s gleefully murderous Queen of Crime, The Mousetrap refused to die. It has seen off many of its founding cast, including Richard Attenborough, to become the longest-running play in theatrical history.

Since debuting in 1952 there have been upwards of 25,000 performances with more than 400 actors joining the revolving-door ensemble who each night gather in the Great Hall of Monkswell Manor in the middle of a snowstorm to play out the most famous guessing game in theatrical history.

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Veja outros posts sobre A Ratoeira em nosso blog clicando aqui.

Uma Noite Com Agatha Christie: Nova montagem em Curitiba

O blog Teia Notícias, portal de notícias do curso de Jornalismo da Universidade Positivo, traz um post sobre a peça “Uma noite com Agatha Christie”, sobre a qual já falamos aqui no blog em agosto de 2011 [clique aqui para ver o post de 22.08.2011] e que teve nova estreia na última sexta-feira [30.03.2012], pelo Festival de Teatro de Curitiba, no Clube Curitibano:

Dirigida e escrita por Enéas Lour, o espetáculo é uma grande homenagem às obras da rainha do crime.

Dividida em quatro atos, a peça é cheia de intertextualidade e referências aos romances da autora britânica.

(…) O grupo completou sete anos de existência em 2011 e já encenou peças como “O Corcunda de Notre Dame” e “Arlecchino”. ‘’Esse é o primeiro suspense que a gente faz, e Agatha é um clássico do gênero’’, disse o diretor Enéas Lour. ‘’É uma adaptação de um livro dela, o texto é meu, pegamos a essência das obras e colocamos ali’’, completou.

O espetáculo estreou em agosto de 2011, também no Clube Curitibano. ‘’Passamos muito tempo refazendo cenas e também melhorando algumas para essa reestreia’’, contou a atriz Ana Mary Fortes. ‘’Nosso objetivo é que Curitiba tenha um grupo de teatro profissional’’, disse Fortes.

A peça será apresentada novamente nos dias 31 de março, 01, 06, 07 e 08 de abril. (…)

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No site After Hour:

O texto “Uma Noite com Agatha Christie” é uma adaptação da versão “Quem Matou Agatha Christie?”, escrita e encenada por Enéas Lour em parceria com João Luiz Fiani, em 1999, no Teatro Lala Schneider. Mas nesta nova versão, o dramaturgo adaptou o texto para inserir todos os atores do Grupo de Teatro do Clube Curitibano, que é composto, em sua maioria, por atrizes. Assim foram criadas mais personagens, ampliando o contexto dos “crimes” e a complexidade da narrativa. A própria autora inglesa – Agatha Christie – foi trazida para a cena. É ela que, interpretada pela atriz Dulce Furtado, de seu escritório inglês, instalado na boca de cena, escreve o que se passa no palco e narra a ação de suas personagens.

Na equipe técnica do espetáculo estão nomes importantes do teatro paranaense, como o light-designer Beto Bruel, vencedor de três edições do Prêmio Shell, a maior premiação do teatro brasileiro.

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Encenação de O Caso dos Dez Negrinhos em North Hollywood

A notícia com a resenha é do Topanga Messenger:

As an actor it is always a pleasure to indulge in the delectable delights of playing in a delicious whodunit mystery and Agatha Christie is the ultimate in decadence.

Unfortunately for the audience, it’s not always a pleasure to watch American actors hack away at dialogue and muddle through stuffy characters with imprecise British accents.

Da esquerda para a direita, Vena Tolomanoska, Chris Wolfe, Edgar Mastin (atrás) na peça And Then There Were None, que no Brasil conhecíamos como O Caso dos Dez Negrinhos

Da esquerda para a direita, Vena Tolomanoska, Chris Wolfe, Edgar Mastin (atrás) na peça And Then There Were None, que no Brasil conhecíamos como O Caso dos Dez Negrinhos

Nevertheless, the retro-sixties stylings of the newest production of And Then There Were None by Agatha Christie at the Group Rep in NoHo is an acceptable revival. With such a fiendish plot how can you miss?

The story is about eight guests who have never met and are lured by a cryptic invitation to a deserted island, where they are marooned along with the two creepy house servants (Kathleen Taylor and Michael Robb). Ten little soldiers sit on the mantelpiece with a nursery rhyme of how each of the ten soldiers die “until there were none.”

Leia a resenha completa clicando aqui.

PR: Uma Noite com Agatha Christie

De acordo com o site Bem Paraná, o Grupo de Teatro do Clube Curitibano realizou estreia no dia 19 de agosto de 2011 (sexta-feira) da peça teatral “Uma Noite com Agatha Christie”:

O diretor Enéas Lour, criou o espetáculo para homenagear a escritora inglesa, Agatha Christie, conhecida mundialmente por suas obras, e considerada a “rainha do suspense”.

A produção conta com um elenco de 11 atores, todos sócios do Clube Curitibano e promete envolver os expectadores em uma grande trama. Aberta também ao público, a peça fica em cartaz até o dia 11 de setembro, com apresentações de sexta a domingo.

Elenco dirigido por Enéas Lour homenageia a escritora inglesa Agatha Christie (foto de divulgação)

Elenco dirigido por Enéas Lour homenageia a escritora inglesa Agatha Christie (foto de divulgação)

Trama que se desenvolve na sala de uma mansão, em 1946, nos arredores de Londres em um dia de nevasca. Os personagens, impedidos de sair da residência, mergulham em uma história inteligente e instigante. Os personagens, herdeiros de uma grande fortuna, se reúnem para a leitura do testamento e entre eles há um misterioso assassino, que vai eliminando os herdeiros até o final do enredo. Todos são suspeitos, e no final da peça o assassino é revelado.

Leia mais clicando aqui.

Artur Xexéo, Agatha e o final dos filmes, peças e livros

A coluna de Artur Xexéo de hoje [05.09.2010] no jornal O Globo cita Agatha e fala sobre a impressionante mania que algumas pessoas (e sites) têm de revelar o final de filmes, livros e peças de teatro. Infelizmente, para construir o texto, o colunista não conseguiu se furtar de revelar o segredo do filme “O Sexto Sentido”, esquecendo que há sim pessoas que nunca viram o filme. Portanto, se você ainda não o assistiu (história de M. Night Shyamalan, não de Agatha), melhor não ler…

Segredo a qualquer custo
(Artur Xexéo)

Custei para assistir a “O sexto sentido” nos cinemas. Todo mundo já tinha visto, e eu evitava as conversas sobre o filme, que a propaganda garantia ter um final surpreendente. Eu tinha medo de que qualquer conversa pudesse me revelar o tal final surpreendente, e o filme perder a graça para mim. Uma coisa é assistir a um filme sabendo o final, outra coisa é assistir a um filme de suspense sabendo o final.

Passei incólume pelas conversas sobre “O sexto sentido” uns dois meses. Na véspera do dia programado para, enfim, ir ao cinema, Villas-Bôas Correa entrou na minha sala no jornal. Gelei. Villas adora uma con-
versa sobre vida após morte. Ele estava empolgado.

— Já viu “O sexto sentido”?

Gelei. Algo me dizia que aquele bate-papo não ia acabar bem.

— Não.

Minha negativa não foi um empecilho para o entusiasmo de Villas. Nem teve tempo para o papo não acabar bem. O papo começou mal.

— Eu logo percebi que o Bruce Willis estava morto.

Pronto. Acabou minha surpresa. Não tive coragem de mostrar minha decepção para Villas. Engatei na conversa e ficamos horas discutindo um filme que eu não tinha visto, que eu iria ver no dia seguinte e que já não tinha mais graça para mim.

Ler um livro policial, ver um filme de suspense, assistir a uma peça de teatro de mistério sabendo-se o final é a atividade mais sem graça do mundo. Por isso, entendo a revolta dos fãs de Agatha Christie com o verbete da Wikipedia sobre “A ratoeira”, a peça da escritora de romances policiais que estreou em Londres em 1952 e que permanece em cartaz até hoje. “A ratoeira” é uma peça bem armada. Ela junta numa casa de campo em Londres sete personagens. Um deles é um assassino. Cabe ao espectador descobrir quem é. A revelação é surpreendente. Todas as noites, após a sessão, é solicitado à plateia que não revele o final a ninguém. É o mesmo pedido que foi feito aos espectadores de “Psicose”, quando o filme de Alfred Hitchcock chegou pela primeira vez aos cinemas. É uma maneira de se manter o prazer dos próximos espectadores. Mal ou bem, o segredo de “A ratoeira” tem sido guardado há 58 anos.

A Wikipedia veio estragar a festa. Num verbete muito bem elaborado sobre a peça, ela conta as origens do espetáculo, registra todos os recordes de permanência em cartaz que ela tem batido e faz uma sinopse caprichada. Tão caprichada que não deixa de revelar o nome do assassino.

(Fonte: revista O Globo, 05.09.2010, página 58, e blog de Artur Xexéo)

Peça inspirada em Agatha estreia em agosto de 2010 no Rio

Os atores Leandro Terra, Carlos Veranai, Daniela Arantes e Juliana Linares, entre outros, estão ensaindo, sob a batuta do diretor Rogério Dolabella, a peça “7 Vidas”, que será encenada no Rio de Janeiro no palco da Casa de Cultura Laura Alvim. De acordo com o site oficial do espetáculo…

http://blogsetevidas.blogspot.com/

… a peça será inspirada na obra de Agatha Christie. A peça tem data de estreia prevista para 12.08.2010 [data atualizada pela produção — vide comentários deste post].

Inspirados em Agatha: Assassinato no Bar de volta

Notícia sobre a peça “Assassinato no Bar”, que foi tema do blog em 29.06.2009, que volta ao cartaz em maio de 2010:

Depois do sucesso em temporadas anteriores e também na última edição do Fringe, no Festival de Curitiba, reestréia amanhã a peça “Assassinato no Bar”. Sátira dos filmes de mistério ingleses e fazendo referências a nomes do suspense como Agatha Christie e Sherlock Holmes, é uma produção da Companhia Máscaras de Teatro, com texto e direção de Franklin Albuquerque. A montagem ficará em cartaz durante todo o mês de maio e junho no Bar Era Só o Que Faltava (Av. República Argentina, 1334), sempre às quintas-feiras, às 21h.

A nota foi encontrada aqui.

Mistério na Mansão 2

Na Revista da TV do jornal O Globo deste domingo, 20.09.2009, há uma reportagem em torno de Jonas Klabin, onde Agatha Christie é citada: o autor deve conceber em breve uma continuação da peça interativa “Mistério na Mansão”, sobre a qual nosso A Casa Torta comentou (e até participou!) em 2008: leia os posts a respeito clicando aqui.

A história, é bom esclarecer, não é diretamente baseado em Agatha, mas é uma trama de mistério e desvendamento de assassinatos onde o público, devidamente caracterizado, participa diretamente. Ainda não há mais informações sobre o elenco, que na primeira versão era liderado pelo ator que interpreta o personagem Beiçola na série semanal da Rede Globo “A Grande Família”, Marcos Oliveira.

Inspirados em Agatha

Infelizmente, as notícias foram descobertas tarde demais, e as temporadas já terminaram, mas como podem voltar à cena, ficam as dicas:

(1) “Assassinato no Bar” é título de uma peça em cartaz em Curitiba, PR, durante o mês de junho. Do site Festa da Semana:

Sucesso de público na temporada que fez no Bar Curityba em maio, a comédia Assassinato no Bar ganha mais quatro apresentações em junho, sempre às 22 horas, nas quintas-feiras, no mesmo local. Sátira dos filmes de mistério ingleses e fazendo referências a nomes do suspense como Agatha Christie e Sherlock Holmes, é uma produção da Companhia Máscaras de Teatro, com texto e direção de Franklin Albuquerque.

Escrita especialmente para ser apresentada num bar, a montagem remete também ao jogo Detetive, hit dos anos 80, pois o público interage tentando acertar quem cometeu o assassinato. “O público pode interrogar os personagens, é uma interatividade muito divertida”, diz Franklin Albuquerque, que escreveu e dirige a peça. “Criamos finais diferentes e mudamos o culpado a cada sessão”.

Leia mais clicando aqui.

(2) Quatro Versus Cadáver’ encerrou temporada no Cuíra, em Belém, PA:

(…) Quatro Versus Cadáver, consagrada pelo público de Belém como um dos maiores sucessos teatrais do ano (…) encerra com as sessões deste sábado, dia 27, às 21h; e do domingo, dia 28, às 20h. A montagem nasceu de um desafio proposto pelo diretor Saulo Sisnando aos dramaturgos paraenses Edyr Augusto Proença, Carlos Correia Santos e Rodrigo Barata. Todos deveriam partir do mesmo tema: em San Francisco, Califórnia, em 1944, um corpo é encontrado numa biblioteca. Os suspeitos são uma loira má, um galã dissimulado e uma criada. Também era necessário observar a duração de 20 minutos para contar a história; afora isso, cada autor teve ampla liberdade para determinar quem seria o culpado, qual a arma utilizada e o motivo do crime. A ousadia da proposta gerou uma comédia divertidíssima, que brinca com clichês da literatura policial e do cinema noir, e que desde o primeiro final de semana conquistou o público

Carlos Correia Santos tem sido constantemente premiado por seus textos teatrais; em abril, Theodoro recebeu o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008. O texto que escreveu para Quatro Versus Cadáver, “Quem matou minha personagem?”, é sua primeira comédia. Inspirado no universo de Agatha Christie, Correia faz uma experiência de metalinguagem, resultando numa trama surreal que brinca com o próprio teatro e com o ego dos atores em cena.

Leia mais clicando aqui.

A Ratoeira, 57 anos

Um clássico que atravessa gerações

Um clássico que atravessa gerações

O leitor Paulo Ferreira deixou um comentário aqui no blog a respeito da exibição de A Ratoeira em Londres. No site do fórum Mistério Juvenil há uma matéria a respeito de sua ida a esta duradoura montagem de Agatha, com ilustrações em torno da apresentação que ele assistiu, de número 23.522, em 08 de maio de 2009.

Clique no link abaixo para ler o texto de nosso visitante a respeito do teatro St. Martin’s Theatre (onde vem sendo montada desde 1974), da montagem e suas fotos tiradas no local:

http://misteriojuvenil.com/forum/viewtopic.php?t=2724

Agradeço a Paulo Ferreira pela dica.