Ricina

“Caro Sr. Blunt:
Tudo leva a crer que o veneno empregado foi ricina, toxalbumina vegetal tremendamente forte. Mantenha segredo por enquanto, por favor.” (Sócios no Crime, Ed. Record, 1987, pág. 134)

Mamona (Ricinus communis L.)

Eu não sei quanto a vocês, mas brinquei muito com a matéria-prima da ricina quando era criança: usava os frutos do pé de mamona do quintal de casa como munição de estilingue. A casca de espinhos macios não chegava a machucar o alvo (geralmente meu irmão mais novo), apenas o suficiente para arder. Hoje em dia a mamona serve a propósitos mais nobres como a fabricação de biodiesel, mas naquela época minha mãe não sabia do potencial mortífero da sementinha, caso contrário meu imão teria passado por uma infância talvez mais dolorida (eu teria que apelar para outras sementes – de abacate, por exemplo).

Por sorte não é tão fácil assim ficar exposto à ricina: esta toxina é obtida da pasta feita com a semente da mamona, subproduto do óleo de rícino. O oléo de rícino não é venenoso e vem sendo usado como laxante desde a época do antigo Egito. O óleo não é venenoso porque a ricina não é lipossolúvel.

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