Veronal

Poirot não respondeu à pergunta. Em vez disso, retrucou:
– Mandou chamar o médico? O que foi que ele disse?
– Tomou uma dose excessiva de comprimidos para dormir. Oh! Que lástima! Uma moça tão boa. Essas drogas são um perigo… uma coisa horrível. Veronal, ele disse que era isso. (Treze à mesa, Nova Fronteira, 2005, pág. 82)

Estrutura quimica do veronal

Estrutura química do veronal

Veronal (ou Medinal, barbital, barbitone, barbiturato de dietila, dietilmalonilurea) é o nome comercial do primeiro sedativo e sonífero do grupo dos barbitúricos. Foi introduzido no mercado em princípios do século XX. Seus descobridores foram os Prêmios Nobel Emil Fischer e o médico Joseph von Mering. Segundo uma anedota o nome se deve ao fato de von Mering ter tomado uma dose do medicamento num trem e ter despertado somente na cidade de Verona (Itália). O veronal tem propriedades hipnóticas. Seu elevado tempo de semidesintegração no corpo de mais de 100 horas provoca uma ação prolongada que paralisa quase todas as funções corporais. (Wikipedia)

– Veronal é um negócio muito inseguro. Pode-se tomar uma quantidade danada sem risco nenhum e pode-se tomar uma coisinha de nada e era uma vez. Por isso é que é uma droga perigosa. (Treze à mesa, Nova Fronteira, 2005, pág. 90)

O veronal foi considerado uma melhoria em relação aos hipnóticos disponíveis. Seu sabor era levemente amargo, porém melhor do que o gosto forte e desagradável dos brometos comumente utilizados. Seus efeitos colaterais eram poucos. Sua dosagem terapêutica ficava bem abaixo da dosagem fatal. Entretanto, o consumo prolongada provocava tolerância à droga, o que levava a aumentar a dose para obter o efeito desejado. Assim, overdoses fatais não eram incomuns. (Wikipedia)

She died of an overdose of veronal. She’s been taking it lately for sleeplessness. Must have taken too much. — Agatha Christie, The Murder of Roger Ackroyd, Chapter 1.

Sua aplicação prolongada produz dependência. Uma overdose provoca facilmente a morte. Devido a estes efeitos secundários foi substituido a partir dos anos 60 do século XX por outros princípios ativos como as benzodiazepinas. Atualmente não é mais encontrado no mercado.

Foi a droga escolhida pela poeta portuguesa Florbela Espanca para seu suicídio, em 1930.

Leitura complementar
Veronal – 1911 Encyclopedia

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